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  2. Palavra-chave: Unidades de Terapia Intensiva
Figura 1
ABCIC
Artigo Original

Avaliação da Concordância Interobservadores do Ultrassom à Beira do Leito na Análise da Congestão em Unidade de Terapia Intensiva Cardiovascular

Marina Petersen Saadi et al. Guilherme Pinheiro Machado Gustavo Paes Silvano João Pedro da Rosa Barbato … Renato Ferraz Almeida Fernando Luis Scolari Guilherme Heiden Telo Anderson Donelli da Silveira

Resumo

Fundamento:

A avaliação da congestão é fundamental para o manejo de pacientes com condições cardiovasculares, incluindo insuficiência cardíaca (IC). Métodos tradicionais frequentemente apresentam baixa sensibilidade, enquanto o ultrassom à beira do leito (point-of-care [POCUS]) oferece uma alternativa objetiva, imediata e mais acurada.

Objetivo:

Avaliar a concordância interobservador (IRR, do inglês Inter-rater reliability) das principais variáveis do POCUS utilizadas na análise da congestão hemodinâmica, pulmonar e venosa sistêmica.

Métodos:

Estudo prospectivo, de centro único, realizado entre janeiro e junho de 2023 em uma unidade de terapia intensiva cardiovascular (UTIC) no Brasil. Pacientes adultos foram submetidos a exames padronizados de POCUS. Três avaliadores treinados analisaram independentemente os seguintes parâmetros: ultrassonografia pulmonar (UP [linhas B]), pressões de enchimento do ventrículo esquerdo (PEVE [razões E/A e E/e′]), medidas da veia cava inferior (VCI), fluxos venosos hepático e portal por Doppler, e escore Ultrassonográfico de Congestão Venosa modificado (VExUSm). A IRR foi analisada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (ICC).

Resultados:

Foram incluídos 23 pacientes, com idade mediana de 65 anos, submetidos a três exames POCUS independentes (69 avaliações no total). A UP e as medidas da VCI apresentaram excelente concordância interobersador (ICC: 0,903). Os fluxos venosos hepático e portal demonstraram boa concordância (ICC: 0,808 e 0,796, respectivamente). A graduação do VExUSm obteve a mais alta concordância (ICC: 0,957). A onda E apresentou excelente concordância (ICC: 0,934), enquanto a onda A e a velocidade do e′ mostraram concordâncias mais baixas (0,512 e 0,399, respectivamente). As razões E/e′ e E/A apresentaram concordância de moderada a boa (ICC: 0,662 e 0,852, respectivamente). A duração mediana dos exames foi de 10 minutos.

Conclusão:

As variáveis do POCUS apresentaram alta reprodutibilidade, especialmente a UP e o escore VExUSm. A reprodutibilidade da UP e do VExUSm foi superior à dos parâmetros de PEVE, sugerindo que esses métodos podem ser mais confiáveis do que medidas tradicionais como E/e′. Esses achados reforçam o uso do POCUS como ferramenta padronizada para avaliação da congestão. Estudos adicionais são necessários para validar seu valor prognóstico.

  • Insuficiência Cardíaca
  • Ultrassom
  • Unidades de Terapia Intensiva
  • VExUS, VExUS modificado
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
27/06/2025 DOI: 10.36660/abcimg.20250022 Visualizações 2
Figura 1
ABCHF
Viewpoint

Choque Cardiogênico Não Isquêmico: Como Melhorar Desfechos – Do Reconhecimento Precoce ao Manejo Diferenciado

Rodrigo P. Amantéa et al. Laura Hastenteufel Fernando Luís Scolari Lívia A. Goldraich Nadine Clausell

Introdução

O choque cardiogênico é uma condição clínica de crescente incidência que cursa com hipoperfusão tecidual levando à disfunção multiorgânica com elevada taxa de mortalidade. Choque cardiogênico não isquêmico vem sendo reconhecido como uma importante causa de choque nas salas de emergência, com incidência ultrapassando o choque relacionado ao infarto agudo do miocárdio (IAM) em algumas populações. Dados recentes do Cardiogenic Shock Working Group (CSWG), um registro internacional multicêntrico, apontam que a taxa de mortalidade para esta condição varia de 22 a 32%, dependendo do tipo de instituição.

Diferentemente do choque cardiogênico de origem isquêmica, no qual um evento índice marca o início da injúria miocárdica que pode levar ao estado de choque, no choque cardiogênico de origem não isquêmica a apresentação representa o continuum da insuficiência cardíaca avançada. Para fins deste artigo, abordaremos apenas o choque associado à insuficiência cardíaca avançada por se constituir na causa mais comum, também pela grande variabilidade de apresentações, levando frequentemente a atraso na identificação, que contribui para desfechos desfavoráveis. Discutiremos os seguintes temas: definições relacionadas ao diagnóstico do choque cardiogênico e formas de apresentação clínica; avaliação inicial sistematizada destes pacientes, incluindo últimas atualizações quanto ao uso do cateter de artéria pulmonar nesta população e quanto à estratificação individualizada do risco de morbimortalidade; e o manejo do choque cardiogênico não isquêmico, passando por terapias farmacológicas, dispositivos mecânicos, e atuação em equipe nos “Times de Choque”.

[…]

  • Choque Cardiogênico
  • Insuficiência Cardíaca
  • Unidades de Terapia Intensiva
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18/10/2024 DOI: 10.36660/abchf.20240033 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Artigo Original

Análise Comparativa entre Pacientes com IAMCSST Transferidos e Pacientes de Demanda Espontânea Submetidos à Angioplastia Primária

Maurício Balk et al. Henrique Basso Gomes Alexandre Schaan de Quadros Marco Aurélio Lumertz Saffi Tiago Luiz Luz Leiria

Resumo

Fundamento:

Estudos mostram o benefício da terapia de reperfusão rápida no infarto agudo do miocárdio. No entanto, ainda ocorrem atrasos durante o transporte de pacientes para angioplastia primária.

Objetivo:

Definir se existe uma diferença no tempo total de isquemia entre pacientes transferidos de outro hospital comparados aos que procuram o serviço espontaneamente.

Método:

Estudo de coorte histórico, incluindo pacientes atendidos com infarto entre abril de 2014 e setembro de 2015. Os pacientes foram divididos em pacientes transferidos (grupo A) e por demanda espontânea (grupo B). As características clínicas dos pacientes foram retiradas do banco de dados de infarto e o tempo de transferência foi estimado tendo como base o correio eletrônico de acordo com o horário de contato. O nível de significância adotado foi um p < 0,05%.

Resultados:

A amostra incluiu 621 pacientes, 215 no grupo A e 406 no grupo B. As características populacionais foram semelhantes nos dois grupos. O delta T foi significativamente maior no grupo de pacientes transferidos (385 minutos vs. 307 minutos para o grupo B, p < 0,001) com um atraso decorrente do transporte de 147 minutos. Houve relação significativa da distância de transferência e aumento do tempo de transporte (R = 0,55; p < 0,001). Entretanto, não houve diferença na mortalidade entre os grupos.

Conclusão:

Pacientes transferidos de outras cidades para tratamento de infarto tem Delta T de transferência acima do recomendado, com tempo ainda mais longo quanto maior a distância a ser percorrida.

  • Angioplastia Coronária com Balão/métodos
  • Fibrinolíticos
  • Infarto do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST/complicações
  • Reperfusão Miocárdica/métodos
  • Unidades de Terapia Intensiva
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15/04/2019 DOI: 10.5935/abc.20190014 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Saadi MP, Machado GP, Silvano GP, Barbato JPR, Almeida RF, Scolari FL, Telo GH, et al. Avaliação da Concordância Interobservadores do Ultrassom à Beira do Leito na Análise da Congestão em Unidade de Terapia Intensiva Cardiovascular. ABC Imagem Cardiovascular 2025;38(2):e20250022.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Saadi, Marina Petersen; Machado, Guilherme Pinheiro; Silvano, Gustavo Paes; Barbato, João Pedro da Rosa; Almeida, Renato Ferraz; Scolari, Fernando Luis; Telo, Guilherme Heiden; Silveira, Anderson Donelli da. Avaliação da Concordância Interobservadores do Ultrassom à Beira do Leito na Análise da Congestão em Unidade de Terapia Intensiva Cardiovascular. ABC Imagem Cardiovascular, v. 38, n. 2, e20250022, jun. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Saadi, M. P., Machado, G. P., Silvano, G. P., Barbato, J. P. R., Almeida, R. F., Scolari, F. L., Telo, G. H., & Silveira, A. D. (2025). Avaliação da Concordância Interobservadores do Ultrassom à Beira do Leito na Análise da Congestão em Unidade de Terapia Intensiva Cardiovascular. ABC Imagem Cardiovascular, 38(2), e20250022.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Saadi, Marina Petersen and Machado, Guilherme Pinheiro and Silvano, Gustavo Paes and Barbato, João Pedro da Rosa and Almeida, Renato Ferraz and Scolari, Fernando Luis and Telo, Guilherme Heiden and Silveira, Anderson Donelli da. Avaliação da Concordância Interobservadores do Ultrassom à Beira do Leito na Análise da Congestão em Unidade de Terapia Intensiva Cardiovascular. ABC Imagem Cardiovascular [online]. 2025, vol. 38, n. 2, [citado 2026-10-14], e20250022. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/avaliacao-da-concordancia-interobservadores-do-ultrassom-a-beira-do-leito-na-analise-da-congestao-em-unidade-de-terapia-intensiva-cardiovascular/>. ISSN 2318-8219

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Amantéa RP, Hastenteufel L, Scolari FL, Goldraich LA, Clausell N. Choque Cardiogênico Não Isquêmico: Como Melhorar Desfechos – Do Reconhecimento Precoce ao Manejo Diferenciado. ABC Heart Fail Cardiomyop 2024;4(1):e20240033.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Amantéa, Rodrigo P.; Hastenteufel, Laura; Scolari, Fernando Luís; Goldraich, Lívia A.; Clausell, Nadine. Choque Cardiogênico Não Isquêmico: Como Melhorar Desfechos – Do Reconhecimento Precoce ao Manejo Diferenciado. ABC Heart Fail Cardiomyop, v. 4, n. 1, e20240033, out. 2024.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Amantéa, R. P., Hastenteufel, L., Scolari, F. L., Goldraich, L. A., & Clausell, N. (2024). Choque Cardiogênico Não Isquêmico: Como Melhorar Desfechos – Do Reconhecimento Precoce ao Manejo Diferenciado. ABC Heart Fail Cardiomyop, 4(1), e20240033.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Amantéa, Rodrigo P. and Hastenteufel, Laura and Scolari, Fernando Luís and Goldraich, Lívia A. and Clausell, Nadine. Choque Cardiogênico Não Isquêmico: Como Melhorar Desfechos – Do Reconhecimento Precoce ao Manejo Diferenciado. ABC Heart Fail Cardiomyop [online]. 2024, vol. 4, n. 1, [citado 2026-10-14], e20240033. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/choque-cardiogenico-nao-isquemico-como-melhorar-desfechos-do-reconhecimento-precoce-ao-manejo-diferenciado/>

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Balk M, Gomes HB, Quadros AS, Saffi MAL, Leiria TLL. Análise Comparativa entre Pacientes com IAMCSST Transferidos e Pacientes de Demanda Espontânea Submetidos à Angioplastia Primária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;112(4):402-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Balk, Maurício; Gomes, Henrique Basso; Quadros, Alexandre Schaan de; Saffi, Marco Aurélio Lumertz; Leiria, Tiago Luiz Luz. Análise Comparativa entre Pacientes com IAMCSST Transferidos e Pacientes de Demanda Espontânea Submetidos à Angioplastia Primária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 112, n. 4, p. 402-407, abr. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Balk, M., Gomes, H. B., Quadros, A. S. , Saffi, M. A. L., & Leiria, T. L. L. (2019). Análise Comparativa entre Pacientes com IAMCSST Transferidos e Pacientes de Demanda Espontânea Submetidos à Angioplastia Primária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 112(4), 402-407.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Balk, Maurício and Gomes, Henrique Basso and Quadros, Alexandre Schaan de and Saffi, Marco Aurélio Lumertz and Leiria, Tiago Luiz Luz. Análise Comparativa entre Pacientes com IAMCSST Transferidos e Pacientes de Demanda Espontânea Submetidos à Angioplastia Primária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 112, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 402-407. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/analise-comparativa-entre-pacientes-com-iamcsst-transferidos-e-pacientes-de-demanda-espontanea-submetidos-a-angioplastia-primaria/>. ISSN 0066-782X

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