Avaliação do Fluxo e das Dimensões do Seio Coronário por Ecocardiografia Transtorácica em Pacientes com Taquicardia por Reentrada Nodal Atrioventricular
Resumo
Fundamento:
O seio coronário (SC) desempenha um papel fundamental na drenagem venosa cardíaca e está anatomicamente adjacente à região nodal atrioventricular. Embora o aumento estrutural do SC já tenha sido descrito em pacientes com taquicardia por reentrada nodal atrioventricular (TRNAV), o fluxo do seio coronário (FSC) avaliado por ecocardiografia transtorácica (ETT) ainda não havia sido investigado nessa população.
Objetivo:
Avaliar a relação entre TRNAV e FSC.
Métodos:
Este estudo retrospectivo, de centro único, incluiu 35 pacientes com TRNAV submetidos à ablação bem-sucedida da via lenta e 34 controles saudáveis pareados por idade e sexo. Todos os participantes realizaram ecocardiografia transtorácica abrangente. O diâmetro do óstio do SC, o diâmetro do SC e o FSC foram medidos por Doppler pulsado. O FSC foi calculado utilizando parâmetros geométricos e derivados do Doppler. Valores de p < 0.05 foram considerados estatisticamente significativos.
Resultados:
Os parâmetros globais de função sistólica e diastólica dos ventrículos esquerdo e direito foram semelhantes entre os grupos. Pacientes com TRNAV apresentaram diâmetros significativamente maiores do óstio do SC e do SC em comparação aos controles (ambos p<0.001). Apesar desse aumento, o FSC foi significativamente reduzido no grupo TRNAV (460.8 ± 83.3 vs. 523.8 ± 90.1 mL/min, p=0.004), acompanhado por um menor integral velocidade-tempo do SC. Notavelmente, o FSC indexado à massa ventricular esquerda também permaneceu significativamente menor nos pacientes com TRNAV, indicando que a redução do fluxo foi independente da massa miocárdica.
Conclusão:
Pacientes com TRNAV apresentam um perfil hemodinâmico distinto do SC, caracterizado por aumento estrutural do SC e redução do FSC avaliado por ecocardiografia transtorácica. Esses achados sugerem alterações na hemodinâmica venosa coronária na TRNAV e fornecem novos insights fisiopatológicos por meio de uma modalidade de imagem não invasiva.
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