Como Eu Faço a Avaliação Ecocardiográfica Tridimensional da Comunicação Interatrial
Avaliação pré procedimento
Ao término de um minucioso ETE bidimensional com interrogação de todo o septo interatrial desde o corte de 4 câmaras até o bicaval, acrescido do mapeamento a cores, inicia-se a aquisição da imagem tridimensional. A projeção en face da comunicação interatrial e a disposição do defeito em posição anatômica permitem obter informações valiosas a partir de uma única imagem: tamanho, formato, localização no septo interatrial, características das bordas ao redor do defeito e presença de fenestração adicional.
Habitualmente, inicia-se a avaliação tridimensional pela perspectiva do átrio direito, tendo em vista a melhor facilidade na identificação dos marcadores anatômicos. Um bloco de ângulo médio (3D ou 4D zoom) é adquirido ou um bloco grande (full-volume por meio da ferramenta dois cortes) é manipulado, a partir de um corte bicaval inicial; procede-se à rotação no plano z cerca de 90°, para que as veias cavas superior e inferior fiquem alinhadas no plano vertical (veia cava superior em posição de 11h do relógio) e a aorta em região anterior e superior. A preferência é por não utilizar a aquisição em modo ângulo estreito (Live 3D ou Birds view) e nem uma magnificação muito grande, pois há uma perda das referências anatômicas adjacentes ao defeito, o que pode comprometer essa análise inicial fundamental. A partir dessa reconstrução, como no exemplo da , é possível caracterizar o defeito como único, do tipo ostium secundum, formato oval, central, de tamanho médio e com bordas adequadas ao redor de todo o defeito. O , dessa mesma CIA, também permite avaliar a ocorrência de variação dinâmica de sua dimensão com o ciclo cardíaco.
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