Índice de Massa Corporal Pode Influenciar a Variabilidade da Frequência Cardíaca
Lemos com interesse o artigo de Bassi et al., intitulado “Efeitos da Coexistência de Diabetes Tipo 2 e Hipertensão sobre a Variabilidade da Frequência Cardíaca e Capacidade Cardiorrespiratória”, publicado na edição de julho de 2018. Os autores investigaram a influência da hipertensão arterial sistêmica na modulação autonômica cardíaca em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e avaliaram a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) na capacidade de exercício nesses pacientes. Eles concluíram que a hipertensão afeta negativamente a função autonômica cardíaca, com maior comprometimento da VFC, quando comparada aos pacientes normotensos com DM2.
Alguns aspectos deste estudo requerem discussão. Como relatado anteriormente, vários fatores podem ter impacto nos índices de VFC, incluindo sexo, resistência à insulina, índice de massa corporal (IMC), hiperlipidemia, hipertensão, cardiomiopatia isquêmica e não isquêmica e tabagismo.– Por exemplo, o aumento do IMC pode diminuir a VFC, particularmente quando a adiposidade central está presente. De fato, o grupo hipertenso apresentou um IMC maior quando comparado ao grupo normotenso (28 ± 4,4 vs 31 ± 3,8, p = 0,031). Dada a falta de controle do IMC entre os dois grupos, as conclusões dos autores devem ser consideradas com cautela.
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