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  2. Palavra-chave: Sistema Nervoso Parassimpático
I - Avaliação da Função Autonômica Cardiovascular em Indivíduos Saudáveis
ABC
Revisão

I – Avaliação da Função Autonômica Cardiovascular em Indivíduos Saudáveis

Benedito Carlos Maciel et al. Lourenço Gallo-Jr André Schmidt José Antonio Marin-Neto

Resumo

Esta primeira parte da revisão apresenta quase 60 anos de experiência de nosso laboratório na padronização de testes autonômicos cardiovasculares em indivíduos saudáveis. A ampla gama de testes inclui bloqueio farmacológico dos sistemas simpático e parassimpático, avaliação da sensibilidade barorreflexa por meio de episódios transitórios de hipertensão e hipotensão, manobra de Valsalva, teste de inclinação ortostática, exercícios isométricos e dinâmicos, imersão facial em água fria, arritmia sinusal respiratória, análise da variabilidade da frequência cardíaca no domínio da frequência e exames de imagem com 123I-metaiodobenzilguanidina. A função autonômica foi avaliada com base nas respostas aos testes em condições basais em indivíduos saudáveis. A análise também aborda adaptações fisiológicas ao treinamento de resistência e ao envelhecimento, fornecendo uma estrutura de referência para a identificação de disfunções autonômicas envolvendo componentes parassimpáticos e adrenérgicos em pacientes com diversas condições fisiopatológicas, conforme discutido na segunda parte desta revisão.

  • Doenças do Sistema Nervoso Autônomo
  • Frequência Cardíaca
  • Sistema Nervoso Parassimpático
  • Sistema Nervoso Simpático
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30/01/2026 DOI: 10.36660/abc.20250111 Visualizações 1
II – Avaliação do Controle Autonômico da Frequência Cardíaca em Diversas Condições Clínicas
ABC
Revisão

II – Avaliação do Controle Autonômico da Frequência Cardíaca em Diversas Condições Clínicas

Benedito Carlos Maciel et al. Lourenço Gallo-Jr André Schmidt José Antonio Marin-Neto

Resumo

Por meio da comparação das respostas de voluntários normais, a avaliação da função autonômica em condições clínicas anormais se focou na detecção de disautonomia envolvendo os sistemas parassimpático e adrenérgico em pacientes com cardiopatia chagásica, pós-cirurgia cardíaca, insuficiência cardíaca crônica, prolapso da valva mitral e hipertireoidismo. Em particular, o comprometimento autonômico observado em pacientes com doença de Chagas envolveu predominantemente o controle parassimpático da frequência cardíaca ao nível do nó sinusal e a inervação adrenérgica ao nível ventricular do miocárdio. Os distúrbios autonômicos observados em pacientes com cardiomiopatia chagásica só recentemente foram explorados em termos de sua relevância prognóstica, e suas potenciais implicações clínicas para fins terapêuticos ainda precisam ser investigadas.

Ao longo das últimas quase sete décadas, nosso laboratório acumulou expertise significativa utilizando diversos testes descritos acima para avaliar o controle autonômico da frequência cardíaca, agora com foco em diversas condições clínicas fisiopatológicas. O efeito do treinamento físico de resistência e do envelhecimento foi focado principalmente em estudos com voluntários normais, cujas respostas basais serviram como controles a serem comparados durante testes empregados em indivíduos com algumas condições clínicas mórbidas. De longe, a fisiopatologia da cardiopatia chagásica envolvendo o sistema nervoso autônomo foi o assunto mais predominantemente estudado em nosso laboratório, desde os primeiros estudos na década de 1960 até os estudos tardios recentemente publicados em periódicos internacionais (Figura Central). Outras condições patológicas focadas em nossos estudos foram prolapso da valva mitral, insuficiência cardíaca, pós-cirurgia cardíaca e hipertireoidismo.

  • Doenças do Sistema Nervoso Autônomo
  • Frequência Cardíaca
  • Sistema Nervoso Parassimpático
  • Sistema Nervoso Simpático
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30/01/2026 DOI: 10.36660/abc.20250112 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Introdução da Aplicação do Coeficiente de Gini ao Espectro de Variabilidade da Frequência Cardíaca para Avaliação do Estresse Mental

Miguel Enrique Sánchez-Hechavarría et al. Shreya Ghiya Ramon Carrazana-Escalona Sergio Cortina-Reyna … Adán Andreu-Heredia Carlos Acosta-Batista Nicolás Armando Saá-Muñoz

Resumo

Fundamento:

O coeficiente de Gini é um instrumento estatístico geralmente usado por economistas para quantificar a desigualdade de renda. No entanto, ele pode ser aplicado a qualquer tipo de dados com distribuição desigual, incluindo a variabilidade da frequência cardíaca (VFC).

Objetivos:

Avaliar a aplicação do coeficiente de Gini para medir a desigualdade na densidade espectral de potência de intervalos RR, e usar esta aplicação como um indicador psicofisiológico do estresse mental.

Métodos:

Treze indivíduos saudáveis (19 ± 1,5 anos) participaram deste estudo, e seus intervalos RR foram obtidos por eletrocardiograma durante repouso (cinco minutos) e durante estresse mental (desafio aritmético; cinco minutos). Esses intervalos RR foram utilizados para obter as estimativas de densidades espectrais de potência (PSD). Os limites para as bandas PSD foram definidos de 0,15 a 0,40 Hz para banda de alta frequência (HF), de 0,04 a 0,15 Hz para banda de baixa frequência (LF), de 0,04 a 0,085 Hz para a primeira sub-banda de baixa frequência (LF1) e de 0,085 a 0,15 Hz para a segunda sub-banda de baixa frequência (LF2). O coeficiente de Gini espectral (SpG) foi proposto para medir a desigualdade na distribuição de potência dos intervalos RR em cada uma das bandas de VFC mencionadas acima. O SpG de cada banda foi comparado com seu respectivo índice tradicional de VFC durante as condições de repouso e de estresse mental. Todas as diferenças foram consideradas estatisticamente significativas para p < 0,05.

Resultados:

Houve uma diminuição significativa no poder de FC (p=0,046), bem como aumentos significativos na frequência cardíaca (p = 0,004), potência da LF (p = 0,033), potência da LF2 (p = 0,019) e LF/HF (p = 0,002) durante estresse mental. Houve também um aumento significativo de SpG(LF) (p = 0,009) e SpG(LF2) (p = 0,033) durante estresse mental. O coeficiente de variação mostrou que o SpG tem mais homogeneidade em comparação com o índice tradicional de VFC durante o estresse mental.

Conclusões:

Este estudo piloto sugeriu que a desigualdade espectral da VFC analisada pelo coeficiente de Gini parece ser um indicador psicofisiológico independente e homogêneo de estresse mental. Além disso, FC, LF/HF, SpG(LF) da VFC são possivelmente indicadores importantes, confiáveis e válidos de estresse mental.

  • Coeficiente de Gini
  • Espectro de Ação
  • Estresse Psicológico/fisiopatologia
  • Frequência Cardíaca
  • Sistema Nervoso Parassimpático
  • Sistema Nervoso Simpático
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09/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190185 Visualizações 2

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Maciel BC, Gallo-Jr L, Schmidt A, Marin-Neto JA. I – Avaliação da Função Autonômica Cardiovascular em Indivíduos Saudáveis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2026;122(12):e20250111.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Maciel, Benedito Carlos; Gallo-Jr, Lourenço; Schmidt, André; Marin-Neto, José Antonio. I – Avaliação da Função Autonômica Cardiovascular em Indivíduos Saudáveis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 122, n. 12, e20250111, jan. 2026.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Maciel, B. C., Gallo-Jr, L., Schmidt, A., & Marin-Neto, J. A. (2026). I – Avaliação da Função Autonômica Cardiovascular em Indivíduos Saudáveis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(12), e20250111.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Maciel, Benedito Carlos and Gallo-Jr, Lourenço and Schmidt, André and Marin-Neto, José Antonio. I – Avaliação da Função Autonômica Cardiovascular em Indivíduos Saudáveis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2026, vol. 122, n. 12, [citado 2026-10-14], e20250111. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/i-avaliacao-da-funcao-autonomica-cardiovascular-em-individuos-saudaveis/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Maciel BC, Gallo-Jr L, Schmidt A, Marin-Neto JA. II – Avaliação do Controle Autonômico da Frequência Cardíaca em Diversas Condições Clínicas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2026;122(12):e20250112.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Maciel, Benedito Carlos; Gallo-Jr, Lourenço; Schmidt, André; Marin-Neto, José Antonio. II – Avaliação do Controle Autonômico da Frequência Cardíaca em Diversas Condições Clínicas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 122, n. 12, e20250112, jan. 2026.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Maciel, B. C., Gallo-Jr, L., Schmidt, A., & Marin-Neto, J. A. (2026). II – Avaliação do Controle Autonômico da Frequência Cardíaca em Diversas Condições Clínicas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(12), e20250112.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Maciel, Benedito Carlos and Gallo-Jr, Lourenço and Schmidt, André and Marin-Neto, José Antonio. II – Avaliação do Controle Autonômico da Frequência Cardíaca em Diversas Condições Clínicas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2026, vol. 122, n. 12, [citado 2026-10-14], e20250112. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/ii-avaliacao-do-controle-autonomico-da-frequencia-cardiaca-em-diversas-condicoes-clinicas/>. ISSN 0066-782X

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Sánchez-Hechavarría ME, Ghiya S, Carrazana-Escalona R, Cortina-Reyna S, Andreu-Heredia A, Acosta-Batista C, Saá-Muñoz NA, et al. Introdução da Aplicação do Coeficiente de Gini ao Espectro de Variabilidade da Frequência Cardíaca para Avaliação do Estresse Mental. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(4):725-33.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Sánchez-Hechavarría, Miguel Enrique; Ghiya, Shreya; Carrazana-Escalona, Ramon; Cortina-Reyna, Sergio; Andreu-Heredia, Adán; Acosta-Batista, Carlos; Saá-Muñoz, Nicolás Armando. Introdução da Aplicação do Coeficiente de Gini ao Espectro de Variabilidade da Frequência Cardíaca para Avaliação do Estresse Mental. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 4, p. 725-733, set. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Sánchez-Hechavarría, M. E., Ghiya, S., Carrazana-Escalona, R., Cortina-Reyna, S., Andreu-Heredia, A., Acosta-Batista, C., & Saá-Muñoz, N. A. (2019). Introdução da Aplicação do Coeficiente de Gini ao Espectro de Variabilidade da Frequência Cardíaca para Avaliação do Estresse Mental. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(4), 725-733.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Sánchez-Hechavarría, Miguel Enrique and Ghiya, Shreya and Carrazana-Escalona, Ramon and Cortina-Reyna, Sergio and Andreu-Heredia, Adán and Acosta-Batista, Carlos and Saá-Muñoz, Nicolás Armando. Introdução da Aplicação do Coeficiente de Gini ao Espectro de Variabilidade da Frequência Cardíaca para Avaliação do Estresse Mental. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 725-733. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/introducao-da-aplicacao-do-coeficiente-de-gini-ao-espectro-de-variabilidade-da-frequencia-cardiaca-para-avaliacao-do-estresse-mental/>. ISSN 0066-782X

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