Desproporção Paciente-Prótese após Troca Valvar Aórtica: Encontrando Preditores para a Prevenção
Impacto da desproporção paciente-prótese
Atualmente, a principal indicação de cirurgia valvar, em pacientes com valvopatia aórtica anatomicamente importante, ocorre pelo surgimento de sintomas, dado o presumido benefício da redução de morbimortalidade desta intervenção nesse contexto.– Dessa maneira, a presença de DPP após o implante cirúrgico de uma bioprótese aórtica faz com que não ocorra a esperada redução da sintomatologia, tão pouco da mortalidade, minimizando assim o ganho que tal procedimento invasivo poderia gerar ao paciente. Portanto, necessitamos de ferramentas para predizer o risco de DPP e assim implementar estratégias que possam prevenir tal entidade. Esse cenário foi avaliado por Otto et al. na edição atual dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.
A DPP é definida ecocardiograficamente por uma área do orifício efetivo indexada (AOEi) ≤ 0,85 cm2/m2 e considerada importante quando ≤ 0,65 cm2/m2. Como tal parâmetro é indexado pela superfície corpórea, indivíduos com índice de massa corpórea ≥ 35 kg/m2 têm valores de referências menores (≤ 0,70 cm2/m2 e ≤ 0,55 cm2/m2, respectivamente) para evitar superestimar a gravidade anatômica em tais pacientes. Sua prevalência tem grande variabilidade, sendo descrita em até 70% na DPP moderado e 20% quando importante.
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