Diretrizes

Diretriz de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia – 2024

Prefácio

No Brasil, as doenças cardiovasculares representam uma causa importante de mortalidade. No período entre 2010 e 2019, 28% das fatalidades registradas pelo Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) decorreram desse grupo de patologias. Dentro das medidas envolvidas no enfrentamento a esse problema de saúde pública, as estratégias de utilização racional de recursos vêm recebendo contribuição importante com o desenvolvimento de técnicas de diagnóstico por imagem. Notadamente, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética têm ampliado o seu potencial dentro do arsenal diagnóstico e prognóstico na doença cardiovascular, bem como vêm oferecendo bases para o planejamento de diferentes modalidades de procedimentos terapêuticos (cirúrgicos e/ou minimamente invasivos).

A área da imagem cardiovascular encontra-se em evolução exponencial. Nos últimos anos, o surgimento e o aprimoramento de novas técnicas relacionadas à detecção de doença arterial coronariana, bem como aquelas relacionadas ao estudo anatômico e funcional do miocárdio, permitiram a expansão das indicações de tomografia computadorizada e ressonância magnética cardíaca no manejo do paciente com cardiopatia. Paralelamente, resultados de grandes estudos multicêntricos permitiram definições mais assertivas na utilização desses métodos em cenários específicos, ratificando e retificando indicações anteriormente inconclusivas.

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