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  2. Palavra-chave: Posição Ortostática
Figura 1
ABC
Artigo Original

A Prevalência da Hipotensão Ortostática e a Distribuição da Variação Pressórica no Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto

Ana Paula Costa Velten et al. Isabela Bensenor Paulo Lotufo José Geraldo Mill

Resumo

Fundamento

A hipotensão ortostática (HO) tem sido negligenciada na clínica não havendo estudos sobre sua prevalência na população brasileira.

Objetivo

Determinar a prevalência de HO e a variação da pressão arterial (PA) após manobra postural no Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto.

Métodos

No presente estudo descritivo da linha de base (N = 14.833 indivíduos, 35-74 anos), os participantes ficavam deitados por 20 minutos e então levantavam ativamente, com a medida da PA em supino e aos 2, 3, e 5 minutos de ortostase. A HO foi definida por queda ≥ 20 mmHg na PA sistólica e/ou queda ≥ 10 mmHg na PA diastólica aos 3 minutos, sendo determinada a sua prevalência com intervalo de confiança de 95% (IC95%). A distribuição da variação da PA após a manobra postural foi determinada numa subamostra (N = 8.011) após remoção de participantes com morbidade cardiovascular e/ou diabetes.

Resultados

A prevalência de HO foi de 2,0% (IC95%: 1,8 – 2,3), crescente com a idade. Se o critério for a mesma queda pressórica em qualquer das medidas, a prevalência aumenta para 4,3% (IC95%: 4,0 – 4,7). Em presença de HO houve relato de sintomas (tontura, escotomas, náuseas, etc.) em 19,7% dos participantes (IC95%: 15,6 – 24,6) e em apenas 1,4% (IC95%: 1,2 – 1,6) dos sem HO. Os escores-Z −2 das variações da PA antes e após manobra postural na subamostra foram de −14,1 mmHg na PA sistólica e −5,4 mmHg na diastólica.

Conclusão

A prevalência de HO varia em função do momento da aferição da PA. Os pontos de corte atuais podem subestimar a ocorrência de HO na população. (Arq Bras Cardiol. 2020; 114(6):1040-1048)

  • Doença da Artéria Coronariana
  • Hipotensão Ortostática/epidemiologia
  • Posição Ortostática
  • Pressão Arterial
  • Prevalência
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03/07/2020 DOI: 10.36660/abc.20180354 Visualizações 2
ABC
Editorial

Mudanças Posturais e suas Influencias no Comportamento Funcional de Grandes Artérias

Luiz Aparecido Bortolotto

As grandes artérias, sobretudo a aorta, tem reconhecidamente um grande papel na condução do fluxo sanguíneo tanto durante a ejeção ventricular quanto durante a diástole, permitindo suprir a demanda exigida pelos órgãos. Além disso, a função de amortecimento exercida pela aorta tem papel fundamental na hermodinâmica central, proporcionando um acoplamento ventrículo-arterial adequado durante o ciclo cardíaco. A perda desta função por aumento da rigidez arterial tem participação no desenvolvimento de hipertensão arterial e hipertrofia ventricular esquerda, e tem sido associada ao desenvolvimento de aterosclerose e isquemia miocárdica. Métodos não invasivos de avaliação da função de grandes artérias, como a medida da velocidade de onda de pulso (VOP ), tem permitido o melhor entendimento das correlações da rigidez arterial com as doenças cardiovasculares, e têm sido usados como marcadores prognósticos em diferentes populações. No entanto, por limitações metodológicas, todos os estudos têm sido realizados na posição supina, e não se avaliou o impacto das mudanças de postura, sobretudo da ortostase, sobre estas propriedades vasculares. Assim, o estudo de Elias Neto et al., publicado nesta edição, por ser o primeiro a avaliar o efeito da ortostase sobre as propriedades funcionais da aorta em indivíduos normotensos e hipertensos não tratados pela medida da VOP aórtica em humanos, traz importantes informações para o entendimento do papel destas propriedades na adaptação fisiológica da hemodinâmica central frente às ações da gravidade. Os autores avaliaram quase 100 indivíduos sem doenças cardiovasculares evidentes pela medida da VOP carótido-femural realizada na posição supina e na posição ortostática após o teste de inclinação a 70(o), e demonstraram um aumento significativo e sustentado da VOP durante todo o teste de inclinação, tanto em indivíduos jovens quanto em indivíduos mais idosos. Um dado interessante é que, embora houvesse uma relação direta e significativa entre os valores de VOP basais e após ortostase com a pressão arterial sistólica (PAS), a PAS manteve-se inalterada ou teve um ligeiro decréscimo durante a inclinação, e portanto o aumento da VOP durante a inclinação ocorreu por outros mecanismos de adaptação circulatória, incluindo um aumento da resistência arterial periférica (sugerido indiretamente pelo aumento da PA média observada) e de alterações da dinâmica circulatória promovidas pela força gravitacional, que estão relacionadas às características estruturais e geométricas diferenciais da aorta durante todo seu trajeto. Em um estudo com número menor de indivíduos e outra metodologia para avaliação da VOP , os autores também evidenciaram aumento da VOP com inclinação, e atribuíram este aumento à uma elevação da pressão hidrostática e maior atividade simpática.

Pela ação gravitacional o fluxo sanguíneo aumenta nos segmentos arteriais mais distais que possuem raios menores e menor elasticidade, ocasionando aumento da VOP e também da PA nos territórios infradiafragmáticos. A consequência deste aumento na VOP carótido-femural seria a precocidade do retorno da onda retrógrada ao coração, aumentando a pressão de pulso na raiz da aorta, o que poderia contribuir para manter um fluxo sanguíneo cerebral mais adequado com a posição bípede assumida pelos humanos. É interessante observar que este mesmo mecanismo de precocidade da onda refletida na raiz de aorta é um dos principais responsáveis pelo aumento da PAS do indivíduo idoso, em consequência do aumento da rigidez arterial observado com o envelhecimento. Avaliando os resultados do estudo de Elias Neto et al., a VOP dos indivíduos jovens após ortostase teve valores semelhantes aos encontrados nos idosos em posição dorsal, corroborando o papel da VOP aumentada com aumento da onda retrógrada na adaptação do indivíduo à posição ortostática.

[…]

  • Análise de Onda de Pulso
  • Aorta/fisiopatologia
  • envelhecimento
  • Fluxo Sanguíneo
  • Gravitação
  • Hipertensão
  • Hipertrofia Ventricular Esquerda
  • Posição Ortostática
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02/12/2019 DOI: 10.36660/abc.20190691 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Artigo Original

Gravidade Influencia o Comportamento Funcional das Grandes Artérias Durante a Ortostase

Jorge Elias Neto et al. Albano Ferreira Guilherme Futuro Luiz Carlos dos Santos … Nevelton Heringer Filho Fernando Gomes Jose Geraldo Mill

Resumo

Fundamento:

A redução da complacência arterial tem sido associada ao envelhecimento e à hipertensão na postura supina. Entretanto, os efeitos dinâmicos do ortostatismo na distensibilidade aórtica não foram definidos.

Objetivo:

Determinar a influência ortostática e a interferência da idade, pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) sobre as grandes artérias durante o estresse gravitacional.

Métodos:

Noventa e três voluntários saudáveis (idade de 42 ± 16 anos). A velocidade da onda de pulso carotídeo-femoral (VOP), assumida como rigidez aórtica, foi avaliada na posição supina (fase basal) durante o teste de inclinação (TT) (fase ortostática) e após o retorno à posição supina (fase de recuperação). Simultaneamente à aquisição da PWV, registrou-se as medidas de PA e FC.

Resultados:

A VOP durante o TT aumentou significativamente em comparação com as fases basal e de recuperação (11,7 ± 2,5 m/s vs. 10,1 ± 2,3 m/se 9,5 ± 2,0 m/s). PA sistólica (r = 0,55, r = 0,46 e r = 0,39) e idade (r = 0,59, r = 0,63 e r = 0,39) correlacionaram-se com a VOP em todas as fases. O nível de significância para todos os testes foi estabelecido como = 0,05.

Conclusão:

Observou-se um aumento permanente da VOP durante a postura ortostática, que retornou ao nível basal na fase de recuperação. Esse padrão dinâmico de resposta da VOP, durante as alterações posturais, pode ser explicado pelo aumento da pressão hidrostática no nível da aorta abdominal que, com raio menor e aumento do módulo de elasticidade, propaga o pulso de maneira mais rápida. Considerando-se que poderia aumentar a reflexão do pulso central durante a posição ortostática, podemos especular que esse mecanismo pode desempenhar um papel na adaptação global do humano ao estresse gravitacional.

  • Análise de Onda de Pulso
  • envelhecimento
  • Grandes Artérias
  • Gravitação
  • Hipertensão
  • Posição Ortostática
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09/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190182 Visualizações 1
Validação do teste de exercício de 4 segundos em posição ortostática
ABC
Artigo Original

Validação do teste de exercício de 4 segundos em posição ortostática

Marcos Bezerra de Almeida et al. Djalma Rabelo Ricardo Claudio Gil Soares de Araújo

OBJETIVO: Testar a viabilidade operacional e validar um protocolo do teste de exercício de 4s (T4s) realizado em posição ortostática (ORTO). MÉTODOS: O ORTO, similar ao protocolo convencional (CICLO), ou seja, exercício súbito do 4º ao 8º segundo de uma apnéia inspiratória máxima de 12s, ao invés da pedalada rápida (sem carga), em caminhada estacionária acelerada (flexão alternada dos quadris). Índice vagal cardíaco (IVC), adimensional, calculado pela razão entre as durações dos intervalo RRs imediatamente antes do exercício (RRB) e o mais curto durante o exercício (RRC), medido em traçado de eletrocardiograma a uma resolução de 10ms. Avaliados 47 indivíduos (40±17 anos, 169±9 cm, 72±14 kg) de ambos os sexos, saudáveis ou não, que realizaram randomicamente três repetições consecutivas nos dois protocolos, sendo a primeira utilizada apenas para familiarização dos procedimentos. RESULTADOS: Embora tenha havido diferenças no IVC para os dois protocolos (1,48±0,04 vs 1,42±0,04; p<0,001), não houve relevância fisiológica. Em 5 (11%) casos observou-se diferença clinicamente relevante entre ORTO e CICLO para o IVC. Os resultados de RRB, RRC e IVC nos dois protocolos foram fortemente correlacionados, respectivamente, 0,84; 0,85 e 0,93, (p<0,001). CONCLUSÃO: O T4s realizado em posição ortostática demonstrou ser uma opção válida para avaliação do tônus vagal cardíaco nos laboratórios que não dispõem de cicloergômetro, sem prejuízo da interpretação clínica, além da simplicidade e aplicabilidade do procedimento, de baixo custo operacional.

  • Exercício
  • Frequência Cardíaca
  • Posição Ortostática
  • teste de exercício de 4 segundos
  • vagal
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18/08/2004 DOI: 10.1590/S0066-782X2004001400007 Visualizações 2

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Velten APC, Bensenor I, Lotufo P, Mill JG. A Prevalência da Hipotensão Ortostática e a Distribuição da Variação Pressórica no Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(6):1040-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Velten, Ana Paula Costa; Bensenor, Isabela; Lotufo, Paulo; Mill, José Geraldo. A Prevalência da Hipotensão Ortostática e a Distribuição da Variação Pressórica no Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 6, p. 1040-1048, jul. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Velten, A. P. C., Bensenor, I., Lotufo, P., & Mill, J. G. (2020). A Prevalência da Hipotensão Ortostática e a Distribuição da Variação Pressórica no Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(6), 1040-1048.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Velten, Ana Paula Costa and Bensenor, Isabela and Lotufo, Paulo and Mill, José Geraldo. A Prevalência da Hipotensão Ortostática e a Distribuição da Variação Pressórica no Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1040-1048. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/a-prevalencia-da-hipotensao-ortostatica-e-a-distribuicao-da-variacao-pressorica-no-estudo-longitudinal-da-saude-do-adulto/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Bortolotto LA. Mudanças Posturais e suas Influencias no Comportamento Funcional de Grandes Artérias. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(6):1082-3.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Bortolotto, Luiz Aparecido. Mudanças Posturais e suas Influencias no Comportamento Funcional de Grandes Artérias. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 6, p. 1082-1083, dez. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Bortolotto, L. A. (2019). Mudanças Posturais e suas Influencias no Comportamento Funcional de Grandes Artérias. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(6), 1082-1083.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Bortolotto, Luiz Aparecido. Mudanças Posturais e suas Influencias no Comportamento Funcional de Grandes Artérias. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1082-1083. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/mudancas-posturais-e-suas-influencias-no-comportamento-funcional-de-grandes-arterias/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Elias Neto J, Ferreira A, Futuro G, Santos LC, Heringer Filho N, Gomes F, Mill JG, et al. Gravidade Influencia o Comportamento Funcional das Grandes Artérias Durante a Ortostase. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(6):1072-81.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Elias Neto, Jorge; Ferreira, Albano; Futuro, Guilherme; Santos, Luiz Carlos dos; Heringer Filho, Nevelton; Gomes, Fernando; Mill, Jose Geraldo. Gravidade Influencia o Comportamento Funcional das Grandes Artérias Durante a Ortostase. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 6, p. 1072-1081, set. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Elias Neto, J., Ferreira, A., Futuro, G., Santos, L. C. , Heringer Filho, N., Gomes, F., & Mill, J. G. (2019). Gravidade Influencia o Comportamento Funcional das Grandes Artérias Durante a Ortostase. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(6), 1072-1081.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Elias Neto, Jorge and Ferreira, Albano and Futuro, Guilherme and Santos, Luiz Carlos dos and Heringer Filho, Nevelton and Gomes, Fernando and Mill, Jose Geraldo. Gravidade Influencia o Comportamento Funcional das Grandes Artérias Durante a Ortostase. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1072-1081. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/gravidade-influencia-o-comportamento-funcional-das-grandes-arterias-durante-a-ortostase/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Almeida MB, Ricardo DR, Araújo CGS. Validação do teste de exercício de 4 segundos em posição ortostática. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2004;83(2):155-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Almeida, Marcos Bezerra de; Ricardo, Djalma Rabelo; Araújo, Claudio Gil Soares de. Validação do teste de exercício de 4 segundos em posição ortostática. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 83, n. 2, p. 155-159, ago. 2004.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Almeida, M. B. , Ricardo, D. R., & Araújo, C. G. S. (2004). Validação do teste de exercício de 4 segundos em posição ortostática. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 83(2), 155-159.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Almeida, Marcos Bezerra de and Ricardo, Djalma Rabelo and Araújo, Claudio Gil Soares de. Validação do teste de exercício de 4 segundos em posição ortostática. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2004, vol. 83, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 155-159. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/validacao-do-teste-de-exercicio-de-4-segundos-em-posicao-ortostatica/>. ISSN 0066-782X

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