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  2. Palavra-chave: Inquéritos Epidemiológicos
Figura 1
ABC
Artigo Original

Hábito Alimentar de Idosos Diabéticos e não Diabéticos: Vigitel, Brasil, 2016

Daniela de Assumpção et al. Ana Maria Pita Ruiz Flavia Silva Arbex Borim Anita Liberalesso Neri … Deborah Carvalho Malta Priscila Maria Stolses Bergamo Francisco

Resumo

Fundamentos

A alimentação saudável é um fator de proteção contra o diabetes tipo 2 e desempenha importante papel no tratamento do diabetes e das comorbidades associadas.

Objetivo

Caracterizar o hábito alimentar de idosos diabéticos e não diabéticos com 65 anos ou mais, residentes nas capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Métodos

Estudo transversal com dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para as Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel, 2016). Foram estimadas as prevalências de diabetes melito segundo variáveis sociodemográficas, inatividade física, autoavaliação da saúde e índice de massa corporal (IMC). O hábito alimentar foi avaliado pela frequência (semanal e diária) de consumo de alimentos saudáveis e não saudáveis, e pela substituição da comida por lanches. As diferenças foram verificadas por meio do teste Qui-quadrado de Pearson (Rao-Scott) com nível de significância de 5%.

Resultados

Foram entrevistados 13.649 idosos, e a prevalência de diabetes autorreferido foi de 27,2% (IC95%:25,5; 29,0). Nos pacientes diabéticos, observou-se maior consumo de hortaliças cruas (32,1% vs. 26,5%/3-4 dias/semana) e menor de frango (3,8% vs. 6,4%/quase nunca/nunca), suco (24,0% vs. 29,6%) e doces (6,8% vs. 16,2%) ≥5 dias/semana. Os percentuais de idosos com consumo de leite desnatado (51,5% vs. 44,6%) e refrigerante dietético (60,0% vs. 17,3%) ≥5 dias/semana, hortaliças cruas (9,1% vs. 2,5%/no jantar) e doces (37,7% vs. 20,5%/2 vezes/dia) 3-4 dias/semana foram maiores nos diabéticos, comparados aos não diabéticos.

Conclusão

As diferenças observadas sinalizam a necessidade de promover intervenções para alimentação saudável entre todos os idosos, bem como orientações específicas para os diabéticos.

  • Diabetes mellitus
  • Idoso
  • ingestão de alimentos
  • Inquéritos Epidemiológicos
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07/03/2022 DOI: 10.36660/abc.20201204 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Prevalência e Fatores Associados com a Síndrome Metabólica na População Adulta Brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde – 2013

Elyssia Karine Nunes Mendonça Ramires et al. Risia Cristina Egito de Menezes Giovana Longo-Silva Taíse Gama dos Santos … Patrícia de Menezes Marinho Jonas Augusto Cardoso da Silveira

Resumo

Fundamento:

No Brasil, são escassas as investigações de base populacional analisando a prevalência e os fatores associados à síndrome metabólica (SM), reconhecida preditora de doenças cardiovasculares (DCV), importante causa de invalidez e morte no país.

Objetivo:

Avaliar a prevalência da SM e seus fatores associados na população brasileira.

Métodos:

Análise secundária da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, inquérito transversal com representatividade nacional da população adulta brasileira (n = 59.402). A variável de desfecho foi a SM, definida a partir da harmonização dos consensos internacionais de cardiologia como carga ≥ 3 dos seguintes componentes: diabetes e hipercolesterolemia autorreferidas, pressão arterial elevada e circunferência da cintura elevada. As análises foram estratificadas por sexo e as razões de prevalência, com seus respectivos intervalos de confiança de 99% (RP[IC99%]), foram calculadas por meio de modelos regressão simples e múltiplos de Poisson.

Resultados:

A prevalência de SM foi 8,9%, sendo significativamente maior entre as mulheres em comparação aos homens; de modo geral, tal padrão manteve-se em relação as variáveis de exposição estudadas. Adicionalmente, menos de 25% da população não apresentou qualquer componente de SM. Nos modelos múltiplos finais, variáveis sociodemográficas, comportamentais e de comorbidades se associaram à SM, porém, enquanto a baixa escolaridade (1,46[1,23-1,74]), acidente vascular cerebral (1,36[1,00-1,86]) e outras DCV (1,29[1,03-1,62]) se associaram entre as mulheres, a insuficiência renal crônica (1,85[2,23-2,76]) se associou exclusivamente entre os homens.

Conclusão:

Identificamos elevada prevalência de SM na população brasileira, sendo que os fatores associados a essa condição são distintos em função do sexo.

  • Adulto
  • Doenças Cardiovasculares / mortalidade
  • Epidemiologia
  • Inquéritos Epidemiológicos
  • Síndrome Metabólica / epidemiologia
  • Vigilância em Saúde Pública
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01/05/2018 DOI: 10.5935/abc.20180072 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Original Article

Prevalência de Diagnóstico Médico de Colesterol Alto Autorreferido na População Brasileira: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013

Paulo A. Lotufo et al. Raul D. Santos Andrei C. Sposito Marcelo Bertolami … Jose Rocha-Faria Neto M. Cristina Izar Celia Szwarcwald Rogério R. Prado Sheila R. Stoppa Deborah C. Malta Isabela M. Bensenor

Resumo

Fundamento:

A prevalência de hipercolesterolemia no Brasil não é conhecida para todo o país, havendo somente inquéritos em algumas cidades.

Objetivo:

Avaliar a prevalência de diagnóstico médico de colesterol alto autorreferido na população adulta brasileira, utilizando-se dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013.

Métodos:

Estudo descritivo que avaliou os dados da PNS de 2013, um inquérito epidemiológico de base domiciliar, representativo para o Brasil, com informações autorreferidas. A amostra compreendeu 60.202 indivíduos entrevistados com autorrelato de diagnóstico médico de colesterol. Calculou-se a prevalência de ponto e o intervalo de confiança de 95% (IC95%) para diagnóstico médico de colesterol/triglicerídeos alto(s) por sexo, idade, cor da pele, região geográfica, escolaridade. Foram calculadas as razões de chance ajustadas.

Resultados:

Dos 60.202 participantes adultos, 14,3% (IC95%=13,7-14,8) nunca tiveram colesterol ou triglicerídeos dosados, sendo que um maior número de mulheres, idosos, indivíduos com instrução superior completa e de raça branca relatou aferição há menos de um ano. A prevalência de diagnóstico médico de colesterol alto foi de 12,5%, maior nas mulheres (15,1%) do que nos homens (9,7%). A frequência de diagnóstico médico de colesterol alto foi maior naqueles com idade até 59 anos, em brancos ou aqueles de origem asiática, em pessoas com maior escolaridade e entre os moradores das macrorregiões Sul e Sudeste do país.

Conclusão:

A importância do conhecimento da dislipidemia no atual contexto epidemiológico brasileiro deve ser ressaltada para orientar as ações de prevenção das doenças coronarianas, que representam a primeira causa de óbito no Brasil e no mundo.

  • Colesterol
  • Dislipidemias
  • Doença da Artéria Coronariana
  • Epidemiologia
  • Inquéritos Epidemiológicos
  • Prevalência
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01/05/2017 DOI: 10.5935/abc.20170055

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Assumpção D, Ruiz AMP, Borim FSA, Neri AL, Malta DC, Francisco PMSB. Hábito Alimentar de Idosos Diabéticos e não Diabéticos: Vigitel, Brasil, 2016. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;118(2):388-97.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Assumpção, Daniela de; Ruiz, Ana Maria Pita; Borim, Flavia Silva Arbex; Neri, Anita Liberalesso; Malta, Deborah Carvalho; Francisco, Priscila Maria Stolses Bergamo. Hábito Alimentar de Idosos Diabéticos e não Diabéticos: Vigitel, Brasil, 2016. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 2, p. 388-397, mar. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Assumpção, D. , Ruiz, A. M. P., Borim, F. S. A., Neri, A. L., Malta, D. C., & Francisco, P. M. S. B. (2022). Hábito Alimentar de Idosos Diabéticos e não Diabéticos: Vigitel, Brasil, 2016. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 118(2), 388-397.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Assumpção, Daniela de and Ruiz, Ana Maria Pita and Borim, Flavia Silva Arbex and Neri, Anita Liberalesso and Malta, Deborah Carvalho and Francisco, Priscila Maria Stolses Bergamo. Hábito Alimentar de Idosos Diabéticos e não Diabéticos: Vigitel, Brasil, 2016. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 118, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 388-397. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/habito-alimentar-de-idosos-diabeticos-e-nao-diabeticos-vigitel-brasil-2016/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Ramires EKNM, Menezes RCE, Longo-Silva G, Santos TG, Marinho PM, Silveira JAC. Prevalência e Fatores Associados com a Síndrome Metabólica na População Adulta Brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde – 2013. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;110(5):455-66.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Ramires, Elyssia Karine Nunes Mendonça; Menezes, Risia Cristina Egito de; Longo-Silva, Giovana; Santos, Taíse Gama dos; Marinho, Patrícia de Menezes; Silveira, Jonas Augusto Cardoso da. Prevalência e Fatores Associados com a Síndrome Metabólica na População Adulta Brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde – 2013. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 5, p. 455-466, abr. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Ramires, E. K. N. M., Menezes, R. C. E. , Longo-Silva, G., Santos, T. G. , Marinho, P. M., & Silveira, J. A. C. (2018). Prevalência e Fatores Associados com a Síndrome Metabólica na População Adulta Brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde – 2013. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 110(5), 455-466.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Ramires, Elyssia Karine Nunes Mendonça and Menezes, Risia Cristina Egito de and Longo-Silva, Giovana and Santos, Taíse Gama dos and Marinho, Patrícia de Menezes and Silveira, Jonas Augusto Cardoso da. Prevalência e Fatores Associados com a Síndrome Metabólica na População Adulta Brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde – 2013. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 110, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 455-466. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-e-fatores-associados-com-a-sindrome-metabolica-na-populacao-adulta-brasileira-pesquisa-nacional-de-saude-2013/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Lotufo PA, Santos RD, Sposito AC, Bertolami M, Rocha-Faria Neto J, Izar MC, Szwarcwald C, et al. Prevalência de Diagnóstico Médico de Colesterol Alto Autorreferido na População Brasileira: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;108(5):411-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lotufo, Paulo A.; Santos, Raul D.; Sposito, Andrei C.; Bertolami, Marcelo; Rocha-Faria Neto, Jose; Izar, M. Cristina; Szwarcwald, Celia; Prado, Rogério R.; Stoppa, Sheila R.; Malta, Deborah C.; Bensenor, Isabela M.. Prevalência de Diagnóstico Médico de Colesterol Alto Autorreferido na População Brasileira: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 108, n. 5, p. 411-416, abr. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lotufo, P. A., Santos, R. D., Sposito, A. C., Bertolami, M., Rocha-Faria Neto, J., Izar, M. C., Szwarcwald, C., Prado, R. R., Stoppa, S. R., Malta, D. C., & Bensenor, I. M. (2017). Prevalência de Diagnóstico Médico de Colesterol Alto Autorreferido na População Brasileira: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 108(5), 411-416.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lotufo, Paulo A. and Santos, Raul D. and Sposito, Andrei C. and Bertolami, Marcelo and Rocha-Faria Neto, Jose and Izar, M. Cristina and Szwarcwald, Celia and Prado, Rogério R. and Stoppa, Sheila R. and Malta, Deborah C. and Bensenor, Isabela M.. Prevalência de Diagnóstico Médico de Colesterol Alto Autorreferido na População Brasileira: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 108, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 411-416. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-de-diagnostico-medico-de-colesterol-alto-autorreferido-na-populacao-brasileira-analise-da-pesquisa-nacional-de-saude-2013/>. ISSN 0066-782X

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