Associação Não é o Mesmo que Acurácia
Prezado Editor,
Em artigo recente, dos Santos e cols. concluíram que em pacientes com síndromes coronarianas agudas “os escores de risco se correlacionam com gravidade da doença coronária”. Essa aparente conclusão positiva esconde o baixo desempenho desses escores em predizer doença coronariana obstrutiva, por duas razões. Primeiro, diante de uma situação diagnóstica (presença de doença coronariana ≥ 50%), o enfoque clínico deve ser em acurácia; segundo, associação (descrito no artigo como correlação) não garante acurácia.
O enfoque principal desse trabalho deveria ser as medidas de acurácia, como área abaixo da curva ROC, que variaram de 0,56 a 0,70. Embora estatisticamente significantes, esses valores indicam baixa acurácia do ponto de vista diagnóstico. Corroborando esses achados, em recente artigo publicado neste mesmo periódico, nosso grupo concluiu que “o grau de associação [entre escores e anatomia coronária] não é suficiente para que os escores de risco sejam preditores acurados dos resultados da angiografia”.
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