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Malformação Congênita Muscular do Septo Interventricular com Características Anatômicas Complexas
ABC
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Malformação Congênita Muscular do Septo Interventricular com Características Anatômicas Complexas

Zafer ışılak et al. Mehmet Uzun Ejder Kardeşoğlu Ömer Uz Uğur Küçük

Um paciente do sexo masculino de 21 anos foi internado com sintomas de dispneia de esforço e palpitações. O exame físico mostrou sopro sistólico grau 3/6, melhor auscultado no espaço intercostal entre 3-4 do lado esquerdo. A ecocardiografia transtorácica mostrou uma câmara separada (asterisco) no septo interventricular. A porção apical da câmara era constituída de tecido muscular e a porção basal, de tecido membranoso e aneurismático (Painel A). Havia uma conexão muscular, semelhante a um túnel, entre o ventrículo esquerdo e a câmara a nível medio-ventricular. O Doppler colorido e de onda contínua revelou um fluxo bidirecional através da passagem (Painéis B, C).

O paciente foi submetido à ecocardiografia transtorácica tridimensional, que revelou dois septos separados. Entre esses septos havia uma terceira câmara (asterisco). Estava ligada tanto ao ventrículo e squerdo (através do septo intermuscular) quanto ao direito (através do defeito no aneurisma de septo membranoso). O aneurisma de septo membranoso era separado do ventrículo esquerdo por uma fina membrana, sem qualquer passagem através dele (Painel D). Os achados de RM foram consistentes com as imagens do ecocardiograma (Painel E). Foi realizada ventriculografia e a angiografia coronariana. As artérias coronárias eram normais; a ventriculografia esquerda mostrou porções musculares e membranosas-aneurismáticas da malformação (Painel F). Foi recomendado ao paciente um procedimento cirúrgico, mas ele se recusou e recebeu alta com recomendações sobre consultas de controle.

[…]

  • Cardiopatias Congênitas
  • Comunicação Interventricular
  • septo interventricular
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/04/2016 DOI: 10.5935/abc.20160045 Visualizações 1
Curva de referência da área do septo interventricular fetal pelo método STIC: estudo preliminar
ABC
Artigo Original

Curva de referência da área do septo interventricular fetal pelo método STIC: estudo preliminar

Liliam Cristine Rolo et al. Luciano Marcondes Machado Nardozza Edward Araujo Júnior Christiane Simioni … Marina Maccagnano Zamith Antonio Fernandes Moron

FUNDAMENTO: A detecção precoce de alterações septais, tais como a hipertrofia septal comumente presente em fetos de mães diabéticas, contribuiria para a redução das altas taxas de mortalidade infantil. OBJETIVO: Determinar intervalos de referência para a área do septo interventricular fetal por meio da ultrassonografia tridimensional (US3D) utilizando o método STIC (Spatio-Temporal Image Correlation). MÉTODOS: Realizou-se um estudo de corte transversal com 69 gestantes normais entre a 18ª e 33ª semanas de gestação. Utilizou-se como referência o plano de quatro câmaras com a ROI (Região de Interesse) posicionada a partir dos ventrículos, sendo a área do septo delimitada de modo manual. Para se avaliar a correlação da área do septo interventricular com a idade gestacional (IG), construíram-se diagramas de dispersão e calculou-se o coeficiente de correlação de Pearson (r), sendo o ajuste realizado pelo coeficiente de determinação (R²). Foram calculadas médias, medianas, desvios-padrão (dp), valores máximo e mínimo. Para o cálculo da reprodutibilidade intraobservador, utilizou-se o coeficiente de correlação intraclasse (CCI). Obteve-se a medida da espessura do septo interventricular e ela foi correlacionada com a IG e a área septal obtida pelo modo renderizado em 52 pacientes utilizando-se o CCI. RESULTADOS: A área do septo interventricular foi altamente correlacionada com a idade gestacional (r = 0,81), e a média aumentou de 0,47 cm² na 18ª para 2,42 cm² na 33ª semana de gestação. A reprodutibilidade intraobservador foi excelente com CCI = 0,994. Não se observou correlação significativa entre a medida do septo interventricular e a IG (R² = 0,200), assim como não houve correlação com a área do septo obtida pelo modo renderizado com CCI = 0,150. CONCLUSÃO: Intervalos de referência para a área do septo interventricular entre a 18ª e 33ª semanas de gestação foram determinados e se mostraram altamente reprodutíveis.

  • coração fetal
  • Gravidez
  • Imagem Tridimensional
  • septo interventricular
  • Valores de Referência
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/04/2011 DOI: 10.1590/S0066-782X2011005000036 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

ışılak Z, Uzun M, Kardeşoğlu E, Uz , Küçük U. Malformação Congênita Muscular do Septo Interventricular com Características Anatômicas Complexas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;106(4):349.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

ışılak, Zafer; Uzun, Mehmet; Kardeşoğlu, Ejder; Uz, Ömer; Küçük, Uğur. Malformação Congênita Muscular do Septo Interventricular com Características Anatômicas Complexas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 106, n. 4, p. 349-349, mar. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

ışılak, Z., Uzun, M., Kardeşoğlu, E., Uz, , & Küçük, U. (2016). Malformação Congênita Muscular do Septo Interventricular com Características Anatômicas Complexas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 106(4), 349-349.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

ışılak, Zafer and Uzun, Mehmet and Kardeşoğlu, Ejder and Uz, Ömer and Küçük, Uğur. Malformação Congênita Muscular do Septo Interventricular com Características Anatômicas Complexas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 106, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 349-349. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/malformacao-congenita-muscular-do-septo-interventricular-com-caracteristicas-anatomicas-complexas/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Rolo LC, Nardozza LMM, Araujo Júnior E, Simioni C, Zamith MM, Moron AF. Curva de referência da área do septo interventricular fetal pelo método STIC: estudo preliminar. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2011;96(5):386-92.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rolo, Liliam Cristine; Nardozza, Luciano Marcondes Machado; Araujo Júnior, Edward; Simioni, Christiane; Zamith, Marina Maccagnano; Moron, Antonio Fernandes. Curva de referência da área do septo interventricular fetal pelo método STIC: estudo preliminar. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 96, n. 5, p. 386-392, mar. 2011.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rolo, L. C., Nardozza, L. M. M., Araujo Júnior, E., Simioni, C., Zamith, M. M., & Moron, A. F. (2011). Curva de referência da área do septo interventricular fetal pelo método STIC: estudo preliminar. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 96(5), 386-392.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Rolo, Liliam Cristine and Nardozza, Luciano Marcondes Machado and Araujo Júnior, Edward and Simioni, Christiane and Zamith, Marina Maccagnano and Moron, Antonio Fernandes. Curva de referência da área do septo interventricular fetal pelo método STIC: estudo preliminar. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2011, vol. 96, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 386-392. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/curva-de-referencia-da-area-do-septo-interventricular-fetal-pelo-metodo-stic-estudo-preliminar/>. ISSN 0066-782X

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