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  2. Palavra-chave: Betabloqueador
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ABCHF
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Inibidores do SGLT2 e Sacubitril-Valsartana: Como os Resultados de Estudos Clínicos Revolucionarão o Tratamento da IC com Fração de Ejeção Levemente Reduzida

Miguel Morita Fernandes-Silva

A fração de ejeção (FE) do ventrículo esquerdo é um parâmetro central no manejo da insuficiência cardíaca (IC), sendo um biomarcador crucial de avaliação prognóstica e decisão terapêutica. Os pacientes com IC são classificados em diferentes categorias de acordo com a FE. Apesar de o conceito de FE “normal” ter sido introduzido há quatro décadas, os valores de corte para FE normal e anormal têm sofrido variações consideráveis ao longo do tempo. Em 2016, as diretrizes de IC da European Society of Cardiology definiram IC com FE reduzida (ICFER) como pacientes com valores de FE abaixo de 40%, enquanto a IC com FE preservada (ICFEP) foi definida como FE igual ou acima de 50%. Para preencher a lacuna entre as duas categorias, foi introduzido o termo IC com FE intermediária. Mais recentemente, as diretrizes consideraram mais apropriado renomear essa categoria para IC com FE levemente reduzida (ICFELR). , Por que a classificação baseada na FE mudou consideravelmente nos últimos anos e como isso pode afetar o tratamento da IC?

Na década de 1980, os desenhos dos primeiros estudos de IC utilizavam os pontos de corte da FE para selecionar pacientes com pior prognóstico como uma estratégia de enriquecimento, isto é, selecionavam pacientes com base em um biomarcador que melhora a eficiência do desenho. Visto que pacientes com FE mais baixa apresentam pior prognóstico e, portanto, taxas mais altas de eventos, um tamanho amostral relativamente pequeno seria suficiente para detectar um efeito. Esses estudos utilizavam pontos de corte da FE que variavam de < 45 a < 25% ( ) e eram extremamente bem-sucedidos na identificação de terapias eficazes. Em geral, os estudos que utilizavam pontos de corte da FE < 40% consistentemente identificavam medicamentos e dispositivos para o tratamento de IC que melhoravam os desfechos.

[…]

  • Antagonista do Receptor Mineralocorticoide
  • Betabloqueador
  • Fração de Ejeção
  • Inibidor da Enzima Conversora de Angiotensina
  • Inibidor do Cotransportador de Sódio-glicose 2
  • Inibidor dos Receptores de Angiotensina-neprilisina
  • Insuficiência Cardíaca
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
12/04/2022 DOI: 10.36660/abchf.20220013 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Substituição do carvedilol pelo propranolol em pacientes com insuficiência cardíaca

Fabiana Marques et al. Renato Barroso Pereira de Castro Fernando Nobre Antonio Osvaldo Pintya … Lourenço Gallo Júnior Benedito Carlos Maciel Marcus Vinícius Simões

FUNDAMENTO: Grandes estudos clínicos empregando os betabloqueadores carvedilol, metoprolol, bisoprolol e nebivolol, demonstraram melhora da sobrevida e dos sintomas em pacientes com insuficiência cardíaca. Apesar da falta de evidências científicas, é plausível que o efeito benéfico seja extensível a outros betabloqueadores. OBJETIVO: Avaliar em pacientes com insuficiência cardíaca o impacto da substituição do carvedilol por propranolol sobre a função ventricular esquerda, capacidade funcional, qualidade de vida, níveis pressóricos e controle autonômico cardíaco. MÉTODOS: Vinte e nove pacientes com terapêutica medicamentosa otimizada incluindo doses máximas toleradas de carvedilol foram divididos em dois grupos: substituição de carvedilol por propranolol (n = 15) e manutenção de carvedilol (n = 14). Na condição basal, e após 6 meses, foram realizadas avaliações clínica e laboratorial com: ventriculografia nuclear, ecocardiografia, questionário de Minnesota, teste de caminhada, MAPA e Holter. RESULTADOS: As características laboratoriais e demográficas foram similares nos dois grupos na avaliação inicial. Ajuste individualizado da dose do propranolol garantiu grau semelhante de betabloqueio avaliado pela frequência cardíaca em repouso e reserva cronotrópica. A dose média de propranolol usada foi 109 ± 43 mg/dia. Apenas um paciente apresentou intolerância ao propranolol com retorno do carvedilol. Foi registrado um óbito no grupo propranolol. A fração de ejeção apresentou aumento significativo no grupo propranolol. As demais variáveis cardiovasculares não sofreram modificações significativas após troca do betabloqueador. CONCLUSÃO: Nossos resultados indicam que a substituição do carvedilol por propranolol em pacientes com insuficiência cardíaca não está associada à deterioração da fração de ejeção, da capacidade funcional, da qualidade de vida e das variáveis cardiovasculares de controle pressórico e autonômico.

  • Betabloqueador
  • Insuficiência Cardíaca
  • propranolol
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11/06/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000062 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Estratégia para individualizar uma dose eficiente de betabloqueador em pacientes idosos com isquemia miocárdica e função ventricular esquerda preservada

João Batista Serro-Azul et al. Mauricio Wajngarten Amit Nussbacher Maria C. Giorgi … José C. Meneghetti Marco A. de Oliveira Rubens Abe Creusa Dal Bó Humberto Pierri Otávio Gebara

OBJETIVO: Avaliar estratégia de titulação para prescrever uma dose de propranolol que seria eficiente em reduzir isquemia do miocárdio em idosos. MÉTODOS: Foram estudados 14 homens idosos (73,6 ± 5,3 anos), portadores de doença coronariana estável, documentada pela cinecoronariografia, com resposta isquêmica ao teste ergométrico e função ventricular esquerda preservada. O propranolol foi titulado a fim de atingir redução de 15% na freqüência cardíaca, ao final da carga de 50 W (correspondente às atividades diárias normais de idosos), em testes ergométricos semanais e feito estudo cintilográfico sincronizado das câmaras cardíacas, em repouso e durante exercício, antes e após seu uso. RESULTADOS: As reduções da freqüência cardíaca na carga de 50 W e em repouso foram semelhantes (21% vs 20%; p=0,5100). O propranolol melhorou a duração do exercício (12,2 ± 2,0 min vs 13,1 ± 1,8 min; p=0,0313) e aboliu as alterações do segmento ST induzidas pelo exercício em 8 (57%) pacientes. Em repouso, a fração de ejeção não foi modificada pelo betabloqueador. Durante o exercício máximo, o propranolol reduziu o índice de volume sistólico final e aumentou a fração de ejeção. CONCLUSÃO: A estratégia de empregar betabloqueadores para reduzir a freqüência cardíaca em 15% na carga de 50 W é segura e benéfica nos idosos com isquemia miocárdica e função ventricular preservada. A dose utilizada reduziu a isquemia miocárdica e melhorou a tolerância ao exercício, sem prejudicar o desempenho ventricular durante exercício máximo.

  • Betabloqueador
  • Idoso
  • Isquemia Miocárdica
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12/07/2004 DOI: 10.1590/S0066-782X2004000600007

Como citar este artigo

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Fernandes-Silva MM. Inibidores do SGLT2 e Sacubitril-Valsartana: Como os Resultados de Estudos Clínicos Revolucionarão o Tratamento da IC com Fração de Ejeção Levemente Reduzida. ABC Heart Fail Cardiomyop 2022;2(1):67-71.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Fernandes-Silva, Miguel Morita. Inibidores do SGLT2 e Sacubitril-Valsartana: Como os Resultados de Estudos Clínicos Revolucionarão o Tratamento da IC com Fração de Ejeção Levemente Reduzida. ABC Heart Fail Cardiomyop, v. 2, n. 1, p. 67-71, abr. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Fernandes-Silva, M. M. (2022). Inibidores do SGLT2 e Sacubitril-Valsartana: Como os Resultados de Estudos Clínicos Revolucionarão o Tratamento da IC com Fração de Ejeção Levemente Reduzida. ABC Heart Fail Cardiomyop, 2(1), 67-71.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Fernandes-Silva, Miguel Morita. Inibidores do SGLT2 e Sacubitril-Valsartana: Como os Resultados de Estudos Clínicos Revolucionarão o Tratamento da IC com Fração de Ejeção Levemente Reduzida. ABC Heart Fail Cardiomyop [online]. 2022, vol. 2, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 67-71. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/inibidores-do-sglt2-e-sacubitril-valsartana-como-os-resultados-de-estudos-clinicos-revolucionarao-o-tratamento-da-ic-com-fracao-de-ejecao-levemente-reduzida/>

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Marques F, Castro RBP, Nobre F, Pintya AO, Gallo Júnior L, Maciel BC, Simões MV, et al. Substituição do carvedilol pelo propranolol em pacientes com insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;95(1):107-14.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Marques, Fabiana; Castro, Renato Barroso Pereira de; Nobre, Fernando; Pintya, Antonio Osvaldo; Gallo Júnior, Lourenço; Maciel, Benedito Carlos; Simões, Marcus Vinícius. Substituição do carvedilol pelo propranolol em pacientes com insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 1, p. 107-114, jun. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Marques, F., Castro, R. B. P. , Nobre, F., Pintya, A. O., Gallo Júnior, L., Maciel, B. C., & Simões, M. V. (2010). Substituição do carvedilol pelo propranolol em pacientes com insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 95(1), 107-114.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Marques, Fabiana and Castro, Renato Barroso Pereira de and Nobre, Fernando and Pintya, Antonio Osvaldo and Gallo Júnior, Lourenço and Maciel, Benedito Carlos and Simões, Marcus Vinícius. Substituição do carvedilol pelo propranolol em pacientes com insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 95, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 107-114. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/substituicao-do-carvedilol-pelo-propranolol-em-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Serro-Azul JB, Wajngarten M, Nussbacher A, Giorgi MC, Meneghetti JC, Oliveira MA, Abe R, et al. Estratégia para individualizar uma dose eficiente de betabloqueador em pacientes idosos com isquemia miocárdica e função ventricular esquerda preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2004;82(6):551-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Serro-Azul, João Batista; Wajngarten, Mauricio; Nussbacher, Amit; Giorgi, Maria C.; Meneghetti, José C.; Oliveira, Marco A. de; Abe, Rubens; Bó, Creusa Dal; Pierri, Humberto; Gebara, Otávio. Estratégia para individualizar uma dose eficiente de betabloqueador em pacientes idosos com isquemia miocárdica e função ventricular esquerda preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 82, n. 6, p. 551-554, jul. 2004.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Serro-Azul, J. B., Wajngarten, M., Nussbacher, A., Giorgi, M. C., Meneghetti, J. C., Oliveira, M. A. , Abe, R., Bó, C. D., Pierri, H., & Gebara, O. (2004). Estratégia para individualizar uma dose eficiente de betabloqueador em pacientes idosos com isquemia miocárdica e função ventricular esquerda preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 82(6), 551-554.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Serro-Azul, João Batista and Wajngarten, Mauricio and Nussbacher, Amit and Giorgi, Maria C. and Meneghetti, José C. and Oliveira, Marco A. de and Abe, Rubens and Bó, Creusa Dal and Pierri, Humberto and Gebara, Otávio. Estratégia para individualizar uma dose eficiente de betabloqueador em pacientes idosos com isquemia miocárdica e função ventricular esquerda preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2004, vol. 82, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 551-554. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/estrategia-para-individualizar-uma-dose-eficiente-de-betabloqueador-em-pacientes-idosos-com-isquemia-miocardica-e-funcao-ventricular-esquerda-preservada/>. ISSN 0066-782X

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