Marina Carneiro de Freitas Roque et al. Percival D. Sampaio-Barros Ana Lucia Arruda Sergio Barros-Gomes … Derly Becker José Lazaro de Andrade Ana Clara Tude Rodrigues
Resumo
Fundamento:
A esclerose sistêmica (ES) é uma anomalia do tecido conjuntivo caracterizada por fibrose da pele e dos órgãos internos. O envolvimento cardíaco com consequente disfunção miocárdica na ES está associado a uma maior morbimortalidade.
Objetivo:
Investigar a função diastólica do ventrículo esquerdo (VE) em pacientes com ES e função sistólica preservada.
Método:
Pacientes com ES foram estudados com ecocardiografia bidimensional com Doppler tecidual para análise dos diâmetros cavitários, índice de massa do VE (IMVE), volume indexado do átrio esquerdo (VAEi), função sistólica biventricular e presença, além de grau de disfunção diastólica (DD) pelo Doppler convencional e tecidual.
Resultados:
Estudamos 50 pacientes, divididos conforme presença de DD em Grupo 1 (n = 25; função diastólica normal, razão E/A ≥ 0,8, tempo de desaceleração [TD] > 150 ms e 8 cm/s) e Grupo 2 (n = 25; com presença de DD, subdividido em DD tipo I [E/A 200 ms], tipo II [E/A ≥ 0,8, e’ septal 34 mL/m2] e tipo III [E/A > 2, TD < 150 ms, e’ septal < 8 cm/s]. A DD tipo I foi a mais frequente (34%), seguida de DD tipo II (16%). O IMVE e o VAEi foram similares entre os grupos, porém a e’ septal e lateral estiveram reduzidas apenas no Grupo 2. No Grupo 2, observamos que os pacientes com DD moderada apresentavam maior duração da doença (p = 0,02).
Conclusão:
A prevalência de DD tipo I foi elevada na ES e esteve associada ao envelhecimento. No caso da DD moderada, a duração da doença despontou como um fator importante.