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Editorial

A Rosuvastatina Diminui a Formação de Neoíntima por Aumento de Apo J, Reduzindo a Reestenose após Lesão com Balão em Ratos

Paulo Magno Martins Dourado

O estudo de Yang et al., traz novas luzes sobre a ação da Apolipoproteína (Apo) J, também chamada de clusterina (CLU), uma glicoproteína heterodimérica composta por subunidades α e β, ligadas por uma ponte dissulfeto., O gene que codifica a Apo J está localizado no cromossomo 8p21-p12, e codifica duas principais isoformas – CLU secretória (CLUs) e CLU nuclear (CLUn), na reestenose após angioplastia transluminal carotídea percutânea (ATCP) por balão em um modelo experimental em ratos; este foi publicado nesta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, pois existe uma controvérsia na literatura, se a Apo J, que se encontra elevada na aterosclerose e pós-angioplastia, exerce um papel protetor ou promotor da reestenose. A Apo J está envolvida em diversos processos patológicos importantes no transporte dos lipídios e na diferenciação das células do músculo liso vascular (CMLV), incluindo a morte celular por apoptose, regulação do ciclo celular, adesão celular, remodelação tecidual, regulação do sistema imune e estresse oxidativo, exercendo um papel no desenvolvimento da aterosclerose clínica., No processo de atenuar a aterosclerose, a Apo J pode promover a exportação de colesterol e fosfolipídios de células espumosas de macrófagos e exibir ações citoprotetoras e anti-inflamatórias interagindo com muitas proteínas inflamatórias conhecidas que podem atuar na fase inicial de eventos cardiovasculares clínicos e podem exercer papel importante na mediação da doença aterosclerótica, como proteína C-reativa, paraoxonase e leptina Há estudos relatando que a Apo J pode estimular a proliferação e a migração de CMLV e promove reestenose, e há estudos que revelaram que a superexpressão de CLUs pode inibir a migração e a proliferação de CMLV e inibir a apoptose celular. Em vista destes resultados controversos, os autores procuraram elucidar o papel da Apo J na hiperplasia neointimal, usando a artéria carótida de ratos in vivo, com ou sem rosuvastatina.

Os resultados do estudo aqui publicado sugerem que a rosuvastatina pode inibir a hiperplasia intimal devido à alta expressão de Apo J na fase de proliferação ativa e migração de CMLV, após lesão com balão em ratos. No presente estudo, os autores evidenciaram aumento da razão área íntima/média (I/M) após a lesão com balão que atingiu o valor máximo na quarta semana no grupo modelo; além disso, I/M estava aumentada na semana 2 e tal aumento cessou após administração de rosuvastatina. Estes resultados sugerem que a rosuvastatina pode reduzir significativamente o grau de hiperplasia intimal nas artérias carótidas lesionadas com balão em ratos. Os níveis do Ácido Ribonucleico mensageiro (mRNA) e da Apo J estavam aumentados nas artérias carótidas no grupo que utilizou a rosuvastatina quando comparados ao grupo modelo, atingindo o máximo na segunda semana, mais cedo que no grupo modelo, sugerindo que a rosuvastatina pode inibir a hiperplasia intimal pelo aumento de Apo J após lesão com balão em ratos. Portanto, a Apo J foi identificada como tendo um papel central no processo de migração, adesão e proliferação vascular, e que pode contribuir significativamente na reestenose após lesão vascular.

[…]

  • Angioplastia
  • Artérias Carótidas
  • Clusterina/genética
  • Intervenção Coronária Percutânea/tendências
  • Ratos
  • Reestenose Coronária
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/10/2018 DOI: 10.5935/abc.20180204 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Dourado PMM. A Rosuvastatina Diminui a Formação de Neoíntima por Aumento de Apo J, Reduzindo a Reestenose após Lesão com Balão em Ratos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(4):569-70.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Dourado, Paulo Magno Martins. A Rosuvastatina Diminui a Formação de Neoíntima por Aumento de Apo J, Reduzindo a Reestenose após Lesão com Balão em Ratos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 4, p. 569-570, set. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Dourado, P. M. M. (2018). A Rosuvastatina Diminui a Formação de Neoíntima por Aumento de Apo J, Reduzindo a Reestenose após Lesão com Balão em Ratos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(4), 569-570.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Dourado, Paulo Magno Martins. A Rosuvastatina Diminui a Formação de Neoíntima por Aumento de Apo J, Reduzindo a Reestenose após Lesão com Balão em Ratos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 569-570. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/a-rosuvastatina-diminui-a-formacao-de-neointima-por-aumento-de-apo-j-reduzindo-a-reestenose-apos-lesao-com-balao-em-ratos/>. ISSN 0066-782X

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