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  2. Palavra-chave: TAVI
ABC
Editorial

A Válvula Esquecida não deve ser Abandonada: Impacto da Insuficiência Tricúspide nos Resultados Clínicos após Implante de Válvula Aórtica Transcateter

Gabriel Kanhouche et al. Henrique B. Ribeiro

A estenose aórtica (EAo) grave é uma doença frequente e potencialmente grave se não for tratada. Apesar da ampla adoção da substituição cirúrgica da válvula aórtica (SAVR) e, mais recentemente, do implante transcateter da válvula aórtica (TAVI), as taxas de mortalidade no seguimento de médio e longo prazo permanecem relativamente altas, especialmente para pacientes de mais alto risco. , Da mesma forma, embora a TAVI transfemoral tenha se tornado a abordagem dominante para pacientes com idade > 70 anos, permitindo uma redução significativa nas taxas de mortalidade por todas as causas e cardíacas em comparação à SAVR, o prognóstico de determinados subgrupos de pacientes ainda está comprometido. Portanto, estudos anteriores na área de TAVI têm se concentrado em ajudar na estratificação de risco desses pacientes. Por exemplo, Généreux et al. , demonstraram que a extensão do dano cardíaco entre pacientes com EAo submetidos ao TAVI pode desempenhar um papel importante. Assim, um impacto gradual em mortalidade no seguimento foi demonstrado quando os pacientes com EAo também apresentavam comprometimento da câmara esquerda, com ou sem regurgitação mitral, seguida de hipertensão pulmonar, com ou sem insuficiência tricúspide (IT) e, finalmente, com disfunção do ventrículo direito. Vale ressaltar que os dois últimos estágios (com IT moderada ou grave e disfunção do ventrículo direito) representam a maior taxa de mortalidade, chegando a 20% em 1 ano. Além do grau de IT, há controvérsia sobre se as mudanças no grau IT no seguimento também podem desempenhar um papel nos resultados clínicos.

Nesta edição do jornal, Erbano et al. avaliaram a associação entre IT e mortalidade em uma revisão sistemática e metanálise de pacientes com EAo submetidos ao TAVI, tendo também avaliado as mudanças na gravidade da IT pós-TAVI e sua relação com a mortalidade a curto e médio prazos. O desfecho primário foi definido como a incidência de mortalidade por todas as causas de acordo com os graus de IT pré-procedimento. Os desfechos secundários incluíram mortalidade cardíaca e hospitalização por insuficiência cardíaca. Os autores incluíram 24 estudos, com mais de 45.000 pacientes, cuja idade média foi de 81,7±8,5 anos; 52% eram do sexo feminino, com média de escore de risco pelo Society of Thoracic Surgeons (STS) de 8,2±6,0. Aproximadamente 22% dos pacientes apresentavam IT moderada ou grave no início do estudo. Após um acompanhamento médio de 1,2 anos, a análise agrupada de 14 estudos revelou que graus mais altos de IT foram associados a um pior prognóstico. A IT grave foi associada a um aumento de 83% na mortalidade em comparação com IT leve no curto prazo e 56% no médio prazo. Na análise agrupada, a persistência de graus moderados/graves de IT, após um seguimento médio de 21 meses pós-TAVI, também foi associada a um aumento de 2 vezes na mortalidade por todas as causas.

[…]

  • Dano Cardíaco Extravalvar
  • Estenose Aórtica
  • Implante Transcateter de Válvula Aórtica
  • insuficiência tricúspide
  • Regurgitação tricúspide
  • TAVI
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
14/08/2023 DOI: 10.36660/abc.20230410
ABC
Editorial

Distúrbios de Condução após o Implante Transcateter de Válvula Aórtica: Desafio para mais 20 Anos?

Antonio Hélio Pozetti et al. Henrique Barbosa Ribeiro

O implante transcateter de válvula aórtica (TAVI) é um procedimento bem estabelecido para o tratamento da estenose aórtica grave, independente do risco cirúrgico para pacientes idosos. Desde sua introdução há duas décadas houve grandes avanços tecnológicos nos dispositivos, que aliados a novas técnicas de implante trouxeram reduções significativas nas taxas de complicações periprocedimento, impulsionando sua maior adoção mundialmente. No entanto, a incidência dos distúrbios de condução apresentou redução modesta, permanecendo como a complicação mais frequente após o TAVI, – o que contribui para o aumento da permanência hospitalar, dos custos e da piora dos desfechos clínicos a curto e longo prazos. , Além disso, a abordagem dos distúrbios de condução ainda tem grande variação entre os centros, principalmente em relação ao manejo do bloqueio de ramo esquerdo (BRE) novo, bloqueio atrioventricular avançado (BAV) pós procedimento e bloqueio de ramo direito (BRD) prévio, traduzido em taxas variáveis de implante de marca-passo definitivo (MP). Entre os pacientes que receberam MP após o TAVI também há grande variabilidade com respeito à sua dependência (estimulação ventricular) no seguimento.

Nesta edição do jornal, Pinto et al. avaliaram a incidência de distúrbios de condução, preditores e a taxa de dependência do MP, em uma população de 340 pacientes consecutivos submetidos a TAVI. Os distúrbios de condução ocorreram em mais de 50% dos pacientes pós procedimento, sendo o BRE o mais frequente (32%), com resolução espontânea em 56% deles após 6 meses. A taxa global de implante de MP foi de 18,5%, sendo o BRD prévio seu principal preditor. Entre os pacientes que necessitaram de MP, as principais razões foram BAV avançado (60,3%), seguido do BRE com BAV de baixo grau (22%). De maneira interessante, houve grande variação na porcentagem de estimulação ventricular entre os pacientes que receberam MP, sendo de 83% nos pacientes com BAV avançado (BAVT e Mobitz II) e de apenas 2% naqueles implantados por BRE e BAV de baixo grau (BAV de primeiro grau e Mobitz tipo I). Os resultados deste estudo reforçam os dados da literatura que demonstram a elevada incidência dos distúrbios de condução em cerca da metade dos pacientes após o TAVI e a necessidade de MP definitivo em quase 20% deles. – , Contudo, alguns aspectos deste estudo merecem uma reflexão.

[…]

  • Distúrbios de Condução
  • Marca-passo
  • TAVI
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
21/10/2022 DOI: 10.36660/abc.20220619
IJCS
Original Article

Clinical Characteristics and Mid-Term follow-up of Elderly Patients with Severe Aortic Stenosis not Eligible for TAVI

Mariana Oliveira Rezende et al. Natasha Soares Simões dos Santos Alexandre Aguiar Andrade Mônica Serrano Francischini … Decarthon Vitor Dantas Targino Caio Simoes Souza Carolina de Paulo Maldi Dimytri Alexandre Alvim de Siqueira David Costa de Souza Le Bihan Ibraim Pinto Auristela Isabel de Oliveira Ramos

Abstract

Background:

The treatment for symptomatic severe aortic stenosis (AS) is the correction of valve stenosis by surgical valve replacement and more recently by transcatheter aortic valve implant (TAVI). However, in some high risk surgical patients, TAVI is not possible for technical or clinical reasons or due to the unavailability of the endoprosthesis.

Objective:

The aim of this study was to evaluate a mid-term follow-up of symptomatic severe AS patients who are not eligible for TAVI trials, as well as to identify the clinical features of these patients.

Methods:

This was an observational, retrospective study conducted with 475 symptomatic severe AS patients, evaluated by the Heart Team between 2000 and 2017. Inclusion criterias were: patients considered not to be eligible for TAVI. The Shapiro-Wilk test was applied to evaluate normality. Non-paired t and Mann-Whitney tests were applied for continuous variables, while the chi-squared and Fischer exact tests were applied for categorical variables, with a level of significance of p<0,05.

Results:

The heart team evaluated 475 patients: 25 (5.26%) died before any intervention could be proposed; 326 (68.3%) were submitted to TAVI, so the study population consisted of 124 patients not eligible for TAVI. Of these, 31 (25%) underwent surgery and 93 (75%) remained in clinical treatment. In a mean 56 months- follow-up the mortality in clinical group was 46.2%. In the surgical group the mortality was 23.9% (in-hospital 12.9% and late mortality 11% in a mean 47.4 months follow-up). The patients that died presented a significantly lower left ventricle ejection fraction (LVEF), a smaller valve area, and a larger end-systolic diameter of the LV.

Conclusion:

The mortality of the clinical group’s patients was significantly higher than the surgical mortality (46.2% vs. 12.9%; p=0.021). The patients of the clinical group were older, weighed less, and had a higher incidence of renal failure and a higher STS score.

  • aortic valve replacement
  • Aortic Valve Stenosis
  • TAVI
  • transcatheter prosthesis implant
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28/07/2021 DOI: 10.36660/ijcs.20200177

Como citar este artigo

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Kanhouche G, Ribeiro HB. A Válvula Esquecida não deve ser Abandonada: Impacto da Insuficiência Tricúspide nos Resultados Clínicos após Implante de Válvula Aórtica Transcateter. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2023;120(7):e20230410.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Kanhouche, Gabriel; Ribeiro, Henrique B.. A Válvula Esquecida não deve ser Abandonada: Impacto da Insuficiência Tricúspide nos Resultados Clínicos após Implante de Válvula Aórtica Transcateter. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 120, n. 7, e20230410, ago. 2023.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Kanhouche, G., & Ribeiro, H. B. (2023). A Válvula Esquecida não deve ser Abandonada: Impacto da Insuficiência Tricúspide nos Resultados Clínicos após Implante de Válvula Aórtica Transcateter. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 120(7), e20230410.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Kanhouche, Gabriel and Ribeiro, Henrique B.. A Válvula Esquecida não deve ser Abandonada: Impacto da Insuficiência Tricúspide nos Resultados Clínicos após Implante de Válvula Aórtica Transcateter. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2023, vol. 120, n. 7, [citado 2026-10-14], e20230410. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/a-valvula-esquecida-nao-deve-ser-abandonada-impacto-da-insuficiencia-tricuspide-nos-resultados-clinicos-apos-implante-de-valvula-aortica-transcateter/>. ISSN 0066-782X

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Pozetti AH, Ribeiro HB. Distúrbios de Condução após o Implante Transcateter de Válvula Aórtica: Desafio para mais 20 Anos?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;119(4):531-2.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Pozetti, Antonio Hélio; Ribeiro, Henrique Barbosa. Distúrbios de Condução após o Implante Transcateter de Válvula Aórtica: Desafio para mais 20 Anos?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 119, n. 4, p. 531-532, out. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Pozetti, A. H., & Ribeiro, H. B. (2022). Distúrbios de Condução após o Implante Transcateter de Válvula Aórtica: Desafio para mais 20 Anos?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 119(4), 531-532.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Pozetti, Antonio Hélio and Ribeiro, Henrique Barbosa. Distúrbios de Condução após o Implante Transcateter de Válvula Aórtica: Desafio para mais 20 Anos?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 119, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 531-532. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/disturbios-de-conducao-apos-o-implante-transcateter-de-valvula-aortica-desafio-para-mais-20-anos/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Rezende MO, Santos NSS, Andrade AA, Francischini MS, Targino DVD, Souza CS, Maldi CP, et al. Clinical Characteristics and Mid-Term follow-up of Elderly Patients with Severe Aortic Stenosis not Eligible for TAVI. International Journal of Cardiovascular Sciences 2021;34(5 Supl 1):34-40.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rezende, Mariana Oliveira; Santos, Natasha Soares Simões dos; Andrade, Alexandre Aguiar; Francischini, Mônica Serrano; Targino, Decarthon Vitor Dantas; Souza, Caio Simoes; Maldi, Carolina de Paulo; Siqueira, Dimytri Alexandre Alvim de; Bihan, David Costa de Souza Le; Pinto, Ibraim; Ramos, Auristela Isabel de Oliveira. Clinical Characteristics and Mid-Term follow-up of Elderly Patients with Severe Aortic Stenosis not Eligible for TAVI. International Journal of Cardiovascular Sciences, v. 34, n. 5 Supl 1, p. 34-40, jul. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rezende, M. O., Santos, N. S. S. , Andrade, A. A., Francischini, M. S., Targino, D. V. D., Souza, C. S., Maldi, C. P., Siqueira, D. A. A. , Bihan, D. C. S. L., Pinto, I., & Ramos, A. I. O. (2021). Clinical Characteristics and Mid-Term follow-up of Elderly Patients with Severe Aortic Stenosis not Eligible for TAVI. International Journal of Cardiovascular Sciences, 34(5 Supl 1), 34-40.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Rezende, Mariana Oliveira and Santos, Natasha Soares Simões dos and Andrade, Alexandre Aguiar and Francischini, Mônica Serrano and Targino, Decarthon Vitor Dantas and Souza, Caio Simoes and Maldi, Carolina de Paulo and Siqueira, Dimytri Alexandre Alvim de and Bihan, David Costa de Souza Le and Pinto, Ibraim and Ramos, Auristela Isabel de Oliveira. Clinical Characteristics and Mid-Term follow-up of Elderly Patients with Severe Aortic Stenosis not Eligible for TAVI. International Journal of Cardiovascular Sciences [online]. 2021, vol. 34, n. 5 Supl 1, [citado 2026-10-14], pp. 34-40. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/clinical-characteristics-and-mid-term-follow-up-of-elderly-patients-with-severe-aortic-stenosis-not-eligible-for-tavi-2/>. ISSN 2359-4802

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