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  2. Palavra-chave: Infarto do Miocárdio com Supradesnível do Segmento…
Figura 1
ABC
Artigo Original

Efeitos do Ato de Fumar na Mortalidade de Longo Prazo após Infarto do Miocárdio por Elevação de ST

Emrullah Kızıltunç et al. Yusuf Bozkurt Şahin Salih Topal Mehmet Akif Düzenli … Ekrem Karakaya Nazif Aygül Ramazan Topsakal Kurtuluş Özdemir Adnan Abacı

Resumo

Fundamento

O paradoxo do fumante tem sido motivo de debate para pacientes com infarto agudo do miocárdio (IM) há mais de duas décadas. Embora haja muitas evidências demonstrando que não existe tal paradoxo, publicações defendendo desfechos melhores em fumantes pós-IM ainda são lançadas.

Objetivo

Explorar o efeito do fumo na mortalidade de longo prazo após infarto do miocárdio por elevação de ST (STEMI).

Métodos

Este estudo incluiu pacientes com STEMI que foram diagnosticados entre 2004 e 2006 em três centros terciários. Os pacientes foram categorizados de acordo com a exposição ao tabaco (Grupo 1: não-fumantes; Grupo 2: 40 pacotes*anos). Um modelo de regressão de Cox foi utilizado para estimar os riscos relativos para mortalidade de longo prazo. O valor de p <0,05 foi considerado como estatisticamente significativo.

Resultados

Trezentos e treze pacientes (201 fumantes e 112 não-fumantes) foram acompanhados por um período médio de 174 meses. Os fumantes eram mais novos (54±9 vs. 62±11, p: <0,001), e a presença de fatores de risco cardiometabólicos foi mais prevalente entre os não-fumantes. Uma análise univariada do impacto do hábito de fumar na mortalidade revelou uma curva de sobrevivência melhor no Grupo 2 do que no Grupo 1. Porém, após ajustes para fatores de confusão, observou-se que os fumantes tinham um risco de morte significativamente maior. O risco relativo tornou-se maior de acordo com a maior exposição (Grupo 2 vs. Grupo 1: RR: 1,141; IC95%: 0,599 a 2.171; Grupo 3 vs. Grupo 1: RR: 2,130; IC95%: 1,236 a 3,670; Grupo 4 vs. Grupo 1: RR: 2,602; IC95%: 1,461 a 4,634).

Conclusão

O hábito de fumar gradualmente aumenta o risco de mortalidade por todas as causas após STEMI.

  • Fatores de risco
  • Infarto do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST/complicações
  • Mortalidade
  • Nicotina/efeitos adversos
  • Tabagismo
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
21/02/2022 DOI: 10.36660/abc.20201036 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Fibrilação Auricular de Novo no Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST: Preditores e Impacto na Terapêutica e Mortalidade

Kisa Hyde Congo et al. Adriana Belo João Carvalho David Neves … Rui Guerreiro João António Pais Diogo Brás Mafalda Carrington Bruno Piçarra Ana Rita Santos José Aguiar

Resumo

Fundamento:

A fibrilação auricular de novo no contexto de infarto agudo do miocárdio representa um importante desafio com potencial impacto prognóstico.

Objetivo:

Determinar a incidência, impacto na terapêutica e mortalidade, e identificar possíveis preditores do aparecimento de fibrilação auricular de novo durante o internamento por infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST.

Métodos:

Estudamos todos os pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST inseridos consecutivamente de 2010 a 2017 num registro nacional português e comparamos dois grupos: 1 – sem fibrilação auricular; 2- com fibrilação auricular de novo. Efetuamos análise com modelo de regressão logística para avaliar o impacto de fibrilação auricular de novo na mortalidade intra-hospitalar e identificar preditores independentes para o seu aparecimento. Para teste de hipóteses, considerou-se significativo p < 0,05.

Resultados:

Estudamos 6325 pacientes, dos quais 365 (5.8%) apresentaram fibrilação auricular de novo. Não houve diferença no número de pacientes reperfundidos nem na estratégia de reperfusão. No grupo 2, terapêutica com betabloqueadores e IECA/ARA foi menos frequente, 20.6% tiveram alta sob anticoagulação oral e 16.1% sob terapêutica tripla. A fibrilação auricular de novo associou-se a maior incidência de complicações e mortalidade intra-hospitalar, mas não foi preditor independente de mortalidade intra-hospitalar. Identificamos idade, acidente vascular cerebral prévio, infarto inferior e bloqueio auriculoventricular completo como preditores independentes de fibrilação auricular de novo.

Conclusões:

A fibrilação auricular de novo continua sendo uma complicação frequente do infarto agudo do miocárdio, estando associada a aumento das complicações e mortalidade intra-hospitalar. Apenas 36.7% desses pacientes teve alta sob anticoagulação.

  • Anti-Hipertensivos
  • Anticoagulantes
  • Fibrilação Atrial
  • Hospitalização
  • Infarto do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST/complicações
  • Mortalidade
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
23/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190190 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Kızıltunç E, Şahin YB, Topal S, Düzenli MA, Karakaya E, Aygül N, Topsakal R, et al. Efeitos do Ato de Fumar na Mortalidade de Longo Prazo após Infarto do Miocárdio por Elevação de ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;118(1):24-32.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Kızıltunç, Emrullah; Şahin, Yusuf Bozkurt; Topal, Salih; Düzenli, Mehmet Akif; Karakaya, Ekrem; Aygül, Nazif; Topsakal, Ramazan; Özdemir, Kurtuluş; Abacı, Adnan. Efeitos do Ato de Fumar na Mortalidade de Longo Prazo após Infarto do Miocárdio por Elevação de ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 1, p. 24-32, fev. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Kızıltunç, E., Şahin, Y. B., Topal, S., Düzenli, M. A., Karakaya, E., Aygül, N., Topsakal, R., Özdemir, K., & Abacı, A. (2022). Efeitos do Ato de Fumar na Mortalidade de Longo Prazo após Infarto do Miocárdio por Elevação de ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 118(1), 24-32.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Kızıltunç, Emrullah and Şahin, Yusuf Bozkurt and Topal, Salih and Düzenli, Mehmet Akif and Karakaya, Ekrem and Aygül, Nazif and Topsakal, Ramazan and Özdemir, Kurtuluş and Abacı, Adnan. Efeitos do Ato de Fumar na Mortalidade de Longo Prazo após Infarto do Miocárdio por Elevação de ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 118, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 24-32. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/efeitos-do-ato-de-fumar-na-mortalidade-de-longo-prazo-apos-infarto-do-miocardio-por-elevacao-de-st/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Congo KH, Belo A, Carvalho J, Neves D, Guerreiro R, Pais JA, Brás D, et al. Fibrilação Auricular de Novo no Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST: Preditores e Impacto na Terapêutica e Mortalidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(5):948-57.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Congo, Kisa Hyde; Belo, Adriana; Carvalho, João; Neves, David; Guerreiro, Rui; Pais, João António; Brás, Diogo; Carrington, Mafalda; Piçarra, Bruno; Santos, Ana Rita; Aguiar, José. Fibrilação Auricular de Novo no Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST: Preditores e Impacto na Terapêutica e Mortalidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 5, p. 948-957, set. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Congo, K. H., Belo, A., Carvalho, J., Neves, D., Guerreiro, R., Pais, J. A., Brás, D., Carrington, M., Piçarra, B., Santos, A. R., & Aguiar, J. (2019). Fibrilação Auricular de Novo no Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST: Preditores e Impacto na Terapêutica e Mortalidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(5), 948-957.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Congo, Kisa Hyde and Belo, Adriana and Carvalho, João and Neves, David and Guerreiro, Rui and Pais, João António and Brás, Diogo and Carrington, Mafalda and Piçarra, Bruno and Santos, Ana Rita and Aguiar, José. Fibrilação Auricular de Novo no Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST: Preditores e Impacto na Terapêutica e Mortalidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 948-957. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/fibrilacao-auricular-de-novo-no-infarto-agudo-do-miocardio-com-supradesnivel-do-segmento-st-preditores-e-impacto-na-terapeutica-e-mortalidade/>. ISSN 0066-782X

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