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  2. Palavra-chave: Alta do Paciente
Figura 1
ABC
Artigo Original

Agravamento da Função Renal e Congestão em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Aguda: Estudo com Análise Vetorial de Bioimpedância Elétrica (BIVA) e Lipocalina Associada à Gelatinase Neutrofílica (NGAL)

Humberto Villacorta et al. Aline Sterque Villacorta Leonardo Simões de Castro Villacorta Analucia Rampazzo Xavier … Salim Kanaan Felipe Mafort Rohen Leonardo Dinis Albuquerque Daniele Dantas Bastilho Cecília de Oliveira Cudischevitch

Resumo

Fundamento:

O agravamento da função renal (AFR) é frequentemente observado na terapia agressiva com diuréticos para o tratamento de insuficiência cardíaca aguda descompensada (ICAD) e está associado com piores desfechos em alguns estudos.

Objetivo:

Avaliar a relação de AFR e congestão na alta hospitalar com ocorrência de eventos (morte cardíaca ou internação por insuficiência cardíaca).

Métodos:

Oitenta pacientes com ICAD foram estudados. O AFR foi definido por um aumento absoluto (≥0,5 mg/dL) nos níveis séricos de creatinina a partir dos valores obtidos na admissão. Concentrações de peptídeo natriurético do tipo B (BNP) e lipocalina associada à gelatinase neutrofílica (NGAL) foram medidas na admissão e na alta hospitalar. Congestão foi avaliada na alta utilizando a análise vetorial de bioimpedância elétrica (BIVA). O desfecho primário foi o tempo para o primeiro evento, definido como uma combinação de morte cardíaca ou hospitalização por insuficiência cardíaca. Análise de curva Característica de Operação do Receptor (curva ROC) foi realizada para determinar o ponto de corte de IH mais adequado para predição de eventos. Curvas Kaplan-Meier de sobrevida livre de eventos foram construídas e comparadas usando o teste de log-rank. Modelos de riscos proporcionais de Cox foram usados para investigar a associação com eventos. O critério para se estabelecer significância estatística foi um p<0.05.

Resultados:

A idade média foi 60,6 ± 15,0 anos, e 48 (60%) pacientes eram do sexo masculino. A fração de ejeção média foi 35,3±7,8%. O AFR ocorreu em 37,5% da amostra. A creatinina basal associou-se com AFR (p<0,001), mas nem BNP (p=0,35) nem NGAL (p=0,18) na admissão foram preditores de AFR. Usando modelos de riscos proporcionais de Cox, o índice de hidratação na alta, estimado por BIVA, associou-se significativamente com ocorrência de eventos (HR 1,39; IC95% 1,25-1,54, p<0,0001), mas não com AFR (HR 2,14; IC95% 0,62-7,35, p=0,22).

Conclusão:

A congestão persistente na alta associou-se com piores desfechos. O AFR parece estar relacionado com alterações hemodinâmicas durante o processo de descongestionamento, mas não com lesões renais.

  • Alta do Paciente
  • Bioimpedância Elétrica
  • Diuréticos/uso terapêutico
  • Hemodinâmica
  • Hospitalização
  • Insuficiência Cardíaca
  • Insuficiência Renal
  • Mortalidade
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
16/04/2021 DOI: 10.36660/abc.20190465
Figura 1
ABC
Ponto de Vista

Síndrome Pós-Hospitalização: Um Novo Desafio na Prática Cardiovascular

Evandro Tinoco Mesquita et al. Larissa Nascimento Cruz Bruna Melo Mariano Antonio José Lagoeiro Jorge

Resumo

A imagem do hospital como representante da medicina moderna e de seus avanços diagnósticos e terapêuticos torna-se mais evidente diante dos cuidados de alta complexidade exigidos pela população em envelhecimento e por pacientes com múltiplas comorbidades. No entanto, estudos recentes demonstram um número crescente de readmissões hospitalares dentro de 30 dias após a alta. A síndrome pós-hospitalização é uma nova entidade clínica associada a múltiplas vulnerabilidades que contribuem para as readmissões hospitalares. Durante o período de internação hospitalar, o paciente é exposto a estressores de diferentes etiologias de ordem física, ambiental e psicossocial que ocasionam respostas fisiopatológicas multissistêmicas e aumentam o risco de complicações após a alta hospitalar. Como pacientes cardiopatas apresentam taxas elevadas de readmissão em 30 dias, é importante para o cardiologista reconhecer a síndrome pós-hospitalização pelo possível impacto que possa trazer à sua prática diária. Esta revisão tem como objetivo mostrar as evidências científicas atuais sobre os preditores e estressores envolvidos na síndrome pós-hospitalização, e as medidas que vêm sendo realizadas a fim de minimizar seus efeitos.

  • Alta do Paciente
  • Comorbidade / tendências
  • Estresse Fisiológico
  • Readmissão Hospitalar / tendências
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/11/2015 DOI: 10.5935/abc.20150141
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

Otimização da Adesão Terapêutica Pós-alta Hospitalar de Pacientes com DCV: Ensaio Clínico Randomizado – Estudo Piloto

Alfredo D. Oliveira-Filho et al. Donald E. Morisky Francisco A. Costa Sara T. Pacheco … Sabrina F. Neves Divaldo P. Lyra-Jr

Fundamento:

Intervenções eficazes para melhorar a adesão à terapia medicamentosa são geralmente complexas e caras.

Objetivo:

Avaliar o impacto de uma intervenção de baixo custo delineada para melhorar a adesão à medicação e desfechos clínicos em pacientes no pós-alta com DCV.

Método:

Um ECR – estudo piloto foi realizado em um hospital-escola. A intervenção foi baseada na escala de adesão terapêutica de Morisky de quatro itens – MMAS-4. O desfecho primário medido foi a avaliação da adesão à medicação utilizando a MMAS de oito itens no momento da alta, 1 mês após a alta hospitalar, e a reavaliação 1 ano depois da alta. Outros resultados incluíram reinternação e as taxas de mortalidade.

Resultados:

Foram randomizados 61 pacientes para grupos de intervenção (n = 30) e controle (n = 31). A idade média dos pacientes foi de 61 anos (DP 12,73), 52,5% eram do sexo masculino e 57,4% eram casados ou moravam com parceiro (a). O número médio de medicamentos prescritos por paciente foi de 4,5 (DP 3,3). A adesão à medicação foi correlacionada à intervenção (p = 0,04) e após 1 mês, 48,4% dos pacientes do grupo controle e 83,3% no grupo de intervenção foram considerados aderentes. No entanto, essa diferença diminuiu depois de 1 ano, quando a adesão foi de 34,8% e 60,9%, respectivamente. As taxas de readmissão e de mortalidade foram relacionadas à baixa adesão nos dois grupos.

Conclusão:

A intervenção com base em um instrumento validado de auto-relato do paciente para avaliar a adesão é um método potencialmente eficaz para melhorar o comportamento aderente e pode ser usado com sucesso como uma ferramenta para orientar o aconselhamento da adesão na visita clínica. No entanto, um estudo maior é necessário para avaliar o real impacto da intervenção sobre esses desfechos.

  • Adesão à Medicação
  • Alta do Paciente
  • Doenças Cardiovasculares
  • Ensaio Clínico Controlado Aleatório
  • Sumários de Alta do Paciente Hospitalar
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
14/10/2014 DOI: 10.5935/abc.20140151

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Villacorta H, Villacorta AS, Villacorta LSC, Xavier AR, Kanaan S, Rohen FM, Albuquerque LD, et al. Agravamento da Função Renal e Congestão em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Aguda: Estudo com Análise Vetorial de Bioimpedância Elétrica (BIVA) e Lipocalina Associada à Gelatinase Neutrofílica (NGAL). Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(4):715-24.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Villacorta, Humberto; Villacorta, Aline Sterque; Villacorta, Leonardo Simões de Castro; Xavier, Analucia Rampazzo; Kanaan, Salim; Rohen, Felipe Mafort; Albuquerque, Leonardo Dinis; Bastilho, Daniele Dantas; Cudischevitch, Cecília de Oliveira. Agravamento da Função Renal e Congestão em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Aguda: Estudo com Análise Vetorial de Bioimpedância Elétrica (BIVA) e Lipocalina Associada à Gelatinase Neutrofílica (NGAL). Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 4, p. 715-724, abr. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Villacorta, H., Villacorta, A. S., Villacorta, L. S. C., Xavier, A. R., Kanaan, S., Rohen, F. M., Albuquerque, L. D., Bastilho, D. D., & Cudischevitch, C. O. (2021). Agravamento da Função Renal e Congestão em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Aguda: Estudo com Análise Vetorial de Bioimpedância Elétrica (BIVA) e Lipocalina Associada à Gelatinase Neutrofílica (NGAL). Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(4), 715-724.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Villacorta, Humberto and Villacorta, Aline Sterque and Villacorta, Leonardo Simões de Castro and Xavier, Analucia Rampazzo and Kanaan, Salim and Rohen, Felipe Mafort and Albuquerque, Leonardo Dinis and Bastilho, Daniele Dantas and Cudischevitch, Cecília de Oliveira. Agravamento da Função Renal e Congestão em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Aguda: Estudo com Análise Vetorial de Bioimpedância Elétrica (BIVA) e Lipocalina Associada à Gelatinase Neutrofílica (NGAL). Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 715-724. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/agravamento-da-funcao-renal-e-congestao-em-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca-aguda-estudo-com-analise-vetorial-de-bioimpedancia-eletrica-biva-e-lipocalina-associada-a-gelatinase-neutrofilica-ng/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mesquita ET, Cruz LN, Mariano BM, Jorge AJL. Síndrome Pós-Hospitalização: Um Novo Desafio na Prática Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2015;105(5):540-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mesquita, Evandro Tinoco; Cruz, Larissa Nascimento; Mariano, Bruna Melo; Jorge, Antonio José Lagoeiro. Síndrome Pós-Hospitalização: Um Novo Desafio na Prática Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 105, n. 5, p. 540-544, out. 2015.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mesquita, E. T., Cruz, L. N., Mariano, B. M., & Jorge, A. J. L. (2015). Síndrome Pós-Hospitalização: Um Novo Desafio na Prática Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 105(5), 540-544.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mesquita, Evandro Tinoco and Cruz, Larissa Nascimento and Mariano, Bruna Melo and Jorge, Antonio José Lagoeiro. Síndrome Pós-Hospitalização: Um Novo Desafio na Prática Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2015, vol. 105, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 540-544. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/sindrome-pos-hospitalizacao-um-novo-desafio-na-pratica-cardiovascular/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Oliveira-Filho AD, Morisky DE, Costa FA, Pacheco ST, Neves SF, Lyra-Jr DP. Otimização da Adesão Terapêutica Pós-alta Hospitalar de Pacientes com DCV: Ensaio Clínico Randomizado – Estudo Piloto. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2014;103(6):503-12.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Oliveira-Filho, Alfredo D.; Morisky, Donald E.; Costa, Francisco A.; Pacheco, Sara T.; Neves, Sabrina F.; Lyra-Jr, Divaldo P.. Otimização da Adesão Terapêutica Pós-alta Hospitalar de Pacientes com DCV: Ensaio Clínico Randomizado – Estudo Piloto. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 103, n. 6, p. 503-512, out. 2014.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Oliveira-Filho, A. D., Morisky, D. E., Costa, F. A., Pacheco, S. T., Neves, S. F., & Lyra-Jr, D. P. (2014). Otimização da Adesão Terapêutica Pós-alta Hospitalar de Pacientes com DCV: Ensaio Clínico Randomizado – Estudo Piloto. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 103(6), 503-512.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Oliveira-Filho, Alfredo D. and Morisky, Donald E. and Costa, Francisco A. and Pacheco, Sara T. and Neves, Sabrina F. and Lyra-Jr, Divaldo P.. Otimização da Adesão Terapêutica Pós-alta Hospitalar de Pacientes com DCV: Ensaio Clínico Randomizado – Estudo Piloto. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2014, vol. 103, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 503-512. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/otimizacao-da-adesao-terapeutica-pos-alta-hospitalar-de-pacientes-com-dcv-ensaio-clinico-randomizado-estudo-piloto/>. ISSN 0066-782X

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