Combinações de Diuréticos: Fisiopatologia, Evidência e Prática Clínica
Resumo
A insuficiência cardíaca é uma síndrome de alta prevalência em todo o mundo, com impacto financeiro, humano e trabalhista altíssimos. Registros recentes demonstram que boa parte desses pacientes, quando hospitalizados por descompensação da cardiopatia de base, o fazem em perfil congesto, ou seja, com sobrecarga hidrossalina. Nesse cenário, os diuréticos desempenham papel central para descongestão, visando alívio de sintomas e desospitalização segura para seguimento ambulatorial. Para isso, se fazem necessários o adequado manejo das doses terapêuticas, associações de classes e vigilância constante sobre aspectos de perfusão tecidual, que devem constantemente reger o cuidado com essa população de pacientes. Nessa revisão, versaremos sobre a fisiopatologia aplicada ao entendimento da congestão, bem como sua abordagem pautada pela evidência mais atual, com conceitos clínicos, farmacológicos e de exames complementares fundamentais para o atendimento do paciente internado com insuficiência cardíaca descompensada com congestão. Tudo isso visando o estabelecimento de estratégias e metas terapêuticas que otimizem tempo de permanência hospitalar, bem como desfechos clínicos dessa população.
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