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ABC
Editorial

Por que Desenvolvemos Modelos – Da Prática Clínica de Cardiologia a Epidemias de Doenças Infecciosas

Marcio Sommer Bittencourt

Francisco, 64 anos, vem ao seu consultório para uma avaliação preventiva. Ele tem um histórico de hipertensão bem controlada e não tem nenhuma queixa. Não tem outras comorbidades ou doenças prévias. Não há histórico familiar de doença cardiovascular ou tabagismo e LDL-colesterol (LDL-C) é de 90 mg/dL. Depois de discutir com o paciente, você não tem certeza se o perfil de benefício de risco desse paciente justificaria uso de estatina. Em vez de confiar em sua sensação subjetiva, você decide usar o escore de risco de Framingham (FRS) para definir o uso de estatina. Como o risco calculado pelo FRS foi de 8,1%, você decide não iniciar estatina neste momento.

Um mês depois, Francisco retorna com angina típica aos grandes esforços, mas sem sinais de instabilidade. Mais uma vez para evitar excesso de confiança apenas em sua impressão inicial, você decide usar a escala de predição de dor torácica Diamond e Forrester (DF), que estima a probabilidade pré-teste de doença arterial coronariana obstrutiva (DAC). Para um homem na idade dele, a regra sugere uma probabilidade pré-teste de 94% (alta probabilidade) e você decide solicitar uma cineangiocoronariografia invasiva.

[…]

  • Biomarcadores
  • Comportamento de Redução de Risco
  • Coronavírus
  • COVID-19
  • Doenças Cardiovasculares
  • Fatores de risco
  • Medição de Risco
  • Pandemia
  • Prevenção e Controle
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03/07/2020 DOI: 10.36660/abc.20200527 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Artigo Original

Coocorrência de Tabagismo e Alimentação não Saudável na População Adulta Brasileira

Priscila Maria Stolses Bergamo Francisco et al. Daniela de Assumpção Deborah Carvalho Malta

Resumo

Fundamentos:

O tabagismo e a alimentação inadequada integram os fatores comportamentais de risco responsáveis pela maioria das mortes e das incapacidades causadas por doenças crônicas não transmissíveis.

Objetivos:

Estimar a prevalência e identificar os fatores associados à coocorrência de tabagismo e alimentação inadequada em adultos.

Métodos:

Estudo transversal de base populacional com 28.950 adultos (18-59 anos), cujas informações foram obtidas pelo Sistema de Vigilância por Inquérito Telefônico (Vigitel), em 2014. As associações independentes foram verificadas por meio de regressão hierárquica de Poisson, com nível de significância de 5%.

Resultados:

A prevalência de coocorrência de tabagismo e alimentação não saudável foi de 8,6% (IC95%: 7,9-9,3), mostrando-se mais elevada entre os que residiam na região Sul (RP = 1,50; IC95%: 1,18-1,89) comparados aos do Centro-Oeste, nos que não possuíam plano privado de saúde (RP = 1,14; IC95%: 1,03-1,25), nos que ingeriam bebidas alcoólicas de forma abusiva (RP = 3,22; IC95%: 2,70-3,85) e nos que autoavaliaram a saúde como regular (RP = 1,65; IC95%: 1,36-1,99) ou ruim/muito ruim (RP = 1,70; IC95%: 1,18-2,44). Apresentaram menor prevalência de ambos os fatores os que viviam na região Nordeste, as mulheres, os de cor da pele parda, aqueles que tinham cônjuge, os mais escolarizados e os que estavam com sobrepeso ou obesidade.

Conclusão:

Os segmentos mais vulneráveis à coocorrência dos fatores de risco estudados foram os homens, os residentes na região Sul do país, aqueles com menor nível socioeconômico, os que referiram consumo abusivo de álcool, entre outros. Intervenções sobre múltiplos comportamentos de risco, adaptadas às realidades diversas, podem ter maior impacto na população brasileira.

  • Alimentação
  • Comportamento de Redução de Risco
  • Desigualdade em Saúde
  • Doença Crônica
  • Fatores de risco
  • Saúde do Adulto
  • Tabagismo
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04/11/2019 DOI: 10.5935/abc.20190222 Visualizações 1
ABC
Editorial

Padrões Alimentares e Hábitos Saudáveis ao Longo da Vida

Lucia Campos Pellanda

A infância representa uma janela crítica ao longo da vida para o estabelecimento de padrões alimentares e outros hábitos saudáveis. Nas últimas décadas, esses hábitos vêm mudando significativamente, e a obesidade infantil tornou-se um problema crescente de saúde pública, com muitas consequências clínicas.–

Para abordar essas questões, é de suma importância entender os padrões alimentares e sua relação com as medidas corporais, como Rocha et al. propõem no artigo “Associação dos Padrões Alimentares com Excesso de Peso e Adiposidade Corporal em Crianças Brasileiras: Estudo Pase-Brasil”. Os autores identificaram cinco padrões diferentes, incluindo o “tradicional brasileiro”, “não saudável”, “fast-food / lanches”, “processados” e “saudáveis”.

[…]

  • Aculturação
  • Classe Social
  • Comportamento de Redução de Risco
  • Dieta Ocidental
  • Dieta Saudável
  • Exercício
  • Múltiplas Afecções Crônicas
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08/08/2019 DOI: 10.5935/abc.20190127

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Bittencourt MS. Por que Desenvolvemos Modelos – Da Prática Clínica de Cardiologia a Epidemias de Doenças Infecciosas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(6):992-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Bittencourt, Marcio Sommer. Por que Desenvolvemos Modelos – Da Prática Clínica de Cardiologia a Epidemias de Doenças Infecciosas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 6, p. 992-994, jul. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Bittencourt, M. S. (2020). Por que Desenvolvemos Modelos – Da Prática Clínica de Cardiologia a Epidemias de Doenças Infecciosas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(6), 992-994.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Bittencourt, Marcio Sommer. Por que Desenvolvemos Modelos – Da Prática Clínica de Cardiologia a Epidemias de Doenças Infecciosas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 992-994. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/por-que-desenvolvemos-modelos-da-pratica-clinica-de-cardiologia-a-epidemias-de-doencas-infecciosas/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Francisco PMSB, Assumpção D, Malta DC. Coocorrência de Tabagismo e Alimentação não Saudável na População Adulta Brasileira. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(4):699-70.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Francisco, Priscila Maria Stolses Bergamo; Assumpção, Daniela de; Malta, Deborah Carvalho. Coocorrência de Tabagismo e Alimentação não Saudável na População Adulta Brasileira. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 4, p. 699-709, nov. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Francisco, P. M. S. B., Assumpção, D. , & Malta, D. C. (2019). Coocorrência de Tabagismo e Alimentação não Saudável na População Adulta Brasileira. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(4), 699-709.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Francisco, Priscila Maria Stolses Bergamo and Assumpção, Daniela de and Malta, Deborah Carvalho. Coocorrência de Tabagismo e Alimentação não Saudável na População Adulta Brasileira. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 699-709. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/coocorrencia-de-tabagismo-e-alimentacao-nao-saudavel-na-populacao-adulta-brasileira/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Pellanda LC. Padrões Alimentares e Hábitos Saudáveis ao Longo da Vida. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(1):60-1.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Pellanda, Lucia Campos. Padrões Alimentares e Hábitos Saudáveis ao Longo da Vida. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 1, p. 60-61, ago. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Pellanda, L. C. (2019). Padrões Alimentares e Hábitos Saudáveis ao Longo da Vida. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(1), 60-61.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Pellanda, Lucia Campos. Padrões Alimentares e Hábitos Saudáveis ao Longo da Vida. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 60-61. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/padroes-alimentares-e-habitos-saudaveis-ao-longo-da-vida/>. ISSN 0066-782X

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