Gás Ectópico: Um Sinal de Potencial Infecção de Endoprótese Aórtica Antes do Surgimento de Sintomas
Introdução
A infecção da endoprótese da aorta abdominal (EAA) é a complicação mais temida do reparo endovascular da aorta (EVAR) para aneurisma da aorta abdominal (AAA), com taxas de mortalidade relatadas de até 51,8%. Metanálises recentes enfatizam que, apesar dos avanços na técnica cirúrgica, o prognóstico da infecção da EAA permanece ruim devido ao diagnóstico tardio e à complexidade da explantação da endoprótese., O manejo da infecção da EAA é significativamente dificultado pela latência diagnóstica. Atualmente, a angiotomografia computadorizada (angioTC) é geralmente reservada para avaliação somente após o início dos sintomas infecciosos. Embora o exsudato periprotético e o gás ectópico sejam considerados características radiográficas marcantes, esses sinais são frequentemente sutis e diminutos durante os estágios iniciais, pré-sintomáticos, da infecção, tornando-os facilmente negligenciados. Apresentamos um caso em que um radiologista detectou gás ectópico periprotético diminuto por meio de tomografia computadorizada de alta resolução durante uma angioTC de rotina de acompanhamento, cinco dias antes do início dos sintomas infecciosos, alertando assim os médicos para a possibilidade de infecção da EAA. Com base neste caso, destacamos o valor crítico da tomografia computadorizada de alta resolução na identificação precoce de gás ectópico. Além disso, pretendemos demonstrar como o pós-processamento avançado — especificamente a renderização de volume (RV) e a renderização hiper-realista (RHR) — aprimora a visualização da infecção da EAA, permitindo assim o monitoramento longitudinal da progressão da infecção.
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