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ABC
Editorial

Panorama e Estratégias no Diagnóstico e Tratamento de Cardiopatias Congênitas no Brasil

Fabio Augusto Selig

A Constituição Brasileira de 1988, também chamada de “Constituição Cidadã”, estabeleceu a universalização de acesso à saúde quando em seu artigo 196 colocou que esta é um direito de todos e dever do Estado. Pouco mais de uma década depois foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS), que para respeitar os princípios de universalidade, integralidade e igualdade firmados na Carta Magna acrescentou diretrizes de descentralização, atendimento integral e participação popular.

Em muito inspirado à época no sistema de saúde inglês, o SUS sem dúvida é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, atendendo cerca de 190 milhões de pessoas, sendo que 80% destas dependem exclusivamente dele para tratar da sua saúde, por não participarem do sistema privado. Ainda, mesmo dentre os participantes do sistema privado é garantido constitucionalmente o uso do sistema público sem limites ou restrições.

[…]

  • Cardiopatias Congênitas/diagnóstico
  • Constituição e Estatutos
  • Financiamento de Assistência à Saúde
  • Sistema Único de Saúde
Ler artigo completo
Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
18/01/2021 DOI: 10.36660/abc.20200680
ABC
Editorial

Políticas Públicas em Saúde Embasadas em Ciência “Made In Brazil”: Um desafio para os Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Jussiely Cunha Oliveira et al. José Augusto Barreto-Filho

Escrutinização da qualidade do sistema de saúde brasileiro

A partir da Constituição Federal de 1998 (Constituição Cidadã) e da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1990, ficou garantido, em Carta Magna, que todos os brasileiros teriam direito ao acesso integral, universal e igualitário, além de gratuito, a serviços de saúde de qualidade. A partir daquela data, o Estado teria o dever de financiar, prover e operacionalizar a infraestrutura necessária para o cumprimento da Lei nº. 8.080/1990. O reconhecimento constitucional de que saúde é um direito universal foi um avanço ideológico substancial. No papel, o modelo de saúde pública idealizado para o Brasil passou a ser um exemplo para o mundo. Estima-se que aproximadamente 75% de brasileiros sejam dependentes do SUS e o restante possui cobertura complementar privada.

Se o objetivo é o de gerar informação relevante para iluminar a tomada de decisão referente às políticas públicas em saúde, devemos nos dedicar de forma sistemática a avaliar, pelo método científico, os resultados assistenciais do SUS. Entretanto, passados 25 anos da implantação do SUS, temos poucas evidências científicas, especialmente que representem o país continental que somos, quais são os resultados assistenciais finalísticos do SUS. Por exemplo, não dispomos de dados representativos sobre a mortalidade pós Infarto Agudo do Miocárdio, a taxa de indivíduos submetidos a tratamento de reperfusão ou a taxa de readmissão hospitalar em 30 dias. Mais ainda, sabemos muito pouco sobre o grau de disparidade existente entre os resultados assistenciais do SUS e da rede privada.

[…]

  • Avaliação de Resultados (Cuidados de Saúde)
  • Constituição e Estatutos
  • Doenças Cardiovasculares
  • Políticas
  • Sistema Único de Saúde
Ler artigo completo
Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/09/2015 DOI: 10.5935/abc.20150120

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Selig FA. Panorama e Estratégias no Diagnóstico e Tratamento de Cardiopatias Congênitas no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;115(6):1176-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Selig, Fabio Augusto. Panorama e Estratégias no Diagnóstico e Tratamento de Cardiopatias Congênitas no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 6, p. 1176-1177, jan. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Selig, F. A. (2021). Panorama e Estratégias no Diagnóstico e Tratamento de Cardiopatias Congênitas no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(6), 1176-1177.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Selig, Fabio Augusto. Panorama e Estratégias no Diagnóstico e Tratamento de Cardiopatias Congênitas no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 115, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1176-1177. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/panorama-e-estrategias-no-diagnostico-e-tratamento-de-cardiopatias-congenitas-no-brasil/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Oliveira JC, Barreto-Filho JA. Políticas Públicas em Saúde Embasadas em Ciência “Made In Brazil”: Um desafio para os Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2015;105(3):211-3.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Oliveira, Jussiely Cunha; Barreto-Filho, José Augusto. Políticas Públicas em Saúde Embasadas em Ciência “Made In Brazil”: Um desafio para os Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 105, n. 3, p. 211-213, ago. 2015.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Oliveira, J. C., & Barreto-Filho, J. A. (2015). Políticas Públicas em Saúde Embasadas em Ciência “Made In Brazil”: Um desafio para os Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 105(3), 211-213.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Oliveira, Jussiely Cunha and Barreto-Filho, José Augusto. Políticas Públicas em Saúde Embasadas em Ciência “Made In Brazil”: Um desafio para os Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2015, vol. 105, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 211-213. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/politicas-publicas-em-saude-embasadas-em-ciencia-made-in-brazil-um-desafio-para-os-arquivos-brasileiros-de-cardiologia/>. ISSN 0066-782X

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