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  2. Palavra-chave: Seio carotídeo
Figura 1
ABC
Carta Científica

Síndrome do Seio Carotídeo Associada a Carcinoma Ex-Adenoma Pleomórfico: Qual o Papel da Estimulação Cardíaca Artificial?

Vanessa Sanson Lani et al. Jorge Elias Neto Márcio Augusto Silva Helena Alves de Andrade … Elisama Pimentel Zamian Cotias Fernando Luiz Torres Gomes

Introdução

A síndrome do seio carotídeo (SSC) é definida como síncope ou pré-síncope associada a no mínimo 3 segundos de assistolia (resposta cardioinibitória) e/ou queda de pelo menos 50 mmHg na pressão arterial sistólica (resposta vasodepressora) em resposta à estimulação do seio carotídeo. Foi reconhecida pela primeira vez por Weiss e Baker em 1933, desde então, há relatos da associação entre massas cervicais e ocorrência de síncope. Dentre os causadores, encontra-se o carcinoma ex-adenoma pleomórfico (CXAP), neoplasia maligna rara que se desenvolve a partir de um adenoma pleomórfico primário ou recorrente. Representa 3,6% de todas as neoplasias das glândulas salivares e 11,6% de todas as neoplasias malignas destas glândulas. A SSC causada por massas cervicais é decorrente da compressão e invasão do seio carotídeo e ramos nervosos. Tal síndrome possui 3 subtipos: cardioinibitória, vasodepressora e mista. Um quarto tipo “resposta cerebral”, foi previamente descrito na literatura, em que a compressão direta da artéria carótida causa isquemia cerebral ipsilateral levando a convulsões.

[…]

  • Adenoma Pleomorfo
  • Estimulação Cardíaca Artificial
  • Neoplasias de Cabeça e Pescoço
  • Seio carotídeo
  • Síncope
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12/08/2024 DOI: 10.36660/abc.20240026 Visualizações 1
Incidência de complicações relacionadas à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais
ABC
Artigo Original

Incidência de complicações relacionadas à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais

Gustavo de Castro Lacerda et al. Roberto Coury Pedrosa Renato Côrtes de Lacerda Marcela Cedenilla dos Santos … Alfredo Teixeira Brasil Aristarco Gonçalves de Siqueira-Filho

FUNDAMENTO: A massagem do seio carotídeo (MSC) é uma técnica simples, de baixo custo e com muitas indicações. OBJETIVO: Determinar a segurança da MSC em pacientes ambulatoriais com alta prevalência de doença aterosclerótica e de cardiopatia. MÉTODOS: Estudo transversal. Critérios de inclusão: pacientes ambulatoriais com idade > 50 anos, encaminhados para realização de eletrocardiograma (ECG). Critérios de exclusão: indivíduos que não aceitaram participar de um estudo sobre a prevalência da resposta cardioinibitória à MSC, pacientes com demência, portadores de marca-passo, indivíduos com sopro carotídeo ou com história de AVC ou IAM nos últimos 3 meses. A MSC foi realizada na posição supina durante 10 segundos. Foram consideradas complicações da MSC a ocorrência de arritmias sustentadas e o aparecimento de déficit neurológico durante a MSC ou nas primeiras 24 horas após o seu término. RESULTADOS: Foram selecionados aleatoriamente 562 pacientes de um total de 1.686 indivíduos com critérios de inclusão. Sessenta indivíduos apresentaram critérios de exclusão. Os 502 pacientes restantes (52% homens, idade média de 65 anos, 69% cardiopatas e 50% com doença aterosclerótica) foram submetidos a 1.053 MSC. Dois pacientes apresentaram complicações (0,4%; IC95%:0%-0,9%). Um homem de 71 anos apresentou monoparesia do braço esquerdo com regressão completa em 30 minutos. Outro homem, de 56 anos, apresentou hemianopsia homônima à esquerda que regrediu em 7 dias. CONCLUSÃO: A incidência de complicações relacionadas à MSC foi pequena, particularmente quando se considerou que a população submetida à manobra era idosa e com alta prevalência de cardiopatia estrutural e de doença aterosclerótica.

  • Arritmias Cardíacas
  • Seio carotídeo
  • Síncope
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06/04/2009 DOI: 10.1590/S0066-782X2009000200002
ABC
Artigo Original

Relevância diagnóstica da massagem do seio carotídeo durante teste de inclinação

Marcos Benchimol et al. Ricardo Oliveira-Souza

FUNDAMENTO: As síncopes por hipersensibilidade do seio carotídeo (HSC) podem ser pouco diagnosticadas por causa da baixa desconfiança diagnóstica ou do medo de complicações da própria massagem do seio carotídeo. OBJETIVO: Investigar o papel da hipersensibilidade do seio carotídeo (HSC) em desmaios não-convulsivos e quedas inexplicadas. MÉTODOS: Duzentos e cinqüenta e nove pacientes com idade média de 50±24 anos, encaminhados para investigação de desmaios não-convulsivos e quedas inexplicadas, foram submetidos ao Teste da Mesa Inclinada (TI) sem (“passivo”) e com provocação farmacológica (“sensibilizado”). Exames clínicos e complementares não revelaram causa óbvia para as queixas. Cinqüenta e cinco voluntários com idade média de 57±21 anos sem história de epilepsia, desmaios e quedas serviram de controles. Todos os participantes foram submetidos ao TI precedido por estimulação digital dos seios carotídeos a zero e a 60º. RESULTADOS: A estimulação dos seios carotídeos foi positiva em 4 controles. O diagnóstico clínico de HSC foi endossado por resposta positiva à estimulação carotídea a 60º em 28 pacientes, em sua maioria homens idosos. A estimulação carotídea foi positiva a 0º em apenas três desses pacientes. Não houve diferença estatística no TI entre os pacientes com e sem HSC. CONCLUSÃO: A estimulação dos seios carotídeos a 60º deve ser incluída na avaliação rotineira de pacientes com desmaios não-convulsivos ou quedas inexplicadas, uma vez que os exames cardiovasculares de rotina, incluindo o TI, não foram úteis para estabelecer o diagnóstico nesses casos. Novos estudos em indivíduos normais são necessários para estabelecer o significado da resposta positiva à estimulação carotídea na ausência de história de desmaios ou quedas.

  • hipersensibilidade
  • Seio carotídeo
  • Síncope
  • Teste da Mesa Inclinada
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29/05/2008 DOI: 10.1590/S0066-782X2008000400009
Prevalência e preditores da resposta cardioinibitória à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais
ABC
Artigo Original

Prevalência e preditores da resposta cardioinibitória à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais

Gustavo de Castro Lacerda et al. Roberto Coury Pedrosa Renato Côrtes de Lacerda Marcela Cedenilla dos Santos … Maurício de Andrade Perez Alfredo Brasil Teixeira Aristarco Gonçalves de Siqueira-Filho

FUNDAMENTO: A resposta cardioinibitória (RCI) caracteriza-se por assistolia > 3 segundos em resposta a 5 a 10 segundos de massagem do seio carotídeo (MSC). O implante de marcapasso é indicado nos pacientes com síncope inexplicada e RCI. OBJETIVO: Determinar a prevalência e os preditores da RCI em pacientes com alta prevalência de doença cardiovascular. Avaliar o significado clínico da RCI em pacientes com história de síncope ou queda. MÉTODOS: Desenho transversal. Casuística: pacientes ambulatoriais, com idade > 50 anos, encaminhados ao Setor de Eletrocardiografia de um hospital terciário. Indivíduos com demência, sopro carotídeo, história de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral nos últimos três meses foram excluídos. Os pacientes foram submetidos a MSC direito por 10 segundos seguida de MSC esquerdo por 10 segundos. As MSCs foram realizadas na posição supina por um único investigador. RESULTADOS: No total, 502 indivíduos foram submetidos a MSC, dos quais 52 apresentaram RCI (prevalência: 10,4%; intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 7,7%-13%). Os preditores independentes da RCI foram: sexo masculino (“odds ratio” [OR]: 2,61; IC95%: 1,3%-5,1%), cardiopatia estrutural (OR: 3,28; IC95%: 1,3%-7,9%), e freqüência cardíaca de base (p 50 anos. Nos homens e nos cardiopatas, a probabilidade de a MSC provocar o aparecimento de RCI foi maior. Nas mulheres e nos pacientes sem cardiopatia estrutural aparente, a RCI mostrou ser achado altamente específico para o diagnóstico etiológico dos episódios de síncope ou queda.

  • Arritmia
  • pacientes ambulatoriais
  • Seio carotídeo
  • Síncope
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04/04/2008 DOI: 10.1590/S0066-782X2008000300002

Como citar este artigo

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Lani VS, Elias Neto J, Silva MA, Andrade HA, Cotias EPZ, Gomes FLT. Síndrome do Seio Carotídeo Associada a Carcinoma Ex-Adenoma Pleomórfico: Qual o Papel da Estimulação Cardíaca Artificial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2024;121(7):e20240026.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lani, Vanessa Sanson; Elias Neto, Jorge; Silva, Márcio Augusto; Andrade, Helena Alves de; Cotias, Elisama Pimentel Zamian; Gomes, Fernando Luiz Torres. Síndrome do Seio Carotídeo Associada a Carcinoma Ex-Adenoma Pleomórfico: Qual o Papel da Estimulação Cardíaca Artificial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 121, n. 7, e20240026, ago. 2024.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lani, V. S., Elias Neto, J., Silva, M. A., Andrade, H. A. , Cotias, E. P. Z., & Gomes, F. L. T. (2024). Síndrome do Seio Carotídeo Associada a Carcinoma Ex-Adenoma Pleomórfico: Qual o Papel da Estimulação Cardíaca Artificial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 121(7), e20240026.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lani, Vanessa Sanson and Elias Neto, Jorge and Silva, Márcio Augusto and Andrade, Helena Alves de and Cotias, Elisama Pimentel Zamian and Gomes, Fernando Luiz Torres. Síndrome do Seio Carotídeo Associada a Carcinoma Ex-Adenoma Pleomórfico: Qual o Papel da Estimulação Cardíaca Artificial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2024, vol. 121, n. 7, [citado 2026-10-14], e20240026. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/sindrome-do-seio-carotideo-associada-a-carcinoma-ex-adenoma-pleomorfico-qual-o-papel-da-estimulacao-cardiaca-artificial/>. ISSN 0066-782X

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Lacerda GC, Pedrosa RC, Lacerda RC, Santos MC, Brasil AT, Siqueira-Filho AG. Incidência de complicações relacionadas à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2009;92(2):82-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lacerda, Gustavo de Castro; Pedrosa, Roberto Coury; Lacerda, Renato Côrtes de; Santos, Marcela Cedenilla dos; Brasil, Alfredo Teixeira; Siqueira-Filho, Aristarco Gonçalves de. Incidência de complicações relacionadas à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 92, n. 2, p. 82-87, abr. 2009.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lacerda, G. C., Pedrosa, R. C., Lacerda, R. C. , Santos, M. C. , Brasil, A. T., & Siqueira-Filho, A. G. (2009). Incidência de complicações relacionadas à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 92(2), 82-87.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lacerda, Gustavo de Castro and Pedrosa, Roberto Coury and Lacerda, Renato Côrtes de and Santos, Marcela Cedenilla dos and Brasil, Alfredo Teixeira and Siqueira-Filho, Aristarco Gonçalves de. Incidência de complicações relacionadas à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2009, vol. 92, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 82-87. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/incidencia-de-complicacoes-relacionadas-a-massagem-do-seio-carotideo-em-502-pacientes-ambulatoriais/>. ISSN 0066-782X

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Benchimol M, Oliveira-Souza R. Relevância diagnóstica da massagem do seio carotídeo durante teste de inclinação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2008;90(4):288-92.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Benchimol, Marcos; Oliveira-Souza, Ricardo. Relevância diagnóstica da massagem do seio carotídeo durante teste de inclinação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 90, n. 4, p. 288-292, maio. 2008.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Benchimol, M., & Oliveira-Souza, R. (2008). Relevância diagnóstica da massagem do seio carotídeo durante teste de inclinação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 90(4), 288-292.

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Benchimol, Marcos and Oliveira-Souza, Ricardo. Relevância diagnóstica da massagem do seio carotídeo durante teste de inclinação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2008, vol. 90, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 288-292. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/relevancia-diagnostica-da-massagem-do-seio-carotideo-durante-teste-de-inclinacao/>. ISSN 0066-782X

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Lacerda GC, Pedrosa RC, Lacerda RC, Santos MC, Perez MA, Teixeira AB, Siqueira-Filho AG, et al. Prevalência e preditores da resposta cardioinibitória à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2008;90(3):163-71.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lacerda, Gustavo de Castro; Pedrosa, Roberto Coury; Lacerda, Renato Côrtes de; Santos, Marcela Cedenilla dos; Perez, Maurício de Andrade; Teixeira, Alfredo Brasil; Siqueira-Filho, Aristarco Gonçalves de. Prevalência e preditores da resposta cardioinibitória à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 90, n. 3, p. 163-171, abr. 2008.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lacerda, G. C., Pedrosa, R. C., Lacerda, R. C. , Santos, M. C. , Perez, M. A., Teixeira, A. B., & Siqueira-Filho, A. G. (2008). Prevalência e preditores da resposta cardioinibitória à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 90(3), 163-171.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lacerda, Gustavo de Castro and Pedrosa, Roberto Coury and Lacerda, Renato Côrtes de and Santos, Marcela Cedenilla dos and Perez, Maurício de Andrade and Teixeira, Alfredo Brasil and Siqueira-Filho, Aristarco Gonçalves de. Prevalência e preditores da resposta cardioinibitória à massagem do seio carotídeo em 502 pacientes ambulatoriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2008, vol. 90, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 163-171. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-e-preditores-da-resposta-cardioinibitoria-a-massagem-do-seio-carotideo-em-502-pacientes-ambulatoriais/>. ISSN 0066-782X

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