Matheus Rodrigues Barbosa et al. Henrique Turin Moreira Gustavo Jardim Volpe Danilo Tadao Wada … Minna Moreira Dias Romano Andre Schmidt
Discussão
O cisto pericárdico é uma entidade clínica incomum, com uma incidência estimada de 1/100.000 a 1/10.000 autópsias. Sua etiologia ainda não está completamente esclarecida, mas acredita-se que seja devido a um desenvolvimento anormal do pericárdio durante a embriogênese. Cabe diferenciar o cisto do divertículo pericárdico, que possivelmente apresentam a mesma origem mas, neste último, há comunicação com a cavidade pericárdica. A maioria dos casos é assintomática, mesmo com grandes dimensões, sendo a lesão frequentemente descoberta incidentalmente durante exames de imagem ou cirurgias cardíacas. Quando sintomático, a apresentação clínica é variável e pode incluir sintomas cardiorrespiratórios, como dor torácica, dispneia, tosse, morte súbita cardíaca ou sinais de tamponamento cardíaco.
O diagnóstico de cisto pericárdico é inicialmente suspeitado pela realização incidental de uma radiografia de tórax, que evidencia a massa acolada à silhueta cardíaca. A dopplerecocardiografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética cardíaca permitem confirmar o diagnóstico, notadamente as duas últimas. A radiografia de tórax pode revelar uma massa mediastinal ou uma área de densidade aumentada. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética cardíaca oferecem informações mais detalhadas sobre a localização, o tamanho e as características do cisto. A ecocardiografia transtorácica pode ser útil na avaliação da função cardíaca e da presença de complicações relacionadas ao cisto, como compressão cardíaca. O diagnóstico diferencial deve incluir neoplasias e, mais raramente, cistos hidáticos migratórios, que podem ser únicos.
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