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Valores de Normalidade para Ressonância Magnética Cardiovascular: Uma Revisão Analítico-Comparativa com Ênfase na População Brasileira

RESUMO

Fundamento:

A ressonância magnética cardiovascular (RMC) é o método de referência para avaliação morfofuncional cardíaca. No Brasil, a aplicação de valores de normalidade internacionais enfrenta desafios relacionados à miscigenação populacional, heterogeneidade técnica entre centros e ausência de padronização nacional, o que pode impactar a acurácia diagnóstica.

Objetivos:

Comparar valores de normalidade de parâmetros morfofuncionais obtidos por RMC entre uma revisão internacional multicêntrica e uma publicação nacional, discutindo concordância, divergências metodológicas e implicações para a prática clínica brasileira.

Métodos:

Revisão analítico-comparativa entre dados sumarizados de uma revisão internacional de valores de referência em RMC e um estudo brasileiro. Foram comparadas médias e desvios-padrão das principais variáveis ventriculares, com avaliação de sobreposição de IC95%, teste t de Welch e tamanho de efeito (Hedges’ g). Propuseram-se pontos de corte baseados em desvios-padrão para gradação de anormalidade.

Resultados:

Observou-se concordância global entre as médias na maioria das variáveis. Diferenças estatisticamente significativas ocorreram em poucos parâmetros, principalmente diâmetros ventriculares e massa ventricular esquerda, com tamanhos de efeito pequenos a moderados. As discrepâncias foram atribuídas, em grande parte, a diferenças metodológicas de mensuração e indexação.

Conclusões:

Os valores internacionais de normalidade podem ser utilizados na prática clínica brasileira, desde que ajustados por superfície corporal e interpretados à luz de particularidades locais. A padronização de protocolos e estudos multicêntricos nacionais são necessários para maior robustez e validação regional.

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