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  2. Palavra-chave: Resistência a Medicamentos
ABC
Artigo Original

Doença de Kawasaki: Preditores de Resistência à Imunoglobulina Intravenosa e Complicações Cardíacas

Diogo Faim et al. Cláudio Henriques Ana Brett Andreia Francisco … Fernanda Rodrigues António Pires

Resumo

Fundamento:

A doença de Kawasaki (DK) é a principal causa de cardiopatia adquirida em idade pediátrica nos países desenvolvidos.

Objetivos:

Identificar fatores preditores de resistência à imunoglobulina intravenosa (IGIV), calcular a eficácia dos modelos preditores japoneses e caracterizar as complicações cardíacas.

Métodos:

Análise retrospectiva dos casos de DK entre janeiro de 2006 e julho de 2018 em um hospital pediátrico português. Foram construídas curvas ROC para encontrar fatores preditores de resistência e utilizada regressão logística multivariada para elaborar o modelo preditor. O nível de significância utilizado foi de 5%.

Resultados:

Foram incluídos 48 pacientes com mediana de idade de 36 meses. Verificou-se resistência à IGIV em 21%. Ocorreram alterações ecocardiográficas em 46%, com envolvimento coronário em 25%. Como variáveis preditoras de resistência, a proteína C-reativa (PC-R) apresentou uma AUC ROC = 0,789, ponto de corte = 15,1 mg/dL, sensibilidade (S) = 77,8% e especificidade (E) = 78,9%. A velocidade de sedimentação (VS) apresentou uma AUC ROC = 0,781, ponto de corte = 90,5 mm/h, S = 66,7% e E = 85,7%. O modelo com as duas variáveis apresentou valor p = 0,042 e AUC ROC = 0,790. O modelo Kobayashi apresentou S = 63,6% e E = 77,3%; Egami, S = 66,7% e E = 73,1%; e Sano, S = 28,6% e E = 94,1%.

Conclusão:

A PC-R e a VS são variáveis independentes que mostraram tendência preditora de resistência à IGIV com pontos de corte ótimos de 15,1 mg/dL e 90,5 mm/h, respectivamente. Cerca de metade dos pacientes teve algum tipo de envolvimento cardíaco. Os modelos japoneses não têm utilidade nessa população. (Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):485-491)

  • Criança
  • Doença de Kawasaki/complicações
  • Doenças da Artéria Coronariana
  • Imunoglobulina
  • Resistência a Medicamentos
  • Síndrome de Linfonodos Mucocutâneos/complicações
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23/04/2021 DOI: 10.36660/abc.20190758
Resistência ao clopidogrel: prevalência e variáveis associadas
ABC
Artigo Original

Resistência ao clopidogrel: prevalência e variáveis associadas

Fabrício Braga da Silva et al. Gustavo Luiz Gouvêa de Almeida Junior Augusto Neno José Kezen … Milena Spelta Alessandra Godomiczer Renato Villela Bruno Hellmuth Sergio Salles Xavier Roberto Hugo da Costa Lins

FUNDAMENTO: A dupla terapia antiagregante plaquetária com ácido acetilsalicílico e clopidogrel é pedra angular do tratamento de pacientes submetidos a angioplastia com implante de stents coronarianos. Todavia, parte desses pacientes, a despeito do uso de aspirina e clopidogrel, não se encontram eficazmente antiagregados, fenômeno conhecido como resistência aos antiagregantes plaquetários. A sua prevalência, assim como as condições a ela relacionadas são desconhecidas em nosso meio. OBJETIVO: Determinar a prevalência de resistência ao clopidogrel, assim como as variáveis a ela relacionadas. MÉTODOS: Pacientes admitidos para angioplastia eletiva em uso crônico de aspirina e clopidogrel entre janeiro de 2007 e janeiro de 2010. Uma hora após o procedimento, foi medida a agregação plaquetária utilizando a agregometria óptica com difosfato de adenosina 5 µmoles/l como agonista. Nesse momento, em um coorte transversal, determinou-se a prevalência de resistência ao clopidogrel, definida com um valor de agregação plaquetária > 43% e um modelo de regressão logística às variáveis a ela relacionadas. RESULTADOS: Foram analisados 205 pacientes (66,4 ± 11anos, 61,5% masculino). A prevalência de resistência ao clopidogrel foi 38,5% (IC95% 31,9 – 45,2%). O valor da glicemia (OR = 1,014 IC95% 1,004 – 1,023), infarto do miocárdio prévio (OR = 2,320 IC95% 1,1103 – 4,892) e a resposta terapêutica à aspirina (OR = 1,057 IC95% 1,017 – 1,099) foram as variavéis de associação independente à resistência ao clopidogrel. CONCLUSÃO: A prevalência de resistência ao clopidogrel foi alta. Glicemia, infarto agudo do miocárdio prévio e a resposta ao ácido acetilsalicílico foram variáveis a ela relacionadas. A melhor compreensão desse fenômeno se faz necessária frente às novas propostas de antiagregantes plaquetários.

  • Angioplastia Coronária com Balão
  • Doença das Coronárias
  • Inibidores da Agregação de Plaquetas
  • Resistência a Medicamentos
  • Stents
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27/11/2012 DOI: 10.1590/S0066-782X2012005000107 Visualizações 1
ABC
Atualização

Resistência à aspirina: realidade ou ficção?

Dinaldo Cavalcanti de Oliveira et al. Rogerio Ferreira Silva Diego Jantsk Silva Valter Correia de Lima

Uma metanálise de estudos clínicos de pacientes com doença cardiovascular demonstrou que o uso de aspirina estava associado à redução de 22% de mortes e a eventos vasculares isquêmicos relevantes. Entretanto, estudos clínicos revelaram que pacientes tomando regularmente aspirina apresentavam recorrência de eventos cardiovasculares. Tal constatação levou a um questionamento: se, em alguns pacientes, a aspirina não era eficaz em bloquear a agregação plaquetária, sendo estes pacientes chamados de não responsivos ou resistentes à aspirina. Conceitua-se resistência clínica à aspirina pela ocorrência de eventos cardiovasculares em pacientes na vigência de tratamento com aspirina, enquanto a resistência laboratorial é definida como a persistência da agregação plaquetária, documentada por teste laboratorial, em pacientes tomando regularmente aspirina. Pacientes resistentes à aspirina tiveram, de acordo com testes laboratoriais, em média, 3,8 vezes mais eventos cardiovasculares quando comparados aos não resistentes.

  • Agregação Plaquetária
  • Aspirina
  • Resistência a Medicamentos
  • Testes Laboratoriais
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13/10/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010001300024

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Faim D, Henriques C, Brett A, Francisco A, Rodrigues F, Pires A. Doença de Kawasaki: Preditores de Resistência à Imunoglobulina Intravenosa e Complicações Cardíacas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(3):485-91.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Faim, Diogo; Henriques, Cláudio; Brett, Ana; Francisco, Andreia; Rodrigues, Fernanda; Pires, António. Doença de Kawasaki: Preditores de Resistência à Imunoglobulina Intravenosa e Complicações Cardíacas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 3, p. 485-491, abr. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Faim, D., Henriques, C., Brett, A., Francisco, A., Rodrigues, F., & Pires, A. (2021). Doença de Kawasaki: Preditores de Resistência à Imunoglobulina Intravenosa e Complicações Cardíacas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(3), 485-491.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Faim, Diogo and Henriques, Cláudio and Brett, Ana and Francisco, Andreia and Rodrigues, Fernanda and Pires, António. Doença de Kawasaki: Preditores de Resistência à Imunoglobulina Intravenosa e Complicações Cardíacas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 485-491. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/doenca-de-kawasaki-preditores-de-resistencia-a-imunoglobulina-intravenosa-e-complicacoes-cardiacas/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Silva FB, Almeida Junior GLG, Neno A, Kezen J, Spelta M, Godomiczer A, Villela R, et al. Resistência ao clopidogrel: prevalência e variáveis associadas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2012;99(6):1135-41.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Silva, Fabrício Braga da; Almeida Junior, Gustavo Luiz Gouvêa de; Neno, Augusto; Kezen, José; Spelta, Milena; Godomiczer, Alessandra; Villela, Renato; Hellmuth, Bruno; Xavier, Sergio Salles; Lins, Roberto Hugo da Costa. Resistência ao clopidogrel: prevalência e variáveis associadas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 99, n. 6, p. 1135-1141, nov. 2012.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Silva, F. B. , Almeida Junior, G. L. G. , Neno, A., Kezen, J., Spelta, M., Godomiczer, A., Villela, R., Hellmuth, B., Xavier, S. S., & Lins, R. H. C. (2012). Resistência ao clopidogrel: prevalência e variáveis associadas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 99(6), 1135-1141.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Silva, Fabrício Braga da and Almeida Junior, Gustavo Luiz Gouvêa de and Neno, Augusto and Kezen, José and Spelta, Milena and Godomiczer, Alessandra and Villela, Renato and Hellmuth, Bruno and Xavier, Sergio Salles and Lins, Roberto Hugo da Costa. Resistência ao clopidogrel: prevalência e variáveis associadas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2012, vol. 99, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1135-1141. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/resistencia-ao-clopidogrel-prevalencia-e-variaveis-associadas/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Oliveira DC, Silva RF, Silva DJ, Lima VC. Resistência à aspirina: realidade ou ficção?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;95(3):e91-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Oliveira, Dinaldo Cavalcanti de; Silva, Rogerio Ferreira; Silva, Diego Jantsk; Lima, Valter Correia de. Resistência à aspirina: realidade ou ficção?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 3, p. e91-e94, out. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Oliveira, D. C. , Silva, R. F., Silva, D. J., & Lima, V. C. (2010). Resistência à aspirina: realidade ou ficção?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 95(3), e91-e94.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Oliveira, Dinaldo Cavalcanti de and Silva, Rogerio Ferreira and Silva, Diego Jantsk and Lima, Valter Correia de. Resistência à aspirina: realidade ou ficção?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 95, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. e91-e94. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/resistencia-a-aspirina-realidade-ou-ficcao/>. ISSN 0066-782X

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