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  2. Palavra-chave: cardiopatia
Estudo cardiológico longitudinal em crianças expostas ao vírus da imunodeficiência humana tipo 1 por via perinatal
ABC
Artigo Original

Estudo cardiológico longitudinal em crianças expostas ao vírus da imunodeficiência humana tipo 1 por via perinatal

Maria Suely Bezerra Diógenes et al. Regina Célia de Menezes Succi Daisy M. Machado Valdir Ambrósio Moisés … Neil Ferreira Novo Antonio Carlos Carvalho

OBJETIVO: Determinação da freqüência das alterações cardíacas e sua evolução nas crianças expostas ao HIV-1 por via perinatal. MÉTODOS: Realizada avaliação seqüencial clínico-cardiológica, eletrocardiográfica e ecocardiográfica Doppler em 84 crianças expostas ao HIV-1. RESULTADOS: Grupo I (sororreversão) 43 crianças (51,2%). Ausência de alterações clínicas. ECG: distúrbio de condução de ramo direito 5 casos. ECO: CIA (1 caso) e CIV (1 caso). Grupo II 41 infectados (48,8%) com 51,2% de alterações cardiológicas. Crianças assintomáticas ou com sintomas leves, sem imunossupressão: alterações clínico-ecocardiográficas ausentes; ECG: distúrbio de condução de ramo direito (2 casos). Crianças com comprometimento clínico-imunológico moderado e severo: Alterações encontradas: 1) Clínicas (31,7%): taquicardia isolada (1 caso), ICC (12 casos). 2) Eletrocardiográficas (43,9%): taquicardia sinusal associada a outras alterações (10 casos), distúrbio de condução de ramo direito (5 casos), BDAS (1 caso), HBAD (1 caso), alterações da repolarização ventricular (11 casos), SVD (2 casos), SVE (1 caso), desvio do AQRS para direita (1 caso), arritmias (3 casos). 3) Ecocardiográficas (26,8%): miocardiopatia dilatada (5 casos), derrame pericárdico com tamponamento (2 casos), hipertensão pulmonar (2 casos) e prolapso da valva mitral (1 caso). CONCLUSÃO: O envolvimento cardíaco foi uma característica do grupo infectado. Houve maior prevalência de alterações nas crianças pertencentes à categoria clínico-imunológica mais avançada. Os achados clínicos, eletrocardiográficos e ecocardiográficos mais freqüentes foram, respectivamente, ICC, alterações da repolarização ventricular e miocardiopatia dilatada. Esta foi reversível em um caso. As alterações eletrocardiográficas foram significantemente mais freqüentes que as clínicas e ecocardiográficas.

  • cardiopatia
  • Ecocardiograma
  • Eletrocardiograma
  • HIV
  • transmissão vertical
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
07/11/2005 DOI: 10.1590/S0066-782X2005001700002 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Interação clínica entre moléstia de Chagas e hipertensão arterial primária em um serviço de referência ambulatorial

Maria Elena Guariento et al. José Eduardo Bagnara Orosz José Antonio Rocha Gontijo

OBJETIVO: Caracterizar a associação entre doença de Chagas e hipertensão arterial primária. MÉTODOS: Estudaram-se os chagásicos crônicos acompanhados pelo Grupo de Estudos em Doença de Chagas (Unicamp), no período de 15 anos, considerando-se: hipertensão arterial, forma clínica da doença, sexo, idade e raça. Confrontaram-se dados dos chagásicos hipertensos com os dos não hipertensos. RESULTADOS: Constatou-se que entre 878 chagásicos, 37% eram também hipertensos, dos quais 65% tinham cardiopatia, contra 49% do grupo normotenso; 31% dos chagásicos hipertensos apresentavam descompensação hemodinâmica, contra 24% dos não hipertensos. Entre os chagásicos hipertensos 41% eram negróides e 35% caucasóides; 50% dos chagásicos hipertensos tinham mais de 45 anos contra 29% dos não hipertensos. CONCLUSÃO: A associação entre moléstia de Chagas e hipertensão arterial primária cursou com um freqüente e mais grave comprometimento cardíaco, sendo esta mais prevalente nas faixas etárias mais elevadas.

  • cardiopatia
  • Doença de Chagas
  • hipertensão arterial primária
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
08/01/2002 DOI: 10.1590/S0066-782X1998000600009

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Diógenes MSB, Succi RCM, Machado DM, Moisés VA, Novo NF, Carvalho AC. Estudo cardiológico longitudinal em crianças expostas ao vírus da imunodeficiência humana tipo 1 por via perinatal. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2005;85(4):233-40.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Diógenes, Maria Suely Bezerra; Succi, Regina Célia de Menezes; Machado, Daisy M.; Moisés, Valdir Ambrósio; Novo, Neil Ferreira; Carvalho, Antonio Carlos. Estudo cardiológico longitudinal em crianças expostas ao vírus da imunodeficiência humana tipo 1 por via perinatal. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 85, n. 4, p. 233-240, nov. 2005.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Diógenes, M. S. B., Succi, R. C. M., Machado, D. M., Moisés, V. A., Novo, N. F., & Carvalho, A. C. (2005). Estudo cardiológico longitudinal em crianças expostas ao vírus da imunodeficiência humana tipo 1 por via perinatal. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 85(4), 233-240.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Diógenes, Maria Suely Bezerra and Succi, Regina Célia de Menezes and Machado, Daisy M. and Moisés, Valdir Ambrósio and Novo, Neil Ferreira and Carvalho, Antonio Carlos. Estudo cardiológico longitudinal em crianças expostas ao vírus da imunodeficiência humana tipo 1 por via perinatal. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2005, vol. 85, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 233-240. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/estudo-cardiologico-longitudinal-em-criancas-expostas-ao-virus-da-imunodeficiencia-humana-tipo-1-por-via-perinatal/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Guariento ME, Orosz JEB, Gontijo JAR. Interação clínica entre moléstia de Chagas e hipertensão arterial primária em um serviço de referência ambulatorial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2002;70(6):431-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Guariento, Maria Elena; Orosz, José Eduardo Bagnara; Gontijo, José Antonio Rocha. Interação clínica entre moléstia de Chagas e hipertensão arterial primária em um serviço de referência ambulatorial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 70, n. 6, p. 431-434, jan. 2002.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Guariento, M. E., Orosz, J. E. B., & Gontijo, J. A. R. (2002). Interação clínica entre moléstia de Chagas e hipertensão arterial primária em um serviço de referência ambulatorial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 70(6), 431-434.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Guariento, Maria Elena and Orosz, José Eduardo Bagnara and Gontijo, José Antonio Rocha. Interação clínica entre moléstia de Chagas e hipertensão arterial primária em um serviço de referência ambulatorial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2002, vol. 70, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 431-434. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/interacao-clinica-entre-molestia-de-chagas-e-hipertensao-arterial-primaria-em-um-servico-de-referencia-ambulatorial/>. ISSN 0066-782X

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