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Resultados Clínicos de Curto e Médio Prazo após Revascularização Coronariana Híbrida versus Revascularização Miocárdica sem Circulação Extracorpórea: Uma Meta-Análise

Li Dong et al. Yi-kun Kang Xiang-guang An

Resumo

Fundamentos:

A revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea (CRM sem CEC) é um dos tratamentos padrão para a doença arterial coronária (DAC), enquanto que a revascularização coronária híbrida (RCH) é uma estratégia de revascularização em evolução. No entanto, a diferença nos resultados entre eles ainda não está clara.

Objetivo:

Realizamos uma meta-análise para comparar os resultados a curto e médio prazo da RCH versus a CRM sem CEC para o tratamento de DAC de múltiplos vasos ou artéria principal esquerda.

Métodos:

Pesquisamos as bases de dados PubMed, EMBASE, Web of Science e Cochrane para identificar estudos relacionados e realizamos uma meta-análise de rotina.

Resultados:

Nove estudos com 6121 pacientes foram incluídos na análise. Não houve diferença significativa na taxa de eventos cardíacos e cerebrovasculares adversos maiores de curto prazo (ECCAM) (RR de 0,55, IC de 95% 0,30-1,03, p = 0,06) ou mortalidade (RR: 0,51, IC 95%: 0,17-1,48, p = 0,22). A RCH requereu menos tempo de ventilação (DMP -0,36; IC de 95%: -0,16 -0,55-, p < 0,001), tempo de UTI (DMP: -0,35, IC de 95%: -0,58- -0,13, p < 0,01), estadia hospitalar (DMP: -0,29; IC de 95%: -0.50 – -0,07, p < 0,05) e taxa de transfusão de sangue (RR: Cl 0,57, 95% de 0,49-0,67, p < 0,001), mas necessitou mais tempo de cirurgia (DMP): 1,29, IC de 95% 0,54-2,05, p < 0,001) e custos de hospitalização (DMP: 1,06, 95 %: 0,45-1,66, p < 0,001). O grupa RCH tinha uma taxa mais baixa de ECCAM a médio prazo (RR de 0,49, IC de 95% 0,26-0,92, p < 0,05), mas uma taxa mais elevada a médio prazo em revascularização de vaso alvo (RVA, RR: 2,20, IC 95%: 1,32). 3,67, p < 0,01).

Conclusões:

A RCH teve mortalidade e morbidade semelhantes no curto prazo comparada ao CRM sem CEC. A RCH diminuiu o tempo de ventilação, a internação na UTI, a internação hospitalar, a taxa de transfusão de sangue e o aumento do tempo de operação e os custos de hospitalização. A RCH tem uma taxa ECCAM mais baixa no médio prazo, enquanto a CRM sem CEC se mostra melhor em RVA a médio prazo.

  • Bases de Dados Bibliográficas
  • Doença da Artéria Coronariana/cirurgia
  • Metanálise
  • Ponte de Artéria Coronária sem Circulação Extracorpórea
  • Revascularização Miocárdica/tendências
Ler artigo completo
Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
19/03/2018 DOI: 10.5935/abc.20180044 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Dong L, Kang Y, An X. Resultados Clínicos de Curto e Médio Prazo após Revascularização Coronariana Híbrida versus Revascularização Miocárdica sem Circulação Extracorpórea: Uma Meta-Análise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;110(4):321-30.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Dong, Li; Kang, Yi-kun; An, Xiang-guang. Resultados Clínicos de Curto e Médio Prazo após Revascularização Coronariana Híbrida versus Revascularização Miocárdica sem Circulação Extracorpórea: Uma Meta-Análise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 4, p. 321-330, mar. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Dong, L., Kang, Y., & An, X. (2018). Resultados Clínicos de Curto e Médio Prazo após Revascularização Coronariana Híbrida versus Revascularização Miocárdica sem Circulação Extracorpórea: Uma Meta-Análise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 110(4), 321-330.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Dong, Li and Kang, Yi-kun and An, Xiang-guang. Resultados Clínicos de Curto e Médio Prazo após Revascularização Coronariana Híbrida versus Revascularização Miocárdica sem Circulação Extracorpórea: Uma Meta-Análise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 110, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 321-330. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/resultados-clinicos-de-curto-e-medio-prazo-apos-revascularizacao-coronariana-hibrida-versus-revascularizacao-miocardica-sem-circulacao-extracorporea-uma-meta-analise/>. ISSN 0066-782X

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