César A. Agostinis-Sobrinho et al. Katiane Vilan
A hipertensão é o principal fator de risco global para doença renal crônica e doenças cardiovasculares além de ser a principal causa de morte prematura em todo o mundo. O número de adultos com pressão alta aumentou de 594 milhões em 1975 para 1,13 bilhão em 2015. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1 em cada 4 homens e 1 em cada 5 mulheres tinham hipertensão e que, em 2025, 1,56 bilhão de adultos viverão com hipertensão.
O aumento da pressão arterial na infância está se tornando mais comum na população pediátrica em geral, representando um desafio considerável para a saúde pública em todo o mundo. Estudos têm sugerido que a hipertensão arterial na infância parece seguir desde a infância até a idade adulta e está associada a eventos cardiovasculares prejudiciais ao longo da vida. No entanto, a pressão arterial elevada é um dos mais importantes contribuintes evitáveis para doenças e morte e é considerada um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares com raízes na infância.. Estudos indicam que níveis pressóricos elevados durante a infância são uma condição multifatorial. Genética, idade, sexo, etnia, sobrepeso/obesidade, ingestão de sódio e potássio, sedentarismo e fatores socioeconômicos foram apontados como os principais fatores de risco para hipertensão.
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