Relação entre a Razão Nitrogênio Ureico/Creatinina e Prognóstico de Insuficiência Cardíaca em Todo o Espectro da Fração de Ejeção
Resumo
Fundamento
Em pacientes com insuficiência cardíaca (IC), devido à relativa deficiência do volume sanguíneo, a ativação do sistema neuro-hormonal leva à vasoconstrição renal, que afeta o teor de nitrogênio ureico (NU) e creatinina (C) no organismo, sendo que NU e C são facilmente afetados por outros fatores. Portanto, a razão NU/C pode ser utilizada como mais um marcador para o prognóstico da IC.
Objetivo
Explorar o prognóstico do desfecho adverso da IC no grupo NU/C alta em comparação com o grupo NU/C baixa em todo o espectro da fração de ejeção.
Métodos
De 2014 a 2016, pacientes sintomáticos hospitalizados com IC foram recrutados e acompanhados para observar desfechos cardiovasculares adversos. Foram realizadas análise logística e a análise COX para determinar a significância. Valores de p<0,05 foram considerados estatisticamente significativos.
Resultados
Na análise de regressão logística univariada, o grupo NU/C alta apresentou maior risco de desfecho adverso na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp). A análise de regressão logística multivariada mostrou que o risco de morte cardíaca no grupo ICFEr foi maior do que no grupo NU/C baixa, enquanto o risco de morte por todas as causas foi significativo apenas em 3 meses (p<0,05) (Ilustração Central). O risco de morte por todas as causas no grupo NU/C alta no grupo ICFEP foi significativamente maior do que no grupo NU/C baixa em dois anos.
Conclusão
O grupo NU/C alta está relacionado ao risco de mau prognóstico da ICFEP, não sendo inferior ao valor preditivo da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE).
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