As Sociedades Médicas e as Universidades Públicas
As sociedades médicas são instituições importantes e fortes em nosso país. Tomo como exemplo, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), da qual a maioria dos que estão lendo este texto faz parte. Nunca fiz política societária, mas a acompanho com interesse. Impressiona a determinação nas acirradas disputas entre concorrentes em época de eleição. Esses grupos, tendo sempre membros de corpos docentes de universidades, dispendem muita energia para se colocarem nas posições de comando. Assim é o jogo, que não raro migra para caminhos tortuosos. Portanto, os recursos humanos de sociedades e universidades têm muito em comum, tendo em vista que promovem atividades científicas e didáticas, educando profissionais por todo o país, tanto na modalidade presencial, como pelos meios de comunicação. A qualidade das informações recebidas é diretamente proporcional à das universidades e de seus membros. Por isso, as sociedades devem ter enorme interesse na evolução intelectual de nossas universidades. Sendo assim, perguntas se impõem:
Há empreendimentos construtivos para a melhoria das universidades públicas por parte das sociedades? São essas energias, encerradas as eleições, utilizadas em seus benefícios? Se não são, quais seriam os projetos para haver uma maior interação entre esses dois universos? Esses projetos seriam úteis para atenuar a constante queda de qualidade das academias?
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