Diego Busin et al. Leandro Tolfo Franzoni Douglas Turella Olga Sergueevna Tairova … Anderson Donelli da Silveira Ricardo Stein Gabriel Lopes Amorim Pedro Dal Lago Ramiro Barcos Nunes
Resumo
Fundamento
O treinamento aeróbico (TA), seja de intensidade moderada ou alta, é amplamente utilizado na reabilitação cardiovascular. A terapia por fotobiomodulação (TFBM) tem demonstrado potencial para melhorar o desempenho físico em atletas; no entanto, seus efeitos em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) ainda são incertos.
Objetivo
Investigar se a adição da TFBM ao TA de intensidade moderada ou alta melhora o desempenho cardiorrespiratório ao exercício em indivíduos com IC.
Métodos
Ensaio clínico não randomizado com 49 pacientes com IC (idade média de 62,7 anos; fração de ejeção < 40%), alocados em 5 grupos: i) treinamento moderado isolado, ii) treinamento moderado + TFBM, iii) treinamento de alta intensidade isolado, iv) treinamento de alta intensidade + TFBM, e v) grupo controle. Todos os participantes foram submetidos a uma intervenção de 10 semanas. O teste de exercício cardiorrespiratório foi utilizado para avaliar o VO2pico, a eficiência ventilatória e a tolerância ao exercício. A análise estatística foi realizada por meio de Equações de Estimação Generalizadas, com nível de significância de 5% (p < 0,05).
Resultados
Foram observadas melhorias significativas na velocidade e na inclinação durante o teste de esforço nos grupos submetidos ao treinamento, especialmente no grupo de alta intensidade. Este grupo apresentou maior aumento no consumo de oxigênio (diferença média: 1,80 ml.kg-1.min-1 ± 0,59 ml.kg-1.min-1; p = 0,002) e melhor desempenho no tempo até a exaustão (velocidade: p = 0,05; inclinação: p < 0,01). As comparações entre os grupos revelaram que a TFBM não proporcionou efeitos adicionais relevantes quando combinada ao treinamento.
Conclusão
O TA, sobretudo em alta intensidade, melhora o desempenho ao exercício em pacientes com IC. A adição da TFBM não conferiu benefícios adicionais significativos neste estudo. Novos ensaios utilizando protocolos otimizados de TFBM são recomendados.