Artigo Original

Estudo dos Níveis Urinários de Cafeína e Metabólitos da Cafeína em Adultos Americanos com Doença Arterial Coronariana: Um Estudo Transversal com Dados do NHANES (2009-2014)

Resumo

Fundamento:

Nos últimos anos, a influência da alimentação e do estilo de vida sobre a doença arterial coronariana (DAC) tem despertado crescente interesse. A cafeína, um componente alimentar amplamente consumido, e seus metabólitos podem exercer efeitos sobre a saúde cardiovascular.

Objetivo:

Investigar a associação entre os níveis urinários de cafeína e de seus metabólitos com a ocorrência de DAC, bem como avaliar se essas associações variam entre diferentes subgrupos populacionais.

Métodos:

Foram analisados dados do banco NHANES (2009-2014) por meio de modelos de regressão logística multivariada e técnicas de suavização por curvas. Os participantes foram categorizados em grupo controle (n = 5.005) e grupo com DAC (n = 222), conforme a presença ou ausência da doença. Os níveis urinários de cafeína e de seus metabólitos foram quantificados. A regressão logística multivariada foi empregada para avaliar a associação entre os níveis urinários dessas substâncias e a incidência de DAC, e a análise de curvas suavizadas permitiu explorar possíveis relações não lineares. O nível de significância adotado foi de 5%.

Resultados:

Níveis mais elevados de paraxantina urinária estiveram associados a menor risco de DAC. Por outro lado, concentrações mais altas de cafeína urinária apresentaram associação positiva com a incidência de DAC entre indivíduos mexicano-americanos, associação esta não observada em outros grupos raciais/étnicos.

Conclusão:

Concentrações urinárias reduzidas de paraxantina podem indicar menor risco de DAC, enquanto níveis elevados de cafeína urinária podem refletir risco aumentado em populações específicas.

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