II – Avaliação do Controle Autonômico da Frequência Cardíaca em Diversas Condições Clínicas
Resumo
Por meio da comparação das respostas de voluntários normais, a avaliação da função autonômica em condições clínicas anormais se focou na detecção de disautonomia envolvendo os sistemas parassimpático e adrenérgico em pacientes com cardiopatia chagásica, pós-cirurgia cardíaca, insuficiência cardíaca crônica, prolapso da valva mitral e hipertireoidismo. Em particular, o comprometimento autonômico observado em pacientes com doença de Chagas envolveu predominantemente o controle parassimpático da frequência cardíaca ao nível do nó sinusal e a inervação adrenérgica ao nível ventricular do miocárdio. Os distúrbios autonômicos observados em pacientes com cardiomiopatia chagásica só recentemente foram explorados em termos de sua relevância prognóstica, e suas potenciais implicações clínicas para fins terapêuticos ainda precisam ser investigadas.
Ao longo das últimas quase sete décadas, nosso laboratório acumulou expertise significativa utilizando diversos testes descritos acima para avaliar o controle autonômico da frequência cardíaca, agora com foco em diversas condições clínicas fisiopatológicas. O efeito do treinamento físico de resistência e do envelhecimento foi focado principalmente em estudos com voluntários normais, cujas respostas basais serviram como controles a serem comparados durante testes empregados em indivíduos com algumas condições clínicas mórbidas. De longe, a fisiopatologia da cardiopatia chagásica envolvendo o sistema nervoso autônomo foi o assunto mais predominantemente estudado em nosso laboratório, desde os primeiros estudos na década de 1960 até os estudos tardios recentemente publicados em periódicos internacionais (Figura Central). Outras condições patológicas focadas em nossos estudos foram prolapso da valva mitral, insuficiência cardíaca, pós-cirurgia cardíaca e hipertireoidismo.
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