Redução do Seio Coronário para Tratamento de Angina Refratária: O que Aprendemos 70 Anos após a Cirurgia de Beck?
Resumo
Com o aumento da prevalência das síndromes coronarianas crônicas, muitos pacientes com aterosclerose extensa apresentam angina não controlada, mesmo recebendo a terapia médica otimizada. Isso se aplica especialmente a pacientes que não são candidatos adequados à revascularização cirúrgica ou percutânea. Diversos tratamentos têm sido investigados para o manejo da angina pectoris e, nesse contexto, o redutor do seio coronário surgiu como uma opção terapêutica promissora. Desde a década de 1950, com o início da cirurgia de Beck, o seio venoso coronário tem sido um ponto focal de pesquisa em terapias anti-isquêmicas.
Avanços científicos significativos foram alcançados no estreitamento do seio venoso nas últimas duas décadas. Graças às melhorias tecnológicas em procedimentos minimamente invasivos e aos métodos mais precisos de avaliação do fluxo sanguíneo miocárdico, uma nova opção terapêutica tornou-se disponível para pacientes que sofrem de angina refratária e, possivelmente, de disfunção microvascular.
Nesta revisão, nosso objetivo é examinar os principais conceitos relacionados à angina pectoris e à isquemia miocárdica, destacando o histórico, o racional fisiopatológico e os aspectos técnicos da redução do seio coronário como terapia para angina refratária. Além disso, exploraremos as evidências científicas das últimas décadas, bem como identificaremos lacunas existentes e delinearemos direções futuras de pesquisa sobre esse tratamento emergente.
Os comentários são moderados pela equipe editorial antes da publicação. As discussões devem ser baseadas em evidências e utilizar linguagem científica. Conflitos de interesse devem ser declarados.