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  2. Palavra-chave: Cuidados Pós-Operatórios/mortalidade
ABC
Artigo Original

Fragilidade entre Pacientes não Idosos Submetidos à Cirurgia Cardíaca

Camila Bottura et al. Livia Arcêncio Hannah Miranda Araújo Chagas Paulo Roberto Barbosa Evora Alfredo José Rodrigues

Resumo

Fundamento:

Geralmente vista como uma característica da velhice, a fragilidade também pode ocorrer em pessoas não idosas, principalmente naquelas que sofrem de doenças crônicas. A fragilidade pode aumentar o risco operatório.

Objetivos:

Determinar a prevalência de fragilidade em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) e/ou troca ou reconstrução valvar e/ou cirurgia valvar, bem como a influência da fragilidade nos desfechos pós-operatórios.

Métodos:

Nosso estudo incluiu 100 adultos que foram submetidos a operações cardíacas eletivas consecutivas. A fragilidade foi avaliada por meio da escala de Fried. Os pacientes também realizaram um teste de caminhada de 6 minutos, e medimos as pressões inspiratória e expiratória máximas. Um valor de p < 0,05 foi considerado significativo.

Resultados:

De uma coorte de 100 pacientes, com base nos critérios de fragilidade de Fried, 17 pacientes (17%) foram considerados frágeis, 70 (70%) pré-frágeis e apenas 13 (13%) não frágeis. Entre os portadores de valvopatia, 11 (18,6%) foram considerados frágeis e 43 (73%) pré-frágeis. Cinquenta e três por cento dos pacientes considerados frágeis tinham menos de 60 anos (mediana=48 anos). As diferenças no fenótipo de fragilidade entre os pacientes com valvopatia e doença arterial coronariana não foram estatisticamente significativas (p=0,305). A comparação entre pacientes não frágeis, pré-frágeis e frágeis não mostrou diferença significativa na distribuição das comorbidades e do estado funcional cardíaco, independentemente da doença cardíaca. No entanto, a mortalidade hospitalar mostrou-se significativamente maior em pacientes frágeis (29,4%, p=0,026) que em pacientes pré-frágeis (8,6%) e não frágeis (0%).

Conclusões:

A fragilidade é prevalente mesmo entre pacientes não idosos submetidos a CRM ou cirurgia cardíaca valvar e está associada a maior mortalidade hospitalar pós-operatória.

  • Cuidados Pós-Operatórios/mortalidade
  • Fragilidade
  • Revascularização Miocárdica / cirurgia
  • Valvas Cardíacas/cirurgia
Ler artigo completo
Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
23/10/2020 DOI: 10.36660/abc.20190082
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

Incidência e Preditores de Complicações Cardiovasculares e Óbito após Cirurgia Vascular Arterial

Luciana Andrea Avena Smeili et al. Paulo Andrade Lotufo

Resumo

Fundamento:

Pacientes submetidos à cirurgia vascular arterial são considerados de risco aumentado para complicações no pós-operatório.

Objetivo:

Avaliar incidência e preditores de complicações e óbito, assim como o desempenho de dois modelos de estratificação de risco, em cirurgia vascular.

Métodos:

Em pacientes adultos, determinou-se a incidência de complicações cardiovasculares e óbitos em 30 dias. Comparações univariadas e regressão logística avaliaram os fatores de risco associados com os desfechos, e a curva ROC (receiver operating characteristic) examinou a capacidade discriminatória do índice de risco cardíaco revisado (RCRI) e do índice de risco cardíaco do grupo de cirurgia vascular da New England (VSG-CRI).

Resultados:

141 pacientes (idade média 66 anos, 65% homens) realizaram cirurgias de: carótida (15), membros inferiores (65), aorta abdominal (56) e outras (5). Complicações cardiovasculares e óbito em até 30 dias ocorreram em 28 (19,9%) e em 20 (14,2%) pacientes, respectivamente. Os preditores de risco foram: idade, obesidade, acidente vascular cerebral, capacidade funcional ruim, cintilografia alterada, cirurgia de aorta e alteração de troponina. Os escores RCRI e VSG-CRI apresentaram AUC (area under the curve) de 0,635 e 0,639 para complicações cardiovasculares precoces e 0,562 e 0,610 para óbito em 30 dias.

Conclusões:

Nesse grupo pequeno e selecionado submetido à cirurgia vascular arterial, a incidência de eventos adversos foi elevada. Para complicações em até 30 dias, os índices de avaliação de risco RCRI e VSG-CRI não apresentaram boa performance.

  • Complicações Pós-Operatórias
  • Cuidados Pós-Operatórios/mortalidade
  • Doenças Cardiovasculares/complicações
  • Doenças Vasculares/cirurgia
  • Medição de Risco
  • Mortalidade
Ler artigo completo
Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
25/09/2015 DOI: 10.5935/abc.20150113

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Bottura C, Arcêncio L, Chagas HMA, Evora PRB, Rodrigues AJ. Fragilidade entre Pacientes não Idosos Submetidos à Cirurgia Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(4):604-10.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Bottura, Camila; Arcêncio, Livia; Chagas, Hannah Miranda Araújo; Evora, Paulo Roberto Barbosa; Rodrigues, Alfredo José. Fragilidade entre Pacientes não Idosos Submetidos à Cirurgia Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 4, p. 604-610, out. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Bottura, C., Arcêncio, L., Chagas, H. M. A., Evora, P. R. B., & Rodrigues, A. J. (2020). Fragilidade entre Pacientes não Idosos Submetidos à Cirurgia Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(4), 604-610.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Bottura, Camila and Arcêncio, Livia and Chagas, Hannah Miranda Araújo and Evora, Paulo Roberto Barbosa and Rodrigues, Alfredo José. Fragilidade entre Pacientes não Idosos Submetidos à Cirurgia Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 604-610. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/fragilidade-entre-pacientes-nao-idosos-submetidos-a-cirurgia-cardiaca/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Smeili LAA, Lotufo PA. Incidência e Preditores de Complicações Cardiovasculares e Óbito após Cirurgia Vascular Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2015;105(5):510-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Smeili, Luciana Andrea Avena; Lotufo, Paulo Andrade. Incidência e Preditores de Complicações Cardiovasculares e Óbito após Cirurgia Vascular Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 105, n. 5, p. 510-518, set. 2015.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Smeili, L. A. A., & Lotufo, P. A. (2015). Incidência e Preditores de Complicações Cardiovasculares e Óbito após Cirurgia Vascular Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 105(5), 510-518.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Smeili, Luciana Andrea Avena and Lotufo, Paulo Andrade. Incidência e Preditores de Complicações Cardiovasculares e Óbito após Cirurgia Vascular Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2015, vol. 105, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 510-518. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/incidencia-e-preditores-de-complicacoes-cardiovasculares-e-obito-apos-cirurgia-vascular-arterial/>. ISSN 0066-782X

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