O Fascínio da Síndrome de Wolff-Parkinson-White
Quase um século após sua descrição inicial, o número anual de publicações sobre a síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) continua a aumentar (). Um fenômeno fascinante, considerando que já há alguns anos dispomos de técnicas para ablação e cura da doença. Poderia-se esperar uma atitude do tipo “problema resolvido” graças à ablação, e que o interesse pela doença diminuiria consideravelmente. A ilustra o progresso alcançado desde 1930. Cada nova publicação ainda traz informações importantes, como é o caso hoje do estudo de Mario et al.²
Em uma grande coorte de pacientes com via acessória atrioventricular, os autores descobriram que idade avançada e localização lateral esquerda da via acessória estavam associadas a uma ocorrência significativa de fibrilação atrial espontânea, atingindo 18,6% no grupo etário acima de 60 anos, ou seja, quase um em cada cinco pacientes. Infelizmente, não havia dados disponíveis sobre a presença de vias acessórias manifestas versus ocultas.
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