Morte por Câncer e Doença Cardiovascular entre Dois Brasis
Introdução
O envelhecimento da população tem-se configurado como uma das principais tendências mundiais nas prospecções de futuro, e o Brasil se firma dentro desse cenário aceleradamente. No entanto, em países como Japão, Suíça e Espanha, a expectativa de vida é estimada em mais de 83 anos; em outros, como Nigéria e Somália, as pessoas vivem, em média apenas até os 55 anos. No Brasil, a expectativa de vida em 2018 foi estimada em 71 anos. A relação entre saúde e desenvolvimento é bastante complexa e apresenta inúmeras interações. Tanto a expectativa de vida como as principais causas de morte figuram como indicadores da qualidade de vida de uma região, de um país. Sinalizam sobre estilo de vida (e orientações de mudança adequadas), serviço prestado à comunidade na saúde preventiva e avanços em técnicas diagnósticas. As condições de saúde são influenciadas pelo ambiente socioeconômico, já que indicadores de renda e nível educacional mais elevados traduzem-se em adoção de hábitos de vida mais saudáveis e, naturalmente, acesso a tratamentos mais eficazes.
No passado, as doenças transmissíveis representavam a principal causa de morte. Entre os países de baixa renda, em 2016, 52% das mortes foram causadas por doenças transmissíveis, condições decorrentes da gravidez e parto e outras questões relacionadas com déficits nutricionais. Já nos países de renda elevada, essas mesmas causas foram responsáveis por, no máximo, 7% das mortes. Estima-se que, até 2030, a maioria dos países já tenha realizado a tão proclamada transição epidemiológica e esteja em um perfil de maior prevalência de doenças não transmissíveis.
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