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  2. Palavra-chave: Anormalidade Torcional
Figura 1
ABC
Artigo Original

Strain Longitudinal Global é Preditor de Baixa Capacidade Funcional em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Sistólica

Rafael José Coelho Maia et al. Simone Cristina Soares Brandão Jéssica Leite Giordano Bruno Parente … Filipe Pinheiro Bruna Thays Santana Araújo Maria Inês Remígio Aguiar Sílvia Marinho Martins Daniella Cunha Brandão Armele Dornelas de Andrade

Resumo

Fundamento:

O strain longitudinal global (SLG) é capaz de predizer a capacidade funcional dos pacientes com insuficiência cardíaca (IC) e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) preservada, e avaliar o prognóstico na IC com FEVE reduzida.

Objetivo:

Correlacionar o SLG com parâmetros do teste de exercício cardiopulmonar (TECP), e avaliar se o SLG seria capaz de predizer quais pacientes com IC sistólica deveriam ser encaminhados ao transplante cardíaco de acordo com os critérios do TECP.

Métodos:

Os pacientes com IC sistólica com FEVE <45%, classe funcional NYHA II e III, submeteram-se prospectivamente ao TECP e à ecocardiografia com análise do strain. A FEVE e o SLG foram correlacionados com as seguintes variáveis do TECP: maxVO2, inclinação de VE/VCO2, redução da frequência cardíaca durante o primeiro minuto de recuperação (RFC), e tempo necessário para a redução do maxVO2 em 50% após o exercício físico (T1/2VO2). Foi realizada análise da curva ROC do SLG em predizer um VO2 < 14 mL/kg/min e uma inclinação de VE/VCO2 > 35 (critérios para transplante cardíaco). O nível de significância adotado na análise estatística foi de p < 0,05.

Resultados:

Vinte e seis pacientes foram selecionados para o estudo (idade, 47±12 anos, 58% homens, FEVE média LVEF = 28 ± 8%). A FEVE correlacionou-se somente com o maxVO2 e o T1/2VO2. O SLG correlacionou-se com todas as variáveis do TECP (maxVO2: r = 0,671; p = 0,001; inclinação de VE/VCO2: r = -0,513; p = 0,007; RFC: r = 0,466; p = 0,016; e T1/2VO2: r = -0,696, p = 0,001). A área sob a curva ROC para o SLG para predizer os critérios para transplante cardíaco foi de 0,88 (sensibilidade 75%, especificidade 83%) para um ponto de corte de -5,7%, p = 0,03.

Conclusão:

O SLG apresentou associação significativa com todos os parâmetros funcionais do TECP. O SLG foi capaz de classificar os pacientes com IC segundo capacidade funcional e possivelmente pode identificar quais pacientes têm um prognóstico ruim e, portanto, se beneficiariam de um tratamento diferenciado, tal como o transplante cardíaco.

  • Anormalidade Torcional
  • Disfunção Ventricular Esquerda
  • Ecocardiografia Doppler/métodos
  • Insuficiência Cardíaca
  • strain longitudinal
  • Torção Mecânica
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
18/07/2019 DOI: 10.5935/abc.20190119
Figura 1
ABC
Original Article

Strain Longitudinal Global ou Twist do Ventrículo Esquerdo e Torção? Qual se Correlaciona Melhor com a Fração de Ejeção?

Marcio Silva Miguel Lima et al. Hector R Villarraga Maria Cristina Donadio Abduch Marta Fernandes Lima … Cecilia Beatriz Bittencourt Viana Cruz João Cesar Nunes Sbano Mariana Callil Voos Wilson Mathias Junior Jeane Mike Tsutsui

Resumo

Fundamento:

A estimativa da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) é uma das pincipais indicações para a ecocardiografia. Speckle tracking (ST) permite a análise da mecânica de contração do VE que inclui a deformação (strain) longitudinal global (SLG) e o twist / torção, sendo ambos os mais utilizados. A comparação direta de correlações entre esses novos parâmetros e a FEVE nunca foi feita antes.

Objetivo:

Verificar qual delas tem a maior correlação com a FEVE.

Métodos:

Pacientes com FEVE normal (> 0,55) e disfunção sistólica (FEVE < 0,55) foram prospectivamente inscritos e submetidos a ecocardiograma com análise do ST. A correlação das variáveis foi realizada por análise de regressão linear. Além disso, também foi testada a correlação entre os níveis de comprometimento sistólico do VE.

Resultados:

Foram incluídos 131 pacientes (média de idade de 46 ± 14 anos e 43% de homens). A FEVE e SLG apresentaram forte correlação (r = 0,95; r2 = 0,89; p < 0,001), mais evidente em grupos com disfunção sistólica do VE do que naqueles com FEVE preservada. Também foi encontrada boa correlação com a taxa de deformação (strain rate) longitudinal (SRL) global (r = 0,85; r2 = 0,73; p < 0,001). Comparando-a à SLG, a correlação entre FEVE e mecânica de torção foi mais fraca: twist (r = 0,78; r2 = 0,60; p < 0,001); Torção (r = 0,75, r2 = 0,56, p < 0,001).

Conclusão:

A SLG do ventrículo esquerdo apresenta alta correlação positiva com o parâmetro clássico de fração de ejeção, principalmente nos casos de comprometimento sistólico do VE. O SRL também demonstrou uma boa correlação. A SLG incrementa a análise da função sistólica do VE. Por outro lado, apesar de ser a pedra angular da mecânica do VE, o twist e a torção têm uma correlação mais fraca com a ejeção do VE, quando comparados ao SLG.

  • Anormalidade Torcional
  • Disfunção Ventricular Esquerda
  • Ecocardiografia Doppler
  • Strain
  • Torção Mecânica
  • Volume sistólico
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
29/06/2017 DOI: 10.5935/abc.20170085 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Maia RJC, Brandão SCS, Leite J, Parente GB, Pinheiro F, Araújo BTS, Aguiar MIR, et al. Strain Longitudinal Global é Preditor de Baixa Capacidade Funcional em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Sistólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(2):188-94.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Maia, Rafael José Coelho; Brandão, Simone Cristina Soares; Leite, Jéssica; Parente, Giordano Bruno; Pinheiro, Filipe; Araújo, Bruna Thays Santana; Aguiar, Maria Inês Remígio; Martins, Sílvia Marinho; Brandão, Daniella Cunha; Andrade, Armele Dornelas de. Strain Longitudinal Global é Preditor de Baixa Capacidade Funcional em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Sistólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 2, p. 188-194, jul. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Maia, R. J. C., Brandão, S. C. S., Leite, J., Parente, G. B., Pinheiro, F., Araújo, B. T. S., Aguiar, M. I. R., Martins, S. M., Brandão, D. C., & Andrade, A. D. (2019). Strain Longitudinal Global é Preditor de Baixa Capacidade Funcional em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Sistólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(2), 188-194.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Maia, Rafael José Coelho and Brandão, Simone Cristina Soares and Leite, Jéssica and Parente, Giordano Bruno and Pinheiro, Filipe and Araújo, Bruna Thays Santana and Aguiar, Maria Inês Remígio and Martins, Sílvia Marinho and Brandão, Daniella Cunha and Andrade, Armele Dornelas de. Strain Longitudinal Global é Preditor de Baixa Capacidade Funcional em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Sistólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 188-194. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/strain-longitudinal-global-e-preditor-de-baixa-capacidade-funcional-em-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca-sistolica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Lima MSM, Villarraga HR, Abduch MCD, Lima MF, Cruz CBBV, Sbano JCN, Voos MC, et al. Strain Longitudinal Global ou Twist do Ventrículo Esquerdo e Torção? Qual se Correlaciona Melhor com a Fração de Ejeção?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;109(1):23-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lima, Marcio Silva Miguel; Villarraga, Hector R; Abduch, Maria Cristina Donadio; Lima, Marta Fernandes; Cruz, Cecilia Beatriz Bittencourt Viana; Sbano, João Cesar Nunes; Voos, Mariana Callil; Mathias Junior, Wilson; Tsutsui, Jeane Mike. Strain Longitudinal Global ou Twist do Ventrículo Esquerdo e Torção? Qual se Correlaciona Melhor com a Fração de Ejeção?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 109, n. 1, p. 23-29, jun. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lima, M. S. M., Villarraga, H. R., Abduch, M. C. D., Lima, M. F., Cruz, C. B. B. V., Sbano, J. C. N., Voos, M. C., Mathias Junior, W., & Tsutsui, J. M. (2017). Strain Longitudinal Global ou Twist do Ventrículo Esquerdo e Torção? Qual se Correlaciona Melhor com a Fração de Ejeção?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 109(1), 23-29.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lima, Marcio Silva Miguel and Villarraga, Hector R and Abduch, Maria Cristina Donadio and Lima, Marta Fernandes and Cruz, Cecilia Beatriz Bittencourt Viana and Sbano, João Cesar Nunes and Voos, Mariana Callil and Mathias Junior, Wilson and Tsutsui, Jeane Mike. Strain Longitudinal Global ou Twist do Ventrículo Esquerdo e Torção? Qual se Correlaciona Melhor com a Fração de Ejeção?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 109, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 23-29. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/strain-longitudinal-global-ou-twist-do-ventriculo-esquerdo-e-torcao-qual-se-correlaciona-melhor-com-a-fracao-de-ejecao/>. ISSN 0066-782X

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