Escore VExUS na Alta Hospitalar como Preditor de Readmissão em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Agudamente Descompensada: Estudo de Coorte
Resumo
Fundamento
A congestão venosa residual é um dos principais contribuintes para a readmissão de pacientes com insuficiência cardíaca, e o escore de ultrassonografia de excesso venoso (VExUS) é uma ferramenta potencialmente útil para avaliar a congestão sistêmica.
Objetivos
O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre o escore VExUS antes da alta hospitalar em pacientes com insuficiência cardíaca e o risco de readmissão por insuficiência cardíaca agudamente descompensada (ICAD) em até 90 dias após a alta.
Métodos
O presente estudo de coorte prospectivo envolveu adultos com sinais e sintomas de ICAD, fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 40% ou menos (insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida), sintomas de classe funcional II a IV da New York Heart Association e evidência clínica de congestão venosa necessitando de diuréticos intravenosos. Momentos antes da alta, realizamos avaliação do escore VExUS. O desfecho primário foi um desfecho composto de readmissão ou visitas de emergência devido à ICAD dentro de 90 dias após a alta hospitalar. A significância estatística foi estabelecida em p < 0,05.
Resultados
A coorte foi composta por 49 indivíduos, dos quais 11 (22,4%) apresentaram o desfecho primário. Na alta, 34,7% dos participantes tiveram escore VExUS de 2 ou 3. Os pacientes com VExUS de 2 e 3 tiveram maior proporção do desfecho primário quando comparados aos pacientes com VExUS de 0 (35,3% versus 9%, p = 0,044).
Conclusões
Uma proporção significativa de pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida admitidos por ICAD apresentou sinais clínicos e ultrassonográficos de congestão residual na alta. Pacientes com escore VExUS de 2 ou 3 no momento da alta hospitalar apresentaram maior risco de readmissões ou visitas de emergência por ICAD após 90 dias.
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