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Combinação de Ferramentas de Telecardiologia para Estratificação de Risco Cardiovascular na Atenção Primária: Dados do Estudo PROVAR+
ABC
Artigo Original

Combinação de Ferramentas de Telecardiologia para Estratificação de Risco Cardiovascular na Atenção Primária: Dados do Estudo PROVAR+

Lucas Leal Fraga et al. Bruno Ramos Nascimento Beatriz Costa Haiashi Alexandre Melo Ferreira … Mauro Henrique Agapito Silva Isabely Karoline da Silva Ribeiro Gabriela Aparecida Silva Wanessa Campos Vinhal Mariela Mata Coimbra Cássia Aparecida Silva Cristiana Rosa Lima Machado Magda C. Pires Marina Gomes Diniz Luiza Pereira Afonso Santos Arthur Maia Amaral Lucas Chaves Diamante Henrique Leão Fava Craig Sable Maria Carmo Pereira Nunes Antonio Luiz P. Ribeiro Clareci Silva Cardoso

Resumo

Fundamento:

As ferramentas de telecardiologia são estratégias valiosas para melhorar a estratificação de risco.

Objetivo:

Objetivamos avaliar a acurácia da tele-eletrocardiografia (ECG) para predizer anormalidades no ecocardiograma de rastreamento na atenção primária.

Métodos:

Em 17 meses, 6 profissionais de saúde em 16 unidades de atenção primária foram treinados em protocolos simplificados de ecocardiografia portátil. Tele-ECGs foram registrados para diagnóstico final por um cardiologista. Pacientes consentidos com anormalidades maiores no ECG pelo código de Minnesota e uma amostra 1:5 de indivíduos normais foram submetidos a um questionário clínico e ecocardiograma de rastreamento interpretado remotamente. A doença cardíaca grave foi definida como doença valvular moderada/grave, disfunção/hipertrofia ventricular, derrame pericárdico ou anormalidade da motilidade. A associação entre alterações maiores do ECG e anormalidades ecocardiográficas foi avaliada por regressão logística da seguinte forma: 1) modelo não ajustado; 2) modelo 1 ajustado por idade/sexo; 3) modelo 2 mais fatores de risco (hipertensão/diabetes); 4) modelo 3 mais história de doença cardiovascular (Chagas/cardiopatia reumática/cardiopatia isquêmica/AVC/insuficiência cardíaca). Foram considerados significativos valores de p < 0,05.

Resultados:

No total, 1.411 pacientes realizaram ecocardiograma, sendo 1.149 (81%) com anormalidades maiores no ECG. A idade mediana foi de 67 anos (intervalo interquartil de 60 a 74) e 51,4% eram do sexo masculino. As anormalidades maiores no ECG se associaram a uma chance 2,4 vezes maior de doença cardíaca grave no ecocardiograma de rastreamento na análise bivariada (OR = 2,42 [IC 95% 1,76 a 3,39]) e permaneceram significativas (p < 0,001) após ajustes no modelo 2 (OR = 2,57 [IC 95% 1,84 a 3,65]), modelo 3 (OR = 2,52 [IC 95% 1,80 a 3,58]) e modelo 4 (OR = 2,23 [IC 95% 1,59 a 3,19]). Idade, sexo masculino, insuficiência cardíaca e doença cardíaca isquêmica também foram preditores independentes de doença cardíaca grave no ecocardiograma.

Conclusões:

As anormalidades do tele-ECG aumentaram a probabilidade de doença cardíaca grave no ecocardiograma de rastreamento, mesmo após ajustes para variáveis demográficas e clínicas.

  • Doenças Cardiovasculares
  • Eletrocardiografia
  • grau de risco
  • Programas de Rastreamento
  • Telemedicina
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
05/04/2024 DOI: 10.36660/abc.20230653 Visualizações 2
ABC
Editorial

O Raro Padrão de Pré-Excitação Alternante: Fenômeno Genuinamente Benigno?

Mirella Facin et al. Nelson Samesima

O sistema de condução é um conjunto de células miocárdicas especializadas, organizadas para gerar e transmitir os estímulos elétricos, levando às contrações coordenadas e sequenciais de cada ciclo cardíaco. Uma espessa camada de tecido fibroso, o annulus fibrosus , isola quase totalmente o miocárdio atrial do ventricular, exceto na região do nodo atrioventricular (AV) e sistema His-Purkinje que, no coração normal, constitui o único caminho elétrico entre as câmaras superiores e inferiores. ,

Em alguns indivíduos, entretanto, feixes musculares que conectam diretamente átrios e ventrículos, remanescentes de etapas anteriores de desenvolvimento cardíaco, perduram após o nascimento. A presença de vias atrioventriculares adicionais ou acessórias (VA) permite que o estímulo elétrico contorne o nodo AV, resultando na ativação precoce dos ventrículos ou pré-excitação. Vias acessórias podem cruzar o sulco atrioventricular em qualquer ponto de justaposição entre o miocárdio atrial e ventricular. A maioria delas tem propriedades de condução bidirecional e não decremental, e pode servir como braço de circuitos ortodrômicos/antidrômicos reentrantes, ou como via rápida para a transmissão do estímulo elétrico durante outras taquicardias supraventriculares, tais como a fibrilação atrial (FA).

[…]

  • grau de risco
  • nó atrioventricular
  • Prevalência
  • Síndrome de Wolff-Parkinson-White
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10/02/2023 DOI: 10.36660/abc.20220864 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Escore de Framingham em motoristas de transportes coletivos urbanos de Teresina, Piauí

Maurício Batista Paes Landim et al. Edgar Guimarães Victor

OBJETIVO: Estimar o risco absoluto de contração de doença arterial coronariana, nos próximos 10 anos, em motoristas de transportes coletivos urbanos de Teresina, Piauí, segundo o escore de risco de Framingham. MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional, descritivo, transversal, aplicando-se o escore de Framingham, em 107 motoristas de transportes coletivos urbanos de Teresina, Piauí, para avaliação do grau de risco e sua associação com as variáveis previstas no mesmo, que foram: idade, colesterol total, colesterol HDL, pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica, presença de diabete melito e tabagismo. O teste de significância usado foi o c². Utilizou-se a razão de prevalência como medida de associação. RESULTADOS: O risco médio foi de 5%, com a maior parte situando-se na categoria de baixo risco (85,05%). As médias obtidas foram: 42 anos para a idade, colesterol total 200 mg%, colesterol HDL 49 mg%, pressão arterial sistólica 130 mmHg e pressão arterial diastólica 85 mmHg. As associações diabete melito, tabagismo e colesterol HDL, com o risco, não foram estatisticamente significantes, diferente do ocorrido com as outras variáveis, que tiveram grande influência no risco obtido. CONCLUSÃO: O risco absoluto médio estimado para os próximos 10 anos de doença arterial coronariana, em motoristas de transportes coletivos urbanos de Teresina, calculado pelo escore de Framingham, apresentou-se baixo. Uma parte considerável dos participantes da pesquisa (85,05%) situou-se na categoria de baixo risco, ou seja, igual ou inferior a 10%.

  • atividade profissional
  • Doença arterial coronariana
  • Doenças Cardiovasculares
  • escore de Framingham
  • grau de risco
  • Prevenção Primária
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
16/10/2006 DOI: 10.1590/S0066-782X2006001600014

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Fraga LL, Nascimento BR, Haiashi BC, Ferreira AM, Silva MHA, Ribeiro IKS, Silva GA, et al. Combinação de Ferramentas de Telecardiologia para Estratificação de Risco Cardiovascular na Atenção Primária: Dados do Estudo PROVAR+. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2024;121(2):e20230653.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Fraga, Lucas Leal; Nascimento, Bruno Ramos; Haiashi, Beatriz Costa; Ferreira, Alexandre Melo; Silva, Mauro Henrique Agapito; Ribeiro, Isabely Karoline da Silva; Silva, Gabriela Aparecida; Vinhal, Wanessa Campos; Coimbra, Mariela Mata; Silva, Cássia Aparecida; Machado, Cristiana Rosa Lima; Pires, Magda C.; Diniz, Marina Gomes; Santos, Luiza Pereira Afonso; Amaral, Arthur Maia; Diamante, Lucas Chaves; Fava, Henrique Leão; Sable, Craig; Nunes, Maria Carmo Pereira; Ribeiro, Antonio Luiz P.; Cardoso, Clareci Silva. Combinação de Ferramentas de Telecardiologia para Estratificação de Risco Cardiovascular na Atenção Primária: Dados do Estudo PROVAR+. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 121, n. 2, e20230653, abr. 2024.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Fraga, L. L., Nascimento, B. R., Haiashi, B. C., Ferreira, A. M., Silva, M. H. A., Ribeiro, I. K. S., Silva, G. A., Vinhal, W. C., Coimbra, M. M., Silva, C. A., Machado, C. R. L., Pires, M. C., Diniz, M. G., Santos, L. P. A., Amaral, A. M., Diamante, L. C., Fava, H. L., Sable, C., Nunes, M. C. P., Ribeiro, A. L. P., & Cardoso, C. S. (2024). Combinação de Ferramentas de Telecardiologia para Estratificação de Risco Cardiovascular na Atenção Primária: Dados do Estudo PROVAR+. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 121(2), e20230653.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Fraga, Lucas Leal and Nascimento, Bruno Ramos and Haiashi, Beatriz Costa and Ferreira, Alexandre Melo and Silva, Mauro Henrique Agapito and Ribeiro, Isabely Karoline da Silva and Silva, Gabriela Aparecida and Vinhal, Wanessa Campos and Coimbra, Mariela Mata and Silva, Cássia Aparecida and Machado, Cristiana Rosa Lima and Pires, Magda C. and Diniz, Marina Gomes and Santos, Luiza Pereira Afonso and Amaral, Arthur Maia and Diamante, Lucas Chaves and Fava, Henrique Leão and Sable, Craig and Nunes, Maria Carmo Pereira and Ribeiro, Antonio Luiz P. and Cardoso, Clareci Silva. Combinação de Ferramentas de Telecardiologia para Estratificação de Risco Cardiovascular na Atenção Primária: Dados do Estudo PROVAR+. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2024, vol. 121, n. 2, [citado 2026-10-14], e20230653. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/combinacao-de-ferramentas-de-telecardiologia-para-estratificacao-de-risco-cardiovascular-na-atencao-primaria-dados-do-estudo-provar/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Facin M, Samesima N. O Raro Padrão de Pré-Excitação Alternante: Fenômeno Genuinamente Benigno?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2023;120(1):e20220864.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Facin, Mirella; Samesima, Nelson. O Raro Padrão de Pré-Excitação Alternante: Fenômeno Genuinamente Benigno?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 120, n. 1, e20220864, fev. 2023.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Facin, M., & Samesima, N. (2023). O Raro Padrão de Pré-Excitação Alternante: Fenômeno Genuinamente Benigno?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 120(1), e20220864.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Facin, Mirella and Samesima, Nelson. O Raro Padrão de Pré-Excitação Alternante: Fenômeno Genuinamente Benigno?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2023, vol. 120, n. 1, [citado 2026-10-14], e20220864. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/o-raro-padrao-de-pre-excitacao-alternante-fenomeno-genuinamente-benigno/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Landim MBP, Victor EG. Escore de Framingham em motoristas de transportes coletivos urbanos de Teresina, Piauí. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2006;87(3):315-20.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Landim, Maurício Batista Paes; Victor, Edgar Guimarães. Escore de Framingham em motoristas de transportes coletivos urbanos de Teresina, Piauí. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 87, n. 3, p. 315-320, out. 2006.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Landim, M. B. P., & Victor, E. G. (2006). Escore de Framingham em motoristas de transportes coletivos urbanos de Teresina, Piauí. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 87(3), 315-320.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Landim, Maurício Batista Paes and Victor, Edgar Guimarães. Escore de Framingham em motoristas de transportes coletivos urbanos de Teresina, Piauí. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2006, vol. 87, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 315-320. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/escore-de-framingham-em-motoristas-de-transportes-coletivos-urbanos-de-teresina-piaui/>. ISSN 0066-782X

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