Editorial

Ressuscitação Cardiopulmonar Extracorpórea na América Latina: O Desafio Vai Além do Financiamento

Quando a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) convencional falha em restaurar a circulação após uma parada cardíaca, a janela de sobrevivência com um desfecho neurológico favorável se reduz rapidamente. A ressuscitação cardiopulmonar extracorpórea (ECPR) surgiu como uma estratégia potencial para prolongar essa janela, estabelecendo rapidamente o suporte cardiopulmonar por meio de oxigenação por membrana extracorpórea venoarterial (ECMO-VA). De acordo com a Extracorporeal Life Support Organization (ELSO), a ECPR é definida como o início rápido da ECMO-VA em pacientes com parada cardíaca refratária que não obtêm retorno sustentado da circulação espontânea por meio da ressuscitação convencional.

A ECPR tornou-se uma estratégia de resgate consolidada para parada cardiorrespiratória refratária, tanto em ambientes hospitalares (PCR-IH) quanto em casos selecionados de ambientes extra-hospitalar (PCR-EH) encaminhados a centros especializados. Os desfechos após PCR diferem substancialmente entre esses contextos. Pacientes com PCR-IH geralmente apresentam melhor sobrevida e melhores resultados neurológicos do que aqueles com PCR-EH, principalmente devido ao reconhecimento precoce, RCP imediata de alta qualidade e acesso rápido a intervenções avançadas, como desfibrilação e monitoramento invasivo. Por outro lado, a PCR-EH está frequentemente associada a atrasos no reconhecimento e tratamento, intervalos prolongados de ausência ou baixo fluxo sanguíneo e variabilidade no atendimento pré-hospitalar. A intervenção oportuna e o acesso rápido a terapias avançadas continuam sendo determinantes críticos para a sobrevida e a recuperação neurológica.

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