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  2. Palavra-chave: Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa
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Editorial

Há um Fôlego Extra para o Uso de Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa em Mulheres Diabéticas Idosas com Infarto do Miocárdio com Elevação de ST ou Estamos em uma Situação de Risco?

Ana Teresa Timóteo

O padrão de tratamento de pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP) primária é a terapia antiplaquetária dupla (TAPD), com uma combinação de aspirina e um inibidor P2Y12. Prasugrel e ticagrelor são os inibidores P2Y12 preferidos porque têm início de ação mais rápido, maior potência e são superiores ao clopidogrel em relação aos desfechos clínicos. Eles devem ser mantidos por 12 meses, a menos que haja contraindicações, como risco excessivo de sangramento. A escolha do tratamento deve ser uma decisão equilibrada, considerando os riscos de isquemia e sangramento. A maioria dos estudos que avaliam os inibidores da glicoproteína (Gp) IIb/ IIIa em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) tratados com ICP primária são anteriores à era do pré-tratamento oral de rotina com TAPD, particularmente no contexto de uso de inibidores de plaquetas orais potentes. Naquela época, eles demonstraram uma redução na incidência de eventos isquêmicos, mas à custa de um aumento consistente de sangramentos maiores. Atualmente, não há evidências convincentes de um benefício adicional do uso rotineiro de uma estratégia de uso de Gp IIb/IIIa em pacientes com ICP primária que recebem tratamento com TAPD, particularmente com ticagrelor. O uso de inibidores de Gp IIb/IIIa deve ser considerado como terapia de resgate em caso de evidência angiográfica de um grande trombo, fenômenos de slow ou no-reflow, e outras complicações trombóticas, embora essa estratégia não tenha sido abordada em ensaios clínicos randomizados. Além disso, a administração intracoronária não é superior ao seu uso intravenoso.

Pacientes idosos apresentam alto risco de sangramento e outras complicações decorrentes de terapias agudas, não apenas por causa da idade, mas por apresentarem com maior frequência disfunção renal e mais comorbidades. Diabetes também é uma comorbidade frequente em pacientes com IAMCSST. Pacientes diabéticos apresentam doença aterosclerótica mais difusa e maior risco de morte e complicações, incluindo revascularização repetida após ICP. De fato, pacientes diabéticos que sofreram infarto do miocárdio têm um pior prognóstico, e a presença de diabetes aumenta o risco de qualquer evento cardiovascular, como demonstrado em diversos estudos anteriores de tratamento da síndrome coronariana aguda.,, Entretanto, no contexto atual de uso de inibidores P2Y12 orais, não há indicação de que a farmacoterapia antitrombótica deva ser diferente entre pacientes diabéticos e aqueles sem diabetes submetidos à revascularização.,

[…]

  • Agregação Plaquetária
  • Diabetes mellitus
  • Hemorragia
  • Idoso
  • Infarto Do Miocárdio
  • Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa
  • Mulheres
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/03/2021 DOI: 10.36660/abc.20200494 Visualizações 1

Como citar este artigo

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Timóteo AT. Há um Fôlego Extra para o Uso de Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa em Mulheres Diabéticas Idosas com Infarto do Miocárdio com Elevação de ST ou Estamos em uma Situação de Risco?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(2):236-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Timóteo, Ana Teresa. Há um Fôlego Extra para o Uso de Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa em Mulheres Diabéticas Idosas com Infarto do Miocárdio com Elevação de ST ou Estamos em uma Situação de Risco?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 2, p. 236-237, fev. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Timóteo, A. T. (2021). Há um Fôlego Extra para o Uso de Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa em Mulheres Diabéticas Idosas com Infarto do Miocárdio com Elevação de ST ou Estamos em uma Situação de Risco?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(2), 236-237.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Timóteo, Ana Teresa. Há um Fôlego Extra para o Uso de Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa em Mulheres Diabéticas Idosas com Infarto do Miocárdio com Elevação de ST ou Estamos em uma Situação de Risco?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 236-237. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/ha-um-folego-extra-para-o-uso-de-inibidores-da-glicoproteina-iib-iiia-em-mulheres-diabeticas-idosas-com-infarto-do-miocardio-com-elevacao-de-st-ou-estamos-em-uma-situacao-de-risco/>. ISSN 0066-782X

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