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  2. Palavra-chave: Aspirina/uso terapêutico
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Editorial

Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta a Aspirina na Síndrome Coronária Aguda: Um Novo Desafio para o Tratamento Antiplaquetário?

Dário C. Sobral Filho et al. José Gildo de Moura Monteiro Júnior

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, sendo a doença cardíaca coronariana a principal etiologia, e que em 2016 representou 31% das mortes globais. O infarto do miocárdio ocorre usualmente devido a alterações na parede arterial ou oclusão trombótica de um vaso coronariano causada pela ruptura de uma placa vulnerável., A instabilidade na placa aterosclerótica é consequência do estresse oxidativo local e sistêmico que, consequentemente, ocasiona a ativação plaquetária e formação de trombos na circulação. A função principal das plaquetas é a participação no mecanismo homeostático, parar a perda de sangue após um trauma tecidual, mas sob condições oxidativas estão associadas a várias doenças cardiovasculares como hipertensão, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes e aterosclerose.

Estudos prévios demonstraram a relevância na redução de eventos cardiovasculares em pacientes com doença arterial coronariana com o uso de aspirina.– Portanto, está bem demonstrada a importância da antiagregação plaquetária nas síndromes coronarianas agudas e crônicas.

[…]

  • Aspirina/uso terapêutico
  • Estresse Oxidativo
  • Inibidores da Agregação Plaquetária
  • Placa Aterosclerótica
  • Síndrome Coronariana Aguda
Ler artigo completo
Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
10/10/2019 DOI: 10.5935/abc.20190199
Figura 1
ABC
Artigo Original

Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta ao Ácido Acetilsalicílico na Síndrome Coronariana Aguda Sem Supra de ST: Comparação entre as Fases Aguda e Tardia

Marianna Deway Andrade Dracoulakis et al. Paul Gurbel Marco Cattaneo Herlon Saraiva Martins … José Carlos Nicolau Roberto Kalil Filho

Resumo

Fundamento:

A alta atividade plaquetária (AAP) durante a terapia com ácido acetilsalicílico (AAS) é fator de mau prognóstico nas síndromes coronarianas agudas (SCA). A prevalência de AAP durante a SCA é maior do que a relatada na doença estável. No entanto, não está claro se esta prevalência de AAP é um fenômeno transitório ou característica dessa população de alto risco.

Objetivo:

O objetivo principal é comparar, em uma mesma população, os efeitos do AAS sobre a função plaquetária nas fases inicial e tardia da SCA. Os objetivos secundários são: correlação entre os testes entre si e a relação entre os testes e a variação dos marcadores inflamatórios (proteína C reativa e interleucina-6).

Métodos:

Foram estudados prospectivamente 70 pacientes com SCA sem elevação de ST (SCSST) em uso de 100 a 200 mg de AAS por dia por pelo menos 7 dias. A função plaquetária foi avaliada nas primeiras 48 horas e 3 meses após por quatro métodos: VerifyNow™ (VFN), agregometria de sangue total (AST) com ácido araquidônico (AA) e colágeno como agonistas, e analisador de função plaquetária (PFA). O nível de significância estatístico considerado foi < 0,05.

Resultados:

A média de idade foi de 65 ±9,7 anos e 54% da população eram do sexo feminino. De acordo com os métodos mais específicos (AST com AA e VFN), a incidência de AAP foi significativamente maior na fase inicial, em relação à tardia: AST com AA 31% versus 13%, p = 0,015; VFN 32% versus 16%, p = 0,049. Os outros métodos testados, menos específicos para o AAS, não mostraram diferenças significativas entre as fases. A correlação entre os métodos foi fraca ou moderada (r variando de 0,3 a 0,5, p < 0,05), e não houve associações significativas entre AAP e marcadores inflamatórios.

Conclusão:

A prevalência de AAP durante a terapia com AAS, avaliada por métodos específicos para cicloxigenase 1 (COX-1), é maior durante a fase aguda do que na tardia da SCASST.

  • Agregação Plaquetária
  • Aspirina/efeitos adversos
  • Aspirina/uso terapêutico
  • Idoso
  • Isquemia Miocárdica
  • Síndrome Coronariana Aguda
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
15/08/2019 DOI: 10.5935/abc.20190146 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Sobral Filho DC, Monteiro Júnior JGM. Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta a Aspirina na Síndrome Coronária Aguda: Um Novo Desafio para o Tratamento Antiplaquetário?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(3):364-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Sobral Filho, Dário C.; Monteiro Júnior, José Gildo de Moura. Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta a Aspirina na Síndrome Coronária Aguda: Um Novo Desafio para o Tratamento Antiplaquetário?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 3, p. 364-366, out. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Sobral Filho, D. C., & Monteiro Júnior, J. G. M. (2019). Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta a Aspirina na Síndrome Coronária Aguda: Um Novo Desafio para o Tratamento Antiplaquetário?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(3), 364-366.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Sobral Filho, Dário C. and Monteiro Júnior, José Gildo de Moura. Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta a Aspirina na Síndrome Coronária Aguda: Um Novo Desafio para o Tratamento Antiplaquetário?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 364-366. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/alta-atividade-plaquetaria-residual-em-resposta-a-aspirina-na-sindrome-coronaria-aguda-um-novo-desafio-para-o-tratamento-antiplaquetario/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Dracoulakis MDA, Gurbel P, Cattaneo M, Martins HS, Nicolau JC, Kalil Filho R. Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta ao Ácido Acetilsalicílico na Síndrome Coronariana Aguda Sem Supra de ST: Comparação entre as Fases Aguda e Tardia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(3):357-63.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Dracoulakis, Marianna Deway Andrade; Gurbel, Paul; Cattaneo, Marco; Martins, Herlon Saraiva; Nicolau, José Carlos; Kalil Filho, Roberto. Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta ao Ácido Acetilsalicílico na Síndrome Coronariana Aguda Sem Supra de ST: Comparação entre as Fases Aguda e Tardia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 3, p. 357-363, ago. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Dracoulakis, M. D. A., Gurbel, P., Cattaneo, M., Martins, H. S., Nicolau, J. C., & Kalil Filho, R. (2019). Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta ao Ácido Acetilsalicílico na Síndrome Coronariana Aguda Sem Supra de ST: Comparação entre as Fases Aguda e Tardia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(3), 357-363.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Dracoulakis, Marianna Deway Andrade and Gurbel, Paul and Cattaneo, Marco and Martins, Herlon Saraiva and Nicolau, José Carlos and Kalil Filho, Roberto. Alta Atividade Plaquetária Residual em Resposta ao Ácido Acetilsalicílico na Síndrome Coronariana Aguda Sem Supra de ST: Comparação entre as Fases Aguda e Tardia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 357-363. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/alta-atividade-plaquetaria-residual-em-resposta-ao-acido-acetilsalicilico-na-sindrome-coronariana-aguda-sem-supra-de-st-comparacao-entre-as-fases-aguda-e-tardia/>. ISSN 0066-782X

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