Fabio Fernandes et al. Georgina del Cisne Jadán Luzuriaga André Dabarian Isabela Danziato Fernandes … Pietro Marburg Celano Isabella Peterlini Valsi Claudio Martins de Queiroz Fábio Danziato Fernandes Vagner Madrini Junior Dirceu Mello José Augusto Duncan Santiago Aguinaldo Figueiredo Freitas Jr
Resumo
O derrame pericárdico pode se desenvolver em pacientes com pericardite aguda ou em associação com uma grande variedade de doenças sistêmicas, manifestando-se como um transudato, exsudato, piopericárdio ou hemopericárdio. As efusões mais volumosas geralmente estão relacionadas com a origem tuberculosa ou neoplásica. Os tumores pericárdicos primários são raros, portanto, a grande maioria dos casos é decorrente de tumores secundários. O derrame pericárdico pode estar presente em 7% a 53% dos pacientes oncológicos e está relacionado a um estágio avançado da doença. Os principais tipos de câncer associados ao envolvimento pericárdico são os de pulmão, mama, hematológicos e trato gastrointestinal. A apresentação clínica é variável, desde pacientes assintomáticos, e até quadro de tamponamento cardíaco, presente em um terço dos pacientes. No geral, os derrames pericárdicos são moderados a graves, e o trabalho diagnóstico deve focar principalmente na busca da doença primária e no quadro hemodinâmico. A presença de derrame pericárdico confere um pior prognóstico, e o tratamento depende da condição oncológica de base. Os tratamentos intervencionistas em pacientes com neoplasia incluem a pericardiocentese, a janela pericárdica e a pericardiectomia cirúrgica.