Um Olhar sobre o Stress nas Mulheres com Infarto Agudo do Miocárdio
Resumo
Fundamento:
As mulheres parecem ser mais suscetíveis ao estresse psicossocial quando comparadas aos homens, e o estresse está associado a piora na evolução clínica dos pacientes após o infarto agudo do miocárdio (IAM).
Objetivos:
Investigar se o sexo feminino é preditor independente de risco para o estresse e comparar os níveis de estresse entre mulheres e homens com IAM.
Métodos:
Estudo transversal de uma série de casos, realizado entre janeiro de 2017 e junho de 2018. Pacientes com idade entre 18 e 65 anos, atendidos na instituição por IAM nesse período. A existência de estresse foi avaliada por meio do Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de LIPP (ISSL), que o categoriza em quatro fases: alerta, resistência, quase exaustão e exaustão, com base em uma lista de sintomas físicos e psicológicos. Os dados foram analisados pelo programa estatístico Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 24.0. O nível de significância adotado foi um valor de p < 0,05.
Resultados:
Dos 330 entrevistados, 89% das mulheres e 70% dos homens apresentaram estresse; o sexo feminino quase triplicou as chances de sofrê-lo (EXP (B) 2,79; p = 0,02). Quanto às quatro fases, as mulheres mostraram-se mais em quase exaustão e exaustão, e os homens, mais em resistência.
Conclusões:
Este estudo evidenciou que as mulheres se encontram na terceira e quarta fases do estresse, ou seja, em situações de estresse psicossocial duradouras. Tais resultados podem auxiliar no desenvolvimento de estratégias específicas para prevenção e promoção da saúde conforme os sexos, visando minimizar os efeitos do estresse nesses pacientes.
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