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ABC
Editorial

Podemos Pré-Tratar Enxertos de Veia com Adiponectina para Melhorar sua Permeabilidade?

Maria Cristina de Oliveira Izar et al. Francisco A. H. Fonseca

O enxerto de veia safena continua sendo uma opção para pacientes com doença arterial coronariana multiarterial,, principalmente em indivíduos com diabetes tipo 2. Embora a revascularização do miocárdio deva oferecer melhores taxas de permeabilidade do que os enxertos venosos, em muitas situações, a revascularização completa não pode ser alcançada usando apenas enxertos arteriais. A falha do enxerto venoso foi associada a desfechos cardiovasculares, incluindo mortalidade., Portanto, há uma necessidade de melhorar a permeabilidade do enxerto de veia. Os mecanismos envolvidos na falha do enxerto incluem hiperplasia intimal, proliferação de células musculares lisas e disfunção endotelial, entre outros., Tem havido algumas tentativas de melhorar a preservação dos enxertos de veia safena antes da implantação.

No estudo experimental de Zhou et al., os autores utilizaram veias jugulares autólogas implantadas como enxertos de interposição carotídea em ratos Sprague Dawley. Dois grupos receberam adiponectina (2,5 μg e 7,5 μg) aplicada externamente à ponte de safena, suspensa em gel de Pluronic-F127 30%. Os outros dois grupos (controles) receberam veículo ou nenhum tratamento (apenas bypass). No dia 3, a proliferação celular foi significativamente menor nos enxertos tratados com adiponectina versus controle e tratados com veículo-gel, tanto na íntima quanto na adventícia, enquanto a expressão de VCAM-1 e ICAM-1 foi significativamente regulada negativamente nos enxertos de veias tratadas com adiponectina na semana quatro. Além disso, o tratamento de enxertos de veia com géis carregados de adiponectina reduziu a espessura da íntima, da mídia e da adventícia quando comparado com o controle e enxertos de veias tratadas com gel de veículo no dia 28.

[…]

  • Adiponectina/uso terapêutico
  • Doença da Artéria Coronariana
  • Permeabilidade Capilar
  • Ratos
  • Veia Safena/transplante
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03/12/2021 DOI: 10.36660/abc.20210902 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Estudo da Reatividade Microvascular em Pacientes Hipertensos com Adiposidade Corporal Elevada

Jenifer d'El-Rei et al. Michelle Rabello Cunha Samanta de Souza Mattos Bianca Cristina Marques … Viviane Prangiel de Menezes Ana Rosa Cunha Érica Monteiro França Wille Oigman Mario Fritsch Neves

Resumo

Fundamento:

Diversos índices antropométricos têm sido propostos para determinar a associação entre excesso de peso e fatores de risco cardiovascular.

Objetivo:

Avaliar a relação entre adiposidade corporal e reatividade microvascular em pacientes hipertensos sob terapia anti-hipertensiva.

Métodos:

Pacientes hipertensos tratados de 40 a 70 anos foram submetidos à avaliação de índices antropométricos: conicidade (IC), adiposidade corporal (IAC), adiposidade visceral (IAV) e relação cintura-estatura (RCE). Os participantes foram divididos pelos tercis de percentual de gordura (%G) obtido pela bioimpedância elétrica (BIA) e submetidos a teste de reatividade microvascular (laser speckle contrast image), medida da velocidade da onda de pulso (VOP). O valor de p < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

Resultados:

A variação da área sob a curva (ASC) da perfusão cutânea foi inferior no tercil superior (97 ± 57% vs. 67 ± 36%; p = 0,027). O %G apresentou correlação significativa com RCE (r = 0,77; p < 0,001), IAV (r = 0,41; p = 0,018), IC (r = 0,60; p < 0,001) e IAC (r = 0,65; p < 0,001) nos homens e somente com RCE (r = 0,55; p < 0,001) e IAC (r = 0,60; p < 0,001) nas mulheres. Na regressão linear, a ASC mostrou associação independente com o %G (β =–3,15; p = 0,04) nas mulheres e com a glicemia (β = –1,15; p = 0,02) nos homens. Não houve diferença nas medidas de VOP.

Conclusão:

Os índices antropométricos de obesidade foram mais associados ao %G nos homens. A maior adiposidade corporal foi relacionada com menor reatividade microvascular, o que foi mais evidente nas mulheres. Não houve diferença na rigidez arterial, o que pode ter sido influenciado pelo tratamento anti-hipertensivo.

  • Adiposidade
  • Endotélio
  • Hipertensão/efeitos do tratamento
  • Permeabilidade Capilar
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07/12/2020 DOI: 10.36660/abc.20190364
Terapia gênica com fator de crescimento endotelial vascular 165 para pacientes com angina refratária: mobilização de células progenitoras endoteliais
ABC
Artigo Original

Terapia gênica com fator de crescimento endotelial vascular 165 para pacientes com angina refratária: mobilização de células progenitoras endoteliais

Clarissa G. Rodrigues et al. Rodrigo D.M. Plentz Thiago Dipp Felipe B. Salles … Imarilde I. Giusti Roberto T. Sant'Anna Bruna Eibel Ivo A. Nesralla Melissa Markoski Nance N. Beyer Renato A. K. Kalil

FUNDAMENTO: O fator de crescimento endotelial vascular (VEGF – vascular endothelial growth factor) induz a mobilização de células progenitoras endoteliais (CPEs) com capacidade de proliferação e diferenciação em células endoteliais, contribuindo, dessa forma, para o processo angiogênico. OBJETIVO: Buscamos avaliar o comportamento de CPEs em pacientes com doença cardíaca isquêmica e angina refratária que receberam injeções intramiocardicas de 2000 µg de VEGF165 como terapia única. MÉTODOS: O estudo foi uma subanálise de um ensaio clínico. Pacientes com doença cardíaca isquêmica avançada e angina refratária foram avaliados para inclusão no estudo. Os critérios de inclusão foram: sinais e sintomas de angina e/ou insuficiência cardíaca apesar de tratamento medicamentoso máximo e área de isquemia miocárdica de, no mínimo, 5% conforme avaliado por uma tomografia computadorizada por emissão de fóton único (TCEFU). Os critérios de exclusão foram: idade > 65 anos, fração de ejeção do ventrículo esquerdo < 25% e cancer diagnosticado. Os pacientes cujos níveis de CPE foram avaliados foram incluídos. A intervenção consistiu na administração de 2000 µg de VEGF 165 de plasmídeo injetado no miocárdio isquêmico. A frequência de células CD34+/KDR+ foi analisada por citometria de fluxo antes e 3, 9, e 27 dias após a intervenção. RESULTADOS: Um total de 9 pacientes foram incluídos, 8 homens, média de idade de 59,4 anos, fração de ejeção ventricular esquerda de 59,3%, e classe de angina predominante III. Observou-se um aumento significativo dos níveis de CPEs no terceiro dia após a intervenção. Todavia, 9 e 27 dias após a intervenção, os níveis de CPEs foram similares aos basais. CONCLUSÃO: Identificamos uma mobilização transitória de CPE, com pico no terceiro dia após a intervenção com VEGF 165 em pacientes com angina refratária. Todavia, os níveis de CPEs apresentaram-se semelhantes aos basais 9 e 27 dias após a intervenção.

  • Celulas Endoteliais
  • Fator A de Crescimento Endotelial Vascular
  • Permeabilidade Capilar
  • Terapia Genética
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09/07/2013 DOI: 10.5935/abc.20130128 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Izar MCO, Fonseca FAH. Podemos Pré-Tratar Enxertos de Veia com Adiponectina para Melhorar sua Permeabilidade?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(6):1189-90.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Izar, Maria Cristina de Oliveira; Fonseca, Francisco A. H.. Podemos Pré-Tratar Enxertos de Veia com Adiponectina para Melhorar sua Permeabilidade?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 6, p. 1189-1190, dez. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Izar, M. C. O., & Fonseca, F. A. H. (2021). Podemos Pré-Tratar Enxertos de Veia com Adiponectina para Melhorar sua Permeabilidade?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(6), 1189-1190.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Izar, Maria Cristina de Oliveira and Fonseca, Francisco A. H.. Podemos Pré-Tratar Enxertos de Veia com Adiponectina para Melhorar sua Permeabilidade?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1189-1190. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/podemos-pre-tratar-enxertos-de-veia-com-adiponectina-para-melhorar-sua-permeabilidade/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

d’El-Rei J, Cunha MR, Mattos SS, Marques BC, Menezes VP, Cunha AR, França M, et al. Estudo da Reatividade Microvascular em Pacientes Hipertensos com Adiposidade Corporal Elevada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(5):896-904.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

d’El-Rei, Jenifer; Cunha, Michelle Rabello; Mattos, Samanta de Souza; Marques, Bianca Cristina; Menezes, Viviane Prangiel de; Cunha, Ana Rosa; França, Érica Monteiro; Oigman, Wille; Neves, Mario Fritsch. Estudo da Reatividade Microvascular em Pacientes Hipertensos com Adiposidade Corporal Elevada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 5, p. 896-904, dez. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

d’El-Rei, J., Cunha, M. R., Mattos, S. S., Marques, B. C., Menezes, V. P. , Cunha, A. R., França, M., Oigman, W., & Neves, M. F. (2020). Estudo da Reatividade Microvascular em Pacientes Hipertensos com Adiposidade Corporal Elevada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(5), 896-904.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

d’El-Rei, Jenifer and Cunha, Michelle Rabello and Mattos, Samanta de Souza and Marques, Bianca Cristina and Menezes, Viviane Prangiel de and Cunha, Ana Rosa and França, Érica Monteiro and Oigman, Wille and Neves, Mario Fritsch. Estudo da Reatividade Microvascular em Pacientes Hipertensos com Adiposidade Corporal Elevada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 896-904. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/estudo-da-reatividade-microvascular-em-pacientes-hipertensos-com-adiposidade-corporal-elevada/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

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Rodrigues CG, Plentz RD, Dipp T, Salles FB, Giusti II, Sant’Anna RT, Eibel B, et al. Terapia gênica com fator de crescimento endotelial vascular 165 para pacientes com angina refratária: mobilização de células progenitoras endoteliais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2013;101(2):149-53.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rodrigues, Clarissa G.; Plentz, Rodrigo D.M.; Dipp, Thiago; Salles, Felipe B.; Giusti, Imarilde I.; Sant’Anna, Roberto T.; Eibel, Bruna; Nesralla, Ivo A.; Markoski, Melissa; Beyer, Nance N.; Kalil, Renato A. K.. Terapia gênica com fator de crescimento endotelial vascular 165 para pacientes com angina refratária: mobilização de células progenitoras endoteliais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 101, n. 2, p. 149-153, jul. 2013.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rodrigues, C. G., Plentz, R. D., Dipp, T., Salles, F. B., Giusti, I. I., Sant’Anna, R. T., Eibel, B., Nesralla, I. A., Markoski, M., Beyer, N. N., & Kalil, R. A. K. (2013). Terapia gênica com fator de crescimento endotelial vascular 165 para pacientes com angina refratária: mobilização de células progenitoras endoteliais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 101(2), 149-153.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Rodrigues, Clarissa G. and Plentz, Rodrigo D.M. and Dipp, Thiago and Salles, Felipe B. and Giusti, Imarilde I. and Sant’Anna, Roberto T. and Eibel, Bruna and Nesralla, Ivo A. and Markoski, Melissa and Beyer, Nance N. and Kalil, Renato A. K.. Terapia gênica com fator de crescimento endotelial vascular 165 para pacientes com angina refratária: mobilização de células progenitoras endoteliais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2013, vol. 101, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 149-153. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/terapia-genica-com-fator-de-crescimento-endotelial-vascular-165-para-pacientes-com-angina-refrataria-mobilizacao-de-celulas-progenitoras-endoteliais/>. ISSN 0066-782X

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