Editorial

Dicas e Armadilhas sobre o Papel da Ecocardiografia na Intervenção Percutânea na Cardiomiopatia Hipertrófica

A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a doença cardíaca genética mais prevalente, com incidência aproximada de 1:500 indivíduos na população geral,– sendo o fenótipo septal assimétrico o mais comum. Na CMH obstrutiva (CMHO), a relevância clínica é maior, com possível associação a fibrilação atrial, insuficiência cardíaca, eventos tromboembólicos, arritmias e morte súbita., Em pacientes refratários ao tratamento medicamentoso otimizado, a redução septal tornou-se estratégia terapêutica reconhecida, tendo a miectomia cirúrgica como padrão-ouro. A ablação septal alcoólica é alternativa indicada quando houver contraindicação ou risco cirúrgico elevado, idade avançada e anatomia coronariana favorável, devendo ser realizada em centros experientes.– Outras abordagens percutâneas, como ablação septal por radiofrequência, uso de coils ou de agentes embólicos líquidos, também têm sido descritas.

A ecocardiografia tem papel central em todo o manejo da CMHO submetida à intervenção percutânea. Mais do que ferramenta diagnóstica, é essencial no periprocedimento e garante a avaliação pós-operatória. Compreender seu potencial e reconhecer as armadilhas envolvidas é determinante para o sucesso. Este editorial reúne dicas práticas para ecocardiografistas e destaca pontos críticos que, quando negligenciados, podem comprometer o resultado.

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