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Escores de Risco Poligênico: O Próximo Passo para Melhorar a Estratificação de Risco na Doença Arterial Coronariana?
ABC
Revisão

Escores de Risco Poligênico: O Próximo Passo para Melhorar a Estratificação de Risco na Doença Arterial Coronariana?

Ricardo Stein et al. Filipe Ferrari Diego García-Giustiniani

Resumo

Apesar dos avanços significativos no tratamento da doença arterial coronariana (DAC) e das reduções nas taxas de mortalidade anuais nas últimas décadas, a DAC continua sendo a principal causa de morte no mundo. Consequentemente, há uma necessidade contínua de esforços para abordar essa situação. Os algoritmos clínicos atuais para identificar pacientes em risco são particularmente imprecisos para indivíduos de risco moderado. Por esse motivo, foi sugerido que são necessários testes auxiliares, incluindo triagem genética preditiva. À medida que os estudos genéticos se expandem rapidamente e os dados genômicos se tornam mais acessíveis, diversos escores de risco genético têm sido propostos para identificar e avaliar a suscetibilidade de um indivíduo ao desenvolvimento de doenças, incluindo a DAC. De fato, o campo da genética tem contribuído substancialmente para a previsão de risco, particularmente nos casos em que as crianças têm genitores com DAC prematura, resultando em um risco aumentado de até 75%. Os escores de risco poligênico (PRSs, do inglês polygenic risk scores) surgiram como uma ferramenta potencialmente valiosa para compreender e estratificar o risco genético de um indivíduo. O PRS é calculado como uma soma ponderada de variantes de nucleotídeo único presentes em todo o genoma humano, identificáveis por meio de estudos de associação genômica ampla, e associadas a várias doenças cardiometabólicas. O uso dos PRSs é promissor, pois permite o desenvolvimento de estratégias personalizadas para prevenir ou diagnosticar patologias específicas de forma precoce. Ademais, seu uso é capaz de complementar os escores clínicos existentes, aumentando a precisão da previsão de risco individual. Consequentemente, a aplicação dos PRSs tem o potencial de impactar positivamente os custos e os desfechos adversos associados à DAC. A presente revisão narrativa oferece uma visão ampla do papel dos PRSs no contexto da DAC.

  • Doença arterial coronariana
  • Doenças Cardiovasculares
  • Genoma Humano
  • Risco
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
23/09/2024 DOI: 10.36660/abc.20240252 Visualizações 1
ABC
Ponto de Vista

Medicina Translacional e Ciência da Implementação: Como Transformar o que Sabemos no que Efetivamente Fazemos

Protásio Lemos da Luz et al. Francisco Rafael Martins Laurindo

Base da medicina preventiva: estilo de vida sadio

Quando se procura aplicar conhecimentos médicos à população geral, o conceito de estilo de vida sadio deve ser salientado, sobretudo quando se pretende enfatizar a medicina preventiva.

A maioria dos eventos cardiovasculares, tais como infarto do miocárdio e morte, estão associados a fatores de risco como dislipidemia, tabagismo, hipertensão e diabetes. Fatores genéticos representam a minoria. Outro exemplo é o estudo Whitehall, conduzido na Inglaterra, que mostrou que trabalhadores públicos que ocupavam posições hierárquicas inferiores no trabalho morriam três a quatro vezes mais que aqueles em posições superiores. A base da medicina preventiva depende de estilo de vida sadio, incluindo dieta predominante em vegetais, frutas e peixes, associada à baixa ingestão de carnes vermelhas e carboidratos. Exercícios aeróbicos e de força, no mínimo 150 minutos/semana são fortemente indicados, inclusive para proteção de funções cognitivas e prevenção de Alzheimer.

[…]

  • Aterosclerose
  • Colesterol
  • Doenças Cardiovasculares / mortalidade
  • Exercícios
  • Genoma Humano
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases/uso terapêutico
  • Medicina Preventiva
  • Pesquisa Médica Translacional/tendências
  • Qualidade de Vida
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
05/08/2022 DOI: 10.36660/abc.20211029

Como citar este artigo

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Stein R, Ferrari F, García-Giustiniani D. Escores de Risco Poligênico: O Próximo Passo para Melhorar a Estratificação de Risco na Doença Arterial Coronariana?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2024;121(9):e20240252.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Stein, Ricardo; Ferrari, Filipe; García-Giustiniani, Diego. Escores de Risco Poligênico: O Próximo Passo para Melhorar a Estratificação de Risco na Doença Arterial Coronariana?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 121, n. 9, e20240252, set. 2024.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Stein, R., Ferrari, F., & García-Giustiniani, D. (2024). Escores de Risco Poligênico: O Próximo Passo para Melhorar a Estratificação de Risco na Doença Arterial Coronariana?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 121(9), e20240252.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Stein, Ricardo and Ferrari, Filipe and García-Giustiniani, Diego. Escores de Risco Poligênico: O Próximo Passo para Melhorar a Estratificação de Risco na Doença Arterial Coronariana?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2024, vol. 121, n. 9, [citado 2026-10-14], e20240252. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/escores-de-risco-poligenico-o-proximo-passo-para-melhorar-a-estratificacao-de-risco-na-doenca-arterial-coronariana/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Luz PL, Laurindo FRM. Medicina Translacional e Ciência da Implementação: Como Transformar o que Sabemos no que Efetivamente Fazemos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;119(2):342-5.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Luz, Protásio Lemos da; Laurindo, Francisco Rafael Martins. Medicina Translacional e Ciência da Implementação: Como Transformar o que Sabemos no que Efetivamente Fazemos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 119, n. 2, p. 342-345, ago. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Luz, P. L. , & Laurindo, F. R. M. (2022). Medicina Translacional e Ciência da Implementação: Como Transformar o que Sabemos no que Efetivamente Fazemos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 119(2), 342-345.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Luz, Protásio Lemos da and Laurindo, Francisco Rafael Martins. Medicina Translacional e Ciência da Implementação: Como Transformar o que Sabemos no que Efetivamente Fazemos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 119, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 342-345. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/medicina-translacional-e-ciencia-da-implementacao-como-transformar-o-que-sabemos-no-que-efetivamente-fazemos/>. ISSN 0066-782X

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