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  2. Palavra-chave: Neoplasias da Mama/tratamento farmacológico
Figura 1
ABC
Review Article

Terapia Antiplaquetária em Pacientes com Câncer de Mama em Uso de Terapia Hormonal: Mitos, Evidências e Potencialidades – Revisão Sistemática

Andréa de Melo Leite et al. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo Antonio José Lagoeiro Jorge Wolney de Andrade Martins

Resumo

O câncer de mama é o tumor mais frequentemente diagnosticado em mulheres de todo o mundo, com impacto importante na morbimortalidade. A quimioterapia e a terapia hormonal reduziram significativamente a mortalidade, mas os efeitos adversos são consideráveis. A aspirina está incorporada à prática clínica há mais de 100 anos, com baixo custo, tornando-a particularmente atraente como potencial agente na prevenção do câncer de mama e auxiliar durante o tratamento endócrino, na profilaxia de complicações cardiovasculares. Objetivou-se avaliar o papel da aspirina na redução da incidência do câncer de mama e avaliar o impacto de seu uso na morbimortalidade e na redução de eventos cardiovasculares como terapia adjuvante durante o tratamento do câncer de mama com moduladores seletivos do receptor do estrogênio. Procedeu-se à revisão sistemática utilizando-se a metodologia PRISMA e os critérios PICO, nas bases MEDLINE, EMBASE e LILACS. Foram considerados os artigos originais do tipo ensaio clínico, coorte, caso-controle e metanálises, publicados no período de janeiro de 1998 até junho de 2017. Na maioria dos estudos, houve relação entre o uso dos moduladores seletivos do receptor do estrogênio e o aumento de eventos tromboembólicos. Os estudos sugerem efeito protetor da aspirina para eventos cardiovasculares em uso concomitante aos moduladores seletivos do receptor do estrogênio e na prevenção do câncer de mama. Esta revisão sistemática sugere que o tratamento com aspirina combina o benefício da proteção contra eventos cardiovasculares com a potencial redução do risco de câncer de mama, e que a avaliação dos benefícios da interação da terapia endócrina com a aspirina deve ser melhor investigada.

  • Aspirina
  • Cloridrato de Raloxifeno
  • Doenças Cardiovasculares/prevenção &controle
  • Indicadores de Morbimortalidade
  • Moduladores Seletivos do Receptor Estrogênio
  • Neoplasias da Mama/tratamento farmacológico
  • Tamoxifeno
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/08/2018 DOI: 10.5935/abc.20180138
Figura 1
ABC
Original Article

Acurácia do Strain Longitudinal Global na Predição de Cardiotoxicidade em uma Coorte de Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento com Antracíclicos e/ou Trastuzumab

Eliza de Almeida Gripp et al. Gabriela Escudini de Oliveira Luiz Augusto Feijó Marcelo Iorio Garcia … Sergio Salles Xavier Andréa Silvestre de Sousa

Resumo

Fundamentos:

A elevada morbimortalidade da cardiotoxicidade associada à terapia antineoplásica para o câncer de mama poderia ser reduzida com uso precoce de drogas cardioprotetoras. No entanto, a baixa sensibilidade da fração de ejeção limita sua utilização nessa estratégia preventiva. Novos parâmetros, como o strain longitudinal global, estão sendo utilizados na detecção precoce das alterações da função contrátil.

Objetivos:

Avaliar a incidência de cardiotoxicidade entre pacientes tratados para câncer de mama, os fatores independentes associados a esse evento e a capacidade do strain em identificá-la precocemente.

Métodos:

Estudo prospectivo observacional de pacientes ambulatoriais consecutivos com diagnóstico de câncer de mama, sem tratamento antineoplásico prévio, sem disfunção ventricular, submetidos ao uso de antracíclicos e/ou trastuzumab, avaliados trimestralmente de forma cega em relação à terapia, seguidos por 6 a 12 meses. Regressão de Cox foi utilizada para avaliar a associação de variáveis clínicas, terapêuticas e ecocardiográficas com cardiotoxicidade. Curva ROC foi construída para identificar o ponto de corte do strain capaz de prever redução da fração de ejeção. Para todos os testes, o nível de significância estatística foi definido com p ≤ 0,05.

Resultados:

Dentre 49 mulheres com idade média de 49,7 ± 12,2 anos, identificamos 5 casos de cardiotoxicidade (10%), aos 3 (n = 2) e 6 (n = 3) meses de seguimento. Strain foi associado de forma independente ao evento (p = 0,004; HR = 2,77; IC95%: 1,39-5,54), tendo como ponto de corte o valor absoluto de -16,6 (ASC = 0,95; IC95%: 0,87-1,0) ou redução de 14% (ASC = 0,97; IC95%: 0,9-1,0).

Conclusão:

A redução de 14% do strain (ou valor absoluto de -16,6) foi capaz de identificar precocemente pacientes que podem evoluir com cardiotoxicidade associada ao antracíclico e/ou trastuzumab.

  • Cardiotoxicidade
  • Neoplasias da Mama/tratamento farmacológico
  • Trastuzumab, Indicadores de Morbimortalidade
  • Volume sistólico
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/02/2018 DOI: 10.5935/abc.20180021 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Leite AM, Macedo AVS, Jorge AJL, Martins WA. Terapia Antiplaquetária em Pacientes com Câncer de Mama em Uso de Terapia Hormonal: Mitos, Evidências e Potencialidades – Revisão Sistemática. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(2):205-12.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Leite, Andréa de Melo; Macedo, Ariane Vieira Scarlatelli; Jorge, Antonio José Lagoeiro; Martins, Wolney de Andrade. Terapia Antiplaquetária em Pacientes com Câncer de Mama em Uso de Terapia Hormonal: Mitos, Evidências e Potencialidades – Revisão Sistemática. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 2, p. 205-212, jul. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Leite, A. M., Macedo, A. V. S., Jorge, A. J. L., & Martins, W. A. (2018). Terapia Antiplaquetária em Pacientes com Câncer de Mama em Uso de Terapia Hormonal: Mitos, Evidências e Potencialidades – Revisão Sistemática. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(2), 205-212.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Leite, Andréa de Melo and Macedo, Ariane Vieira Scarlatelli and Jorge, Antonio José Lagoeiro and Martins, Wolney de Andrade. Terapia Antiplaquetária em Pacientes com Câncer de Mama em Uso de Terapia Hormonal: Mitos, Evidências e Potencialidades – Revisão Sistemática. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 205-212. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/terapia-antiplaquetaria-em-pacientes-com-cancer-de-mama-em-uso-de-terapia-hormonal-mitos-evidencias-e-potencialidades-revisao-sistematica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Gripp EA, Oliveira GE, Feijó LA, Garcia MI, Xavier SS, Sousa AS. Acurácia do Strain Longitudinal Global na Predição de Cardiotoxicidade em uma Coorte de Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento com Antracíclicos e/ou Trastuzumab. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;110(2):140-5.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gripp, Eliza de Almeida; Oliveira, Gabriela Escudini de; Feijó, Luiz Augusto; Garcia, Marcelo Iorio; Xavier, Sergio Salles; Sousa, Andréa Silvestre de. Acurácia do Strain Longitudinal Global na Predição de Cardiotoxicidade em uma Coorte de Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento com Antracíclicos e/ou Trastuzumab. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 2, p. 140-150, jan. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gripp, E. A., Oliveira, G. E. , Feijó, L. A., Garcia, M. I., Xavier, S. S., & Sousa, A. S. (2018). Acurácia do Strain Longitudinal Global na Predição de Cardiotoxicidade em uma Coorte de Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento com Antracíclicos e/ou Trastuzumab. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 110(2), 140-150.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gripp, Eliza de Almeida and Oliveira, Gabriela Escudini de and Feijó, Luiz Augusto and Garcia, Marcelo Iorio and Xavier, Sergio Salles and Sousa, Andréa Silvestre de. Acurácia do Strain Longitudinal Global na Predição de Cardiotoxicidade em uma Coorte de Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento com Antracíclicos e/ou Trastuzumab. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 110, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 140-150. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/acuracia-do-strain-longitudinal-global-na-predicao-de-cardiotoxicidade-em-uma-coorte-de-pacientes-com-cancer-de-mama-em-tratamento-com-antraciclicos-e-ou-trastuzumab/>. ISSN 0066-782X

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