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  2. Palavra-chave: Aterosclerose / complicações
Figura 1
ABC
Artigo Original

Frequência de Aterosclerose Subclínica em Brasileiros Infectados pelo HIV

Péricles Sidnei Salmazo et al. Silméia Garcia Zanati Bazan Flávio Gobbis Shiraishi Rodrigo Bazan … Katashi Okoshi João Carlos Hueb

Resumo

Fundamento:

Aterosclerose e AIDS são importantes problemas de saúde pública. A maior sobrevida de indivíduos infectados pelo HIV acha-se associada com maior número de eventos cardiovasculares nessa população, mas tal associação ainda não foi completamente esclarecida.

Objetivos:

Identificar a frequência de aterosclerose subclínica em pacientes infectados pelo HIV em comparação a controles; analisar as associações entre aterosclerose e variáveis clínicas e laboratoriais, fatores de risco cardiovascular e escore de risco de Framingham (ERF) para doença coronariana.

Métodos:

Estudo prospectivo transversal caso-controle avaliando a presença de aterosclerose subclínica em 264 pacientes infectados pelo HIV e 279 controles. A avaliação clínica incluiu ultrassonografia das artérias carótidas, análise da rigidez arterial através da velocidade de onda de pulso (VOP) e augmentation index (AIx), exames laboratoriais do sangue periférico e determinação do risco cardiovascular segundo os critérios do ERF. O nível de significância adotado na análise estatística foi p < 0,05.

Resultados:

Placas foram identificadas em 37% do grupo infectado pelo HIV e em 4% dos controles (p < 0,001). A espessura médio-intimal carotídea foi maior no grupo HIV do que nos controles (p < 0,001). Pacientes com placa carotídea apresentaram maiores níveis de glicemia de jejum, colesterol total, colesterol da lipoproteína de baixa densidade e triglicérides do que aqueles sem placas. A presença do HIV, ajustada por idade, sobrepeso/obesidade e tabagismo aumentou em quase cinco vezes o risco de placa aterosclerótica carotídea (OR: 4,9; IC95%: 2,5-9,9; p < 0,001). Exposição aos inibidores da protease não influenciou a espessura médio-intimal carotídea, não se associou com frequência de placa carotídea e não alterou as características mecânicas do sistema arterial (VOP e AIx).

Conclusões:

Pacientes infectados pelo HIV apresentam maior risco de aterosclerose na associação com os clássicos fatores de risco cardiovascular. Tratamento com os inibidores da protease não promove alterações funcionais nas artérias, nem se associa com maior frequência de placas ateroscleróticas carotídeas. O ERF pode ser inadequado para essa população.

  • Aterosclerose / complicações
  • Doenças Cardiovasculares / mortalidade
  • Espessura Íntima-Média Carotídea
  • Fatores de risco
  • HIV
  • Rigidez Vascular
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
09/04/2018 DOI: 10.5935/abc.20180058 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Original Article

Padrão Lipídico Discordante e Placa Aterosclerótica Carotídea. Importância do Colesterol Remanescente

Walter Masson et al. Martín Lobo Graciela Molinero Daniel Siniawski

Resumo

Fundamento:

Indivíduos com níveis de não HDL-C excedendo em 30 mg/dl aqueles de LDL-C (discordância lipídica) ou com altos níveis de colesterol remanescente poderiam ter maior risco cardiovascular residual.

Objetivos:

Métodos:

Pacientes de prevenção primária sem diabetes ou sem terapia hipolipemiante foram incluídos. Independentemente do nível de LDL-C, definiu-se “discordância lipídica” como um valor de não HDL-C excedendo em 30 mg/dl aquele de LDL-C. Calculou-se o colesterol remanescente como colesterol total menos HDL-C menos LDL-C na presença de triglicerídeos < 4,0 mmol/l. Usou-se ultrassom para avaliar a presença de placa carotídea. Modelos de regressão logística múltipla foram construídos.

Resultados:

Este estudo incluiu 772 pacientes (idade média, 52 ± 11 anos; 66% mulheres). A prevalência de discordância lipídica foi de 34%. Sexo masculino e índice de massa corporal mostraram associação independente com padrão lipídico discordante. A prevalência de placa carotídea foi maior em indivíduos com discordância lipídica (40,2% vs. 29,2; p = 0,002). A análise multivariada mostrou associação do padrão lipídico discordante com maior probabilidade de placa carotídea (OR: 1,58; IC95%: 1,08-2,34; p = 0,02). Da mesma forma, identificou-se uma significativa associação entre colesterol remanescente calculado e placa carotídea.

Conclusão:

Discordância lipídica e presença de nível mais alto de colesterol remanescente calculado acham-se associados com aterosclerose subclínica. Nossos achados podem ser usados para aprimorar a avaliação de risco cardiovascular residual.

  • Artérias Carótidas
  • Aterosclerose / complicações
  • LDL-Colesterol
  • Lipoproteínas LDL
  • Placa Aterosclerótica
  • VLDL-Colesterol
Ler artigo completo
Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/06/2017 DOI: 10.5935/abc.20170069 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Salmazo PS, Bazan SGZ, Shiraishi FG, Bazan R, Okoshi K, Hueb JC. Frequência de Aterosclerose Subclínica em Brasileiros Infectados pelo HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;110(5):402-10.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Salmazo, Péricles Sidnei; Bazan, Silméia Garcia Zanati; Shiraishi, Flávio Gobbis; Bazan, Rodrigo; Okoshi, Katashi; Hueb, João Carlos. Frequência de Aterosclerose Subclínica em Brasileiros Infectados pelo HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 5, p. 402-410, abr. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Salmazo, P. S., Bazan, S. G. Z., Shiraishi, F. G., Bazan, R., Okoshi, K., & Hueb, J. C. (2018). Frequência de Aterosclerose Subclínica em Brasileiros Infectados pelo HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 110(5), 402-410.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Salmazo, Péricles Sidnei and Bazan, Silméia Garcia Zanati and Shiraishi, Flávio Gobbis and Bazan, Rodrigo and Okoshi, Katashi and Hueb, João Carlos. Frequência de Aterosclerose Subclínica em Brasileiros Infectados pelo HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 110, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 402-410. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/frequencia-de-aterosclerose-subclinica-em-brasileiros-infectados-pelo-hiv/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Masson W, Lobo M, Molinero G, Siniawski D. Padrão Lipídico Discordante e Placa Aterosclerótica Carotídea. Importância do Colesterol Remanescente. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;108(6):526-32.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Masson, Walter; Lobo, Martín; Molinero, Graciela; Siniawski, Daniel. Padrão Lipídico Discordante e Placa Aterosclerótica Carotídea. Importância do Colesterol Remanescente. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 108, n. 6, p. 526-532, maio. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Masson, W., Lobo, M., Molinero, G., & Siniawski, D. (2017). Padrão Lipídico Discordante e Placa Aterosclerótica Carotídea. Importância do Colesterol Remanescente. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 108(6), 526-532.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Masson, Walter and Lobo, Martín and Molinero, Graciela and Siniawski, Daniel. Padrão Lipídico Discordante e Placa Aterosclerótica Carotídea. Importância do Colesterol Remanescente. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 108, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 526-532. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/padrao-lipidico-discordante-e-placa-aterosclerotica-carotidea-importancia-do-colesterol-remanescente/>. ISSN 0066-782X

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